20/02/2008

A Nova Oração da Sexta-feira Santa




Esta é uma reprodução fotográfica de um Missa Romano de 1558 , publicada doze anos antes da QuoPrimum. Nela (veja risco preto embaixo na página 2 e ao alto página 3) a oração de Sexta-Feira Santa para a conversão dos Judeus aparece exatamente como sempre foi até o Papa João XXIII. Não deveríamos nos inflamar pela tentativa de abolição de uma oração litúrgica de tão longa data?




A Nova Oração da Sexta-feira Santa
Por John Vennari

Apenas sete meses depois da liberação da Missa em Latim Motu Proprio, Papa Bento XVI golpeou a tradicional oração de Sexta-feira Santa para os Judeus do Missal e substituiu-a por uma nova. Essa mudança indevida da oração me enche de tristeza. Eu não posso jubilar-me por ela.

Por que essa antiga e venerável oração foi sacrificada? Se Santa Teresa d' Avila dizia dar a vida por uma só rúbrica da Missa, não deveríamos nos inflamar pela tentativa de abolição de uma oração litúrgica de tão longa data? Deveríamos aceitar a retirada de mais um pedaço de nossa herança sagrada tão facilmente?



Uma reprodução fotográfica da Sexta-feira Santa do Missal Romano de 1558 aparece no alto desta página. Este missal, publicado doze anos antes da Quo Primum do Papa São Pio V, expõe a exata mesma oração para os Judeus usada por séculos até o Papa João XXIII.
A oração tradicional da Sexta-feira Santa para os Judeus é de linhagem anciã. É parte de nosso patrimônio Católico por 700 anos, e provavelmente por muito mais tempo.1 Foi rezada por Santa Joana d'Arc, Santa Bernardete de Senna, São Charles Borromeo, os pais do Concílio de Trento e Santa Jane Frances de Chantal. Rezada por Santo Ignácio de Loyola, por Santo Afonso Liguori, por São José de Cupertino, por São João MariaVianney, por Santa Teresinha, os pais do Vatican I e pelo Papa São Pio X.



Sob Papa Pio XI, um grupo católico chamado os "amigos de Israel" quiseram a palavra "perfídios" removida da oração de Sexta-feira Santa para satisfazerem os Judeus . O Santo Ofício recusou baseado na "respeitável antiguidade" e assim exclui qualquer reforma. O Santo Ofício ordenou: "nada deve ser modificado", uma desição apoiada pelo Papa Pio XI.






Os homens da Igreja, numa idade mais sã do que a presente, tratou essa venerável oração como sagrada, intocável. No pontificado do Papa Pio XI, por exemplo, um grupo católico chamado "Amigos de Israel", quis remover a palavra "pefídio" da oração de Sexta-feira Santa para que os Judeus que reivindivicavam o fim do anti-Semitismo. Cardeal Merry Del Val, secretário do Santo Ofício, recusou. Explicou que a liturgia da Semana Santa volta aos "respeitáveis dias da antiguidade", e exclui assim toda reforma.2 O Santo Ofício decretou “Nihil esse innovandum - nada deve ser modificado”. O Papa Pio XI endossou a decisão do Santo Ofício e fortificou-a com esclarecimentos numerosos. Os proponentes do "Amici Israel" foram obrigados a rejeitar seu objetivo e a associação foi dissolvida.3


Nesses últimos quarenta anos na Igreja, entretanto, devido a ganância por mudanças e novidades, marca registrada doVaticano II, mesmo os bons católicos perderam o sentido da imutabilidade da sagrada liturgia Católica. Nós perdemos a reverência do nosso Rito Sagrado, que era integral à fé de nossos antepassados católicos. O aggiornamento contínuo é outro fator preponderante do mundo católico desde o Concílio, uma superstição prende agora as mentes daqueles em lugares elevados fazendo-os pensarem poder resolver sérios problemas litúrgicos com mais e mais mudanças litúrgicas.


A Controvérsia da Sexta-feira Santa
Imediatamente depois da liberação da Missa em Latim Motu Proprio (e também nas semanas que antecederam sua liberação), os grupos judaicos queixaram-se sobre a reaparição da tradicional oração de Sexta-feira Santa dentro das estruturas diocesanas numa escala mundial. Isto não é surpresa, por séculos, inúmeros judeus desprezam as orações da Sexta-feira Santa.
Mas estes são os dias de diálogo, de compartilhar e escutar reciprocamente, e grupos judaicos "compartilham" de uma maneira feroz. O Vaticano pareceu pronto a escutar.

De modo que em 17 de Julho, 2007, depois de dez dias da liberação do Motu Proprio . O secretário de estado do Vaticano Cardeal Bertone indicou publicamente que as orações da tradicional Sexta-feira Santa talvez será substituída pela oração de 1970 para os Judeus, contidas nas cerimônias do Novus Ordo.4 Boatos da mudança na oração apareceram e desapareceram ao longo dos meses, e reapareceram no início de Janeiro. Msgr. Perl da comissão do Vaticano Ecclesia Dei chamou a controvérsia a respeito de um "problema artificial", e que no momento nada ainda teria sido feito e provavelmente nunca farão nenhuma mudança.5
Ao desenrolar do desfecho, Cardeal Bertone estava errado, porque a oração de 1970 (do Novo Ordo) não foi introduzida na Missa Tridentina; e Msgr. Perl errou em sua projeção de que provavelmente nada seria feito a respeito das orações da Sexta-feira Santa.
Ao contrário do que pensou o Cardeal e o Monsenhor, Papa Bento XVI compôs uma nova oração para a Sexta-feira Santa e requisitou uso imediato da mesma, isto é, para a Semana Santa de 2008 e em diante(veja o quadrado no final contendo a mais nova oração da Semana Santa para os Judeus). A nova oração, como é característico das muitas ações do Papa Bento XVI, tem aspectos positivos e aspectos negativos. Nós olharemos primeiramente os aspectos positivos.


Aspectos positivos da nova oração:1) Parece reafirmar o ensino tradicional católico da necessidade de converção dos Judeus - o primeiro Papa pós conciliar a fazer este ato.
A oração do Papa Bento XVI não é a insípida oração de 1970 (do Novo Ordo) que reza para que os Judeus "continuem a crescer no amor de Seu nome e fiél a Sua aliança" mas retem o título: "para a conversão dos Judeus". É seguro dizer que isso é algo que o Papa João Paulo II, cujo apaziguamento frente aos Judeus era legendário, nunca publicaria-a.

2) Enfureceu os grupos judaicos, fazendo com que alguns considerem suspender o enganador diálogo Católico-Judaico praticado desde o Concílio. A Assembléia de Rabinos italiano anunciou a necessidade de uma pausa para a reflexão no diálogo com os católicos após a modificação da oração da Sexta-feira Santa para os Judeus. Chamou a modificação do Papa Bento de "abandono das condições básicas para o diálogo". A Assembléia afirmou isso em uma nota assinada por seu presidente, Rabino Giuseppe Lara.6 . Em uma reunião em 10-14 de fevereiro em Washington, a assembléia de rabinos deve votar em uma definição de esboço, que, sujeito à revisão, o grupo diz estar "desanimado e profundamente pertubado em saber que o Papa Bento XVI revisou o texto de 1962 da Missa em Latim, retendo a rúbrica, 'Para a conversão dos Judeus'."7
. Rabino chefe em Roma, Riccardo Segni chamou a oração revisada de "um sério passo para trás que levanta obstáculos fundamentais" para as relações Católicas-Judaicas, e que pôs décadas de progresso em dúvida.8
. Abe Foxman da liga anti- difamação queixou-se, "Enquanto nós apreciamos que certa linguagem precária foi removida da nova versão da Sexta-feira Santa para a conversão dos Judeus no Missal Romano de 1962, nós estamos profundamente incomodados e decepcionados que a estrutura e a intenção de petição á Deus para que os Judeus aceitem Jesus como Senhor estiveram mantidas intacta. Alterações da linguaguem sem mudança da intenção da oração de 1962 são revisões comésticas, reteram o aspecto muis pertubador para os Judeus, a saber o desejo de terminar a distinta maneira de vida judaica .Continuam ainda com a oração "para a conversão dos Judeus", isso é uma grande afastamento dos ensinos e das ações do Papa Paulo VI, do Papa João Paulo II, e de numerosos documentos católicos autoritários, including Nostra Aetate.9 Deve-se anotar que em 1999, eu atendi uma noite de diálogo Católico-Judaico em East Aurora, NY. Os palestrantes eram Dennis McManus da USCCB e Rabinoi Leon Klenicki da liga Anti-Defamação. Durante a noite, um dos palestrantes queixou-se até mesmo em relação a oração de 1974 da Sexta-feira Santa aos jews, dizendo que era melhor que as versões de 1962, mas que o "subtexto era ainda anti-Judeu"
Em uma veia similar, em novembro 2000, o instituto para estudos cristãos e judaicos em Baltimore promoveu um simpósio em que o anti-Semitismo alegado na paixão de São João de Bach foi estudado. O simpósio era intitulado "Quando as palavras machucam: O Evagelho de João, a música de Bach e a intolerância religiosa"; pelo menos quatro papéis que falavam da paixão de São João de Bach foram entregues como parte de uma "herança de ódio religioso".10
Estes exemplos demonstram que não é uma grande façanha ofender determinados grupos judaicos, afinal eles ofendem-se facilmente.

3) Parece abalar o ensino de João Paulo II de que os Judeus tem sua própria e válida Aliança, aparte daquela de Cristo. Se os Judeus estão furiosos porque se pede para "aceitar Jesus como Senhor", este então é um aspecto positivo da oração, coisa que em 26 anos de papado de João Paulo II nunca foi sugerido em um curso de ação á eles. Lembra-se aos Judeus que sua própria "aliança" (que, de acordo com o verdadeiro ensino católico é obsoleto e sucedido pela Nova Aliança) não é suficiente para a salvação.

4) Pode ensinar a Bento XVI uma dura lição na verdadeira natureza do diálogo Judeu-Católico.. Misture estes grupos judaicos de qualquer maneira e veremos suas garras. Se este episódio ajudar demonstrar ao Papa a falsidade do diálogo inter-religioso, se o Papa perceber verdadeiramente como anti-Cristo estes grupos são, então isso será um ganho. Uma palavra deve ser dita sobre a folga atual dos grupos judaicos. Não pode haver nenhuma dúvida que o Papa Bento XVI estava sob uma pressão tremenda destas organizações para fazer algum tipo de mudança na oração. A pressão deve ser de um valor que nós mal podemos imaginar. Uma fonte pero do Vaticano, cujo nome eu não tenho a permissão de divulgar, disse que a maioria das decisões favoráveis aos Judeus durante o reinado do Papa João Paulo II eram decretados através de algum formulário ameaçador. Do mesmo modo, o autor católico Jean Madiran, comentou em "Jewish problem" (O problema Judeu) dentro da Igreja. Na edição de março de 1986 da Itineraires, comentando em um radical pró-judeu liberado pelo Vaticano,11 Sr. Maderin escreveu "em 1972, nós tínhamos escrito publicamente a Paulo VI mostrando nossa visão que, no presente momento é como se a Igreja militante fosse um país ocupado por um poder extrangeiro. A partir daquele tempo a Igreja não tem cessado de dar a impressão que é uma Igreja ocupada. Mas ocupada por quem? Nós hoje somos levados a suspeitar que é pelo Judaismo....12
Assim, se acreditamos que a nova oração da Sexta-feira Santa é uma boa idéia, o Papa é merecedor de nossa simpatia e suporte se, em conseqüência da publicação desta nova oração, for atacado pelos antigos inimigos de Cristo. Nós poderíamos escrever incitando-o a começar a aplicar em todas as coisas o maxim do grande contra-revolucionista do século XIX, Msgr. Henri Delassus que disse: "o papel do clero no mundo, o papel do clero junto aos fiéis, é o de criar tendências em torno das verdadeiras idéias, sem perguntar se estas idéias são atrativas a multidão. Isto é o que os Apóstolos fizeram .13
Agora passamos para o que eu considero ser os aspectos negativos da nova oração. Estes são mais numerosos.

Aspectos negativos da nova oração:


1) Por que a oração teve que ser mudada?


A oração para a conversão dos Judeus é de uso muito antigo. Era necessário mudá-la? Não poderiam ter feito uma curta defesa teológica na futura instrução sobre a execução da Summorum Pontificum para manter-se a oração original? Esta seria uma declaração válida do ensino tradicional sem mudar a antiga oração, e renderia todos os resultados positivos mencionados. Como já declaramos, no Missal de 1558 retratado acima --publicado doze anos antes da Quo Primum-- contém a mesma exata oração para os Judeus que a Igreja usou continuamente até a época de João XXIII. A oração em si, perfeita dotrinalmente, foi parte do Sagrado Rito da Igreja por mais de 700 anos. Deveríamos então nos livrar tão prontamente desta antiga e venerável oração devido à pressão daqueles que são anti- Cristo? A oração tradicional está sendo retirada dos únicos círculos em que pode ser mantido vivo.



2) O fim da nova oração está aberto à má interpretação.


A oração original, usada por séculos, não era ambígua em sua intenção para a conversão dos Judeus. Agora, devido à referência da "aceitação completa dos Gentis" colocada no fim da nova oração, pessoas estão debatendo se o Papa pretende em sua oração a conversão dos Judeus somente no fim dos tempos. Eu não digo que esta interpretação de "no fim dos tempos" é a intenção do Papa, como também não sei se é de qualquer outra maneira. Eu simplesmente aponto que o debate habita aonde antes não habitava. Comentando a nova oração, disse o Cardeal Kasper, "Nós pensamos razoavelmente que esta oração não pode ser um obstáculo para dialogar porque reflete a fé da Igreja e, além disso, os Judeus têm orações em seus textos liturgicos que nós católicos não gostamos". Disse também que "Tenho que dizer que não compreendo porque os Judeus não podem aceitar que nós possamos usar da nossa liberdade para formular nossas orações".
Kasper diz mais adiante, "Quando o Papa agora fala da conversão dos Judeus, deve compreender-se isto corretamente. Cita o décimo primeiro capítulo da Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos. Lá o Apóstolo diz que nós como os cristãos esperamos, que quando a "aceitação completa pelos Gentis" adentrar na Igreja, aí toda Israel estará então convertida. Isso é uma esperança escatalógica do fim dos tempos, e assim não significa que nós temos a intenção de perseguir a conversão dos Judeus como se persegue a conversão do Gentis (pagãos)"..14
Esta última declaração de Kasper, por alguma razão, foi removida do Website de Haaretz que a relatou inicialmente. De qualquer modo, o debate continua a respeito de quais são as verdadeiras intenções do Papa Bento XVI. Nós mudamos da certeza para a incerteza. Isso é ainda mais preocupante se nós considerarmos algumas declarações inovadoras do Cardeal Ratzinger do livro "Várias religiões, Uma Aliança";15 no documento do Vaticano The Jewish People and Their Scripture in the Christian Bible (O povo Judeu e suas escrituras na Bíblia Cristã);16 e em sua entrevista-livro em 2003: "God in the world" (Deus no mundo),17 nenhum deles mencionam a necessidade dos Judeus se converterem à verdadeira e única Igreja de Cristo para suas salvações.

3) A divisão entre os católicos tradicionais.


Em um discurso que dei a respeito do Papa Bento XVI apenas duas semanas após sua eleição, alertei do perigo dele rachar o movimento tradicional em dois. Isto parece estar acontecendo. É certo que a divisão atual não é de uma natureza que derruba longas amizades,mas é sim uma divisão papal. Alguns estão curiosos para saber se a Sociedade São Pio X estará dividida internamente nesse determinado assunto. Isto é um motivo de preocupação se consideramos que Cardeal Ratzinger esteve ricamente associado com o movimento traditional por mais de vinte anos. Teve contato com nossos líderes, sabe nossos interesses, nossas psicologias, nossos medos, nossas suspeitas, nossos temperamentos. Ele está bem ciente do movimento traditionalista, e das várias personalidades nele contidas. Como não poderia prever a consternação e a divisão que inevitavelmente fomentariam no campo traditional emitindo a nova oração da Sexta-feira Santa?



4) A Missa Tridentina aberta á mudanças.


Em uma recente coluna sobre a nova oração da Sexta-Feira Santa, o repórter do 'national catholic' John Allen, mencionou que os católicos tradicionais serão perturbados não tanto pela nova oração em si, mas "pelo precedente de que a Missa pode ser mudada em resposta à pressão externa". Allen continua, "alguns peritos litúrgicos, por sinal, pensam que este pode ser o significado durador da decisão do Papa". Como alguém colocou para mim esta semana, isso mostra que o missal de 62 pode ser reformado, que não é inviolável ou congelado no tempo '..18 Muitos católicos que recordam o princípio do gradualismo aplicado a liturgia nos anos 60, temem que esta nova oração possa ser como as poucas linhas que ainda seguram a corda já desgastada, uma abertura para que mais mudanças venham. Há bastante católicos que ainda recordam dos anos 60 aonde mudança após mudança foi aceita gradualmente porque as mudanças iniciais não eram necessariamente heréticas inicialmente. Em consequência disso, um proeminente tradicionalista leigo colocou para mim: “Será que cometeremos agora o mesmo erro”?



5) Mais significativas imagens católicas desaparecendo.



Na ansiã obra de arte Igreja, nós encontramos a mulher com os olhos vendados como imagem da cegueira da Sinagoga. Os proponentes católicos de hoje do diálogo católico-judaico empenharam-se desde o momento de Vatican II em remover toda imagem católico de um modo que as novas gerações não tenham nenhuma idéia o que estas imagens significam/simbolizam. A remoção da referência da "cegueira" na nova oração presta serviços de manutenção para ajudar àqueles que desejam apagar toda iconografia católica.






6) Perfeita oração alterada: Insípida oração intocada


A oração de 1962 que reflete o ensino da Igreja, e é virtualmente fiél 20 à prática litúrgica da Igreja por mais de 700 anos, é alterada substancialmente. Entretanto, a oração dotrinalmente deficiente da Sexta-feira Santa do Novus Ordo, em que o ministro reza para que os Judeus "continuem a crescer no amor de Seu nome e fiél á sua aliança" ficou intocável. Muitos católicos querem saber porque a oração Tridentina que não necessita nenhuma correção foi corrigida., e porque que a oração de 1970, que necessita desesperadamente correção, é deixada inalterada.


Continuidade através da mudança?



m fazer tais comentários acima, sei que falo para muitos católicos preocupados -padres e leigos- quem estão perturbadas com este último desenvolvimento da Sexta-Feira Santa. Estes católicos querem saber porque tiveram que fazer essa troca; trocar a oração tradicional por uma nova, mesmo essa nova oração não sendo herética. De onde veio este pricípio da "continuidade através da mudança"? Infelizmente, o velho Roma locuta est, causa finite est perdeu muita de sua força para um grande número de católicos cansados pelas batalhas, especialmente no que diz respeito à introdução de novidades. Isto não é devido a nenhum sentido de rebelião ou falta de piedade filial da parte deles. Ao contrário, isso se deve ao fato que nos últimos 40 anos, Pontífices pós-Conciliares abusaram de suas autoridades agindo mais como Apótolos das novidades do que Apóstolos de Cristo.





O Papa Bento XVI, apenas duas semanas há, estabeleceu um outro precedente ecumênico, comemorando um serviço em Roma da "Semana da Unidade Cristã" com Samuel Kobia (foto ao lado)21, "Secretário Geral do Conselho Mundial das igrejas" ao seu lado . Algo nunca feito antes que arrancou louvores de Jornais Ecumênicos, e algo que o Papa São Pio X condenaria com impiedosa severidade.




Os 40 anos de promoção das atividades e das idéias condenadas previamente pelo perene magistério traiu a confiança dos fiéis. Nada demora mais tempo do que reparar uma confiança perdida. Os católicos que estão precavidos da mais nova mudança da Sexta-feira Santa não podem ser responsabilizados por seus cuidados e desconfianças. Em relação a estas desconfianças, vale a pena repetir a decisão do Santo Ofício de Pio XI que declarou que a liturgia da Sexta-feira Santa data aos "respeitáveis dias da antiguidade", excluindo assim qualquer reforma: "nada deve ser modificado".




Para concluir, falando por mim, não digitarei a nova oração da Sexta-feira Santa em um pequeno cartão para inserí-lo em meu Missal, mas rezarei a oração antecedente a João XXIII, assim como São Maximiliano Kolbe, São Charles Borromeo, Santa Teresa d'Avila, São Francisco Sales, Santo Isaac Jogue, São Geraldo Majella, Santa Margarete Maria Alocoque, São Domingos Sávio e todos os fiéis católicos fizeram por mais de 700 anos.


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Ps: Tradução não-oficial. Adição da foto de Abe Foxman e o Papa Bento XVI enquanto Cardeal.



1 St. Pius V’s Quo Primum maintained all Catholic liturgies in use for at least 200 years prior to 1570.


2 The Cardinal explained that the word “perfidus” in the ancient rite bring expressed “the detestation of the rebellion and treason” of the chosen people.


3 The decree of dissolution was written by Pius XI and contained a sharp condemnation of racially motivated anti-Semitism. See:Zenit: German: “Karfreitagsfürbitte - eine lange Geschichte”, Feb. 6, 2008. Translation supplied by “Catholic Church Conservation”.


4 “Vatican: We May Drop Revived Prayer Offensive to Jews”, Reuters, July 17, 2007.






7 “Conservative Rabbis to Vote on Resolution Criticizing Pope's Revision of Prayer”, New York Times, Feb. 7, 2008.


8 “Decision to Retain Jewish Conversion Prayer Criticized”, Irish Times, Feb. 7, 2008.


9 Prayer for Conversion of Jews Remains Troubling Despite Vatican Changes. ADL Press Release. Published in Targeted News Service, Feb. 5, 2008


10 Service International de Documentation Judeo-Chretienne (SIDIC), Vol. XXXIV, No. 3 - 2001, pp. 19-28.


11 “Notes for a Correct Presentation of Jews and Judaism in the preaching and Catechesis of the Cathlic Church”. Issued by the Vatican’s Pontirical Council for Promoting Christian Unity under Johannes Cardinal Willibrands, 1986.


12 The sentence concludes: “and that what is now coming out into the open is the goal which has been the objective of all the manouevres and persecutions of the last twenty years: namely, to obliterate or play down any conflict betwen the Christian and Jewish religion in order to ‘prepare the world for the coming of the Messiah’ by ‘working together for social justice, respect for the rights of persons and nations and for social and international reconciliation’. What a secular programme! IF that is what we must preach, what need do we have of a pope? The Grant Orient Lodge and the United Nations are enough.” Jean Maderin, “The Jewish Question in the Church”, Translated [into English] by G. Lawman from the March 1986 issue of Itineraires. Published as a Supplement to Approaches, No. 93. [Editor, Hamish Fraser. No date].


13 Americanism and the Anti-Christian Conspiracy, Msgr. Henri Delassus, French edition published 1907 [Orlando: CTC Books, 2007 English edition], p. iv. Emphasis added.


14 Original web verison of “Vatican Rejects Criticism of New Prayer for Jewish Conversion”, Haaretz, Feb. 7, 2008


15 For example, the following are quotes from Cardinal Ratzinger: “What could be the reason for so much historical hostility between those who must actually belong together [Christians and Jews] because of their faith in the one God and commitment to His will?” (p. 22); “Do confession of Jesus of Nazareth as the Son of he living God and faith in the Cross as the redemption of mankind contain an implicitly condemnation of the Jews as stubborn and blind, as guilty of the death of the Son of God?” (P. 23); “Hans Kung uttered what we were all thinking when he said, ‘No world peace without peace between religions’; in these words he declared that peace between religions, ecumenism across the religions, is a duty imposted on all religious communities.” (p. 94); Many Religions, One Covenant,Joseph Cardinal Ratzinger, [San Francisco: Ignatius Press, 1999].


16 The document which contains a lauding Introduction by Cardinal Ratzinger, says: “Jewish messianic expectation is not in vain. It can become for us Christians a powerful stimulant to keep alive the eschatological dimension of our faith. Like them, we too live in expectation. The difference is that for us the One who is to come will have the traits of the Jesus who has already come and is already present and active among us.” The Pontifical Biblical Commission, The Jewish People And Their Sacred Scriptures in the Christian Bible, 2001, No. 5. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/pcb_documents/rc_con_cfaith_doc_20020212_popolo-ebraico_en.html


17 Cardinal Ratzinger said, “...Israel still has a mission to accomplish today. We are in fact waiting for the moment when Israel too, will say Yes to Christ, but we also know that while histiory still runs its course even this standing at the door fulfills a mission, one that is important for the world ... we can see that Isreal has a way to go. As Chrsitians, we believe they will in end end be together with us in Christ. But they are not simply done with and left our of God’ plan; rather, they still stand within the faithful covenant of God”, God and the World. Joseph Cardinal Ratzinger [San Francisco: Ignatius Press, 2002], pp. 129-130.


18 “All Things Catholic”, John Allen, National Catholic Reporter, Feb. 8, 2008, http://ncrcafe.org/node/1600


19 “Update on Catholic Education on Jews and Judaism”, Paper deliverd at the International Catholic-Jewish Liason Committee, Jerusalem, 23-26 May 1994 by Eugene J. Fisher (of the USCCB).


20 This despite the fact that the word “perfidious” which means “faithless” and not “wicked” as some Jews claim, was stricken from the ancient prayer by Pope John XXIII; despite the ruling of the Pius XI”s Holy Office just a few decades earlier.


21 “Pope and WCC Look to Christian Unity at Ecumenical ‘Festival’”, Ecumenical News International, Jan. 28, 2008. http://www.eni.ch/featured/article.php?id=1577

19/02/2008

To be or not to be...... Talmud: "Obstáculo fundamental às relações católico-judaicas"?



Os judeus acham muito justo mudar nossas orções que são para o bem deles. Nós deveríamos achar muito justo que eles mudem o Talmud.


Vejamos o que o Padre I. B. Pranaitis, sacerdote católico, Doutor em Teologia e professor de idioma hebreu nos mostra sobre o Talmud: Vale a pena destacar as seguintes coisas impuras que aparecem no comentário sobre o Schulchan Arukh, intitulado Biur Hetib: "Uma mulher deve lavar-se novamente (ao sair do banho) se ver qualquer coisa impura, como um cachorro, um burro, o povo da terra, um cristão (akum), um camelo, um porco, um cavalo e um leproso".





E o Kethuboth (3 b) completa: "O sêmen de um goi tem o mesmo valor que o de uma besta".


Em Zohar (1,25 b), diz-se assim: "Aqueles que fazem o bem aos akum (não-judeus)... não ressuscitarão de entre os mortos".


Em Aboda Zohar (20 a, Toseph), temos: "Não digas nada elogioso sobre eles, que nunca se diga: “Que bom que é este Goi!"


A Jesus, o chamam ignominiosamente de Jeschu, cujo significado é "que seu nome e sua memória sejam apagados". Seu nome em hebreu é Jeschua, que significa salvação.


A Maria, a Mãe de Deus, chamam de Charia, ou seja: esterco, excremento. Em hebreu seu nome é Miriam.


Os Santos Cristãos são chamados de Kedoschim em hebreu. Porém os judeus os chamam de Kededchim, ou seja, homens afeminados. Às mulheres santas, são chamadas de Keleschoth que significa prostituta.


Ao Domingo, chamam de Dia da Calamidade.


Ao Natal, chamam Nital, o quer dizer extermínio.


A Páscoa não é chamada pelo seu nome apropriado, ou seja Pesach, mas sim, Ketsach, o que significa podar ou forca.


A uma Igreja Cristã não chama de Beth Hattefilah (casa de oração), mas sim Beth Hattiflah, que significa casa vã, ou casa do Mal.


Aos Evangelhos chamam Aavon Gilaion: Livro de Iniqüidade.

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O Vaticano não considera o pensamento judaico em si mesmo como "obstáculo fundamental às relações católico-judaicas"?


Falar contra o judaísmo é pôr em "dúvida décadas de avanços"? Avanço pra quem?


Não há sentido na existência do judaísmo. Não há sentido na negação da divindade de Cristo. Fora da Igreja não há salvação!


No mesmo espírito do Talmud foi escrito os Protocolos dos Sábios de Sião. Um é mais escandaloso que o outro. Um destila mais ódio que o outro.


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Irmãos mais velhos: Isaac filho da Promessa!


É insteressante o que o padre Julio Meinvielle no seu livro El Judio En El Misterio De La Historia diz sobre nossos irmãos mais velhos:


"São Paulo nos explica que em Ismael e Isaac estão prefigurados dois povos.(São Paulo Gal. 4)


"Ismael, que nasce primeiro de Abraão, como fruto natural de sua escrava Agar, figura a Sinagoga dos judeus, que se gloria de vir da carne de Abraão. Isaac, ao contrário, que nasce milagrosamente de acordo com a promessa divina, de Sara a estéril, representa e figura a Igreja, que surgiu, como Isaac, pela fé na Promessa de Cristo.


"Não é, portanto, a descendência carnal de Abraão que salva, e sim sua união espiritual pela fé em Cristo."


[...] A Igreja é Sara feita fecunda pela virude de Deus. Os espírito vivifica, e a carne, em compensação, nada vale, dizia mais tarde Jesus Cristo. (S. João , 6)Se pode baixar o livro no site http://www.juliomeinvielle.org/(em espanhol).
Por Tiago Martins, Caxias do Sul.







17/01/2008

Ave Maria de um Protestante


Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave Maria, ele gostou tanto da oração que copiou-a num papel e recitava-a todos os dias. "Olha mamae que oracao linda", disse o garotinho a sua mãe um dia. "Nunca a repita meu filho!", respondeu a mãe. Esta e' uma oração superticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de Deusa. Quando na verdade ela não passa de uma mulher como outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia, nela encontramos tudo o que devemos e não devemos fazer.


Daquele dia em diante o garoto cessou suas Ave Marias diárias, e se dedicou mais a leitura da Biblia. Um dia quando lia Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciacao do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: 'Ave cheia de graça, o Senhor e' convosco, bendita sois vós entre as mulheres.' Por que a senhora chamou esta oração de superticiosa?


Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel á Virgem Maria, encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria é profetizada: "as geracoes a chamarao bem aventurada".


O garotinho não mais comentou tais passagens com sua mãe, mas voltou a recitar suas Ave Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas facinantes palavras para a Mãe de Jesus, Nosso Salvador.


Aos 14 anos, ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais ouvir tais insultos e com indignação interrompeu-os dizendo: "Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Nao! O anjo chamou-a de Cheia de Graca e Bendita entre todas as mulheres. Maria é a mãe de Jesus Cristo, e consequentemente mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações chamarão-a de abençoada/bem aventurada, e vocês desmerecendo e menosprezando-a? Seus espíritos não são os mesmos do Evangélho ou da Bíblia, que proclamam ser a fundação da Religião Cristã".


A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. "Ah meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião católica, a religião dos Papas!".


E realmente não demorou muito, depois de um sério estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a ÚNICA e VERDADEIRA religião, e abraçou-a, se tornando um de seus mais ardentes apóstolos.


Algum tempo após sua conversáo, ele encontrou com sua irmã casada que censurou-o dizendo: Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permití-los abraçar a religião dos Papas.


A fúria dela era tão profunda quanto a de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar esse seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damascus. Ocorreu então que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação. Aí o irmão chegou até ela e conversou afetivamente dizendo: Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, o que eu lhe pedir, apenas faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará a conclusão de que o catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta fé.


Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação do seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação, ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.


Essa história foi relatada num sermão dado pelo Rev. Fr. Tuckwell (Padre Tuckwell), que continuou o sermão dizendo: "O garoto que virou católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, dedicou sua vida inteira ao serviço de Deus." 'Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento!' O que sou, devo a Nossa Senhora.


Vocês tbm meus caros fiéis, sejam totalmente dedicado á Nossa Senhora, e nunca esqueçam de passar ao menos um dia sem rezar esta linda oração, a Ave Maria e o Terço. Peça á Ela para iluminar as mentes protestantes que estão separadas da Igreja de Cristo, fundada na rocha(Pedro), e da qual as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mateus XVI, 18



18/12/2007

Jejum Eucarístico


A duração apropriada do jejum que antecede a Sagrada Comunhão é, por vezes, contestada entre os Católicos que tentam levar á sério tal assunto. Como relatado abaixo, a LEI da Igreja tem sido sujeita a múltiplas revisões no último século. O mínimo tempo LEGAL em rigor, requerido no ano de 2004 será colocado também abaixo a título de informação, de qualquer forma, temos que relembrar que a Fé Católica viva requer muito mais que o mero cumprimento do mínimo.


O Código de Direito Canônico de 1983 (Canon 919 /1) legisla: "Quem quer que esteja para receber a Sagrada Comunhão deve abster-se por pelo menos uma hora antes da Comunhão de qualquer comida ou bebida, com a única excessão de água e medicamentos." A mudança em aliviar a disciplina anterior, introduzida pelo Papa Pio XII na Constituição Apostólica Christus Dominus (6 de Janeiro, 1953) foi feita pelo Papa Paulo VI no Decreto Attentis Multarum (21 de Novembro, 1964). A Legislação de 29 de Janeiro de 1973 diminuiu o jejum de comida sólida e bebida para os doentes, os com idades avançadas e aos que auxiliam-os para o terço de uma hora (20 minutos). Consequentemente, para recepção da Sagrada Comunhão, eis as regras a serem saplicadas:


1) ÁGUA pode ser consumida a qualquer hora.


2) COMIDA SÓLIDA e BEBIDAS podem ser consumidos até uma hora antes da Comunhão. Para os doentes, os com idades avançadas e aos que auxiliam-os, comida sólida e bebidas podem ser consumidos até um terço da hora (20 minutos) antes da Comunhão.


3) O doente (não necessariamente de cama) também pode tomar medicamentos genuínos, sólido ou líquido, assim como bebida não-alcolica a qualquer hora antes da Comunhão.


ENTRETANTO, os fiéis que se encontram na posição de fazerem jejum, são exortados a observarem a antiga forma de Jejum Eucarístico que antecede a Sagrada Comunhão, na qual consiste total abstinência de comida e bebida, incluindo água, á partir da meia-noite; ou da aliviada forma de jejum legislada pelo Papa Pio XII, que consiste na abstinência de comida sólida e bebida alcolica por três horas, e de bebida não-alcolica de uma hora antes da Comunhão.


1962 Roman Catholic Daily Missal


14/11/2007

Um monumento colossal para uma diabólica desorientação.

Frente da nova "basílica" em Fátima.





A nova Igreja da Santíssima Trindade abriu em Fátima em 12 outubro, na noite do 90* aniversário do milagre do sol. É um projeto concebido e terminado pelo Reitor local Luciano Guerra, homem que permitiu hindus fazerem "adoração" no altar católico em Fátima no ano de 2004.

Secretário do estado do Vaticano, Cardeal Bertone, presidiu a consagração do edifício, abençoando a nova Igreja acompanhado por uma coroinha(!) que, ao seu lado carregava a água benta.

Eu viajei á Fátima para testemunhar o evento, e para fazer exame mais de perto da estrutura agora aberta ao público. É uma monstruosidade total, sem nenhuma alma. Tirei muitas fotos, uma pequena parcela é incluída no relatório desta edição.

De certa forma, o lugar necessita pouco comentário. A maioria dos que olharem para ele reconhecerão o horror. A alma católica que olhar nela é agitada em seu mais profundo ser, e sussurra as orações de reparação que um grotesco edifício assim poderia ser apresentado á Deus e ao mundo católico como "igreja", no exato ponto aonde Nossa Senhora visitou 90 anos atrás.

O edifício novo é listado como a quarta maior Igreja do mundo, seguindo atrás das estruturas mais católicas de São Pedro em Roma, Nossa Senhora de Aparecida no Brasil, e na Basílica de Nossa Senhora da Paz, Yamoussoukro, Costa do Marfim.

A arquitetura é primariamente funcional e assim completamente moderna. A finalidade principal no projeto do edifício é para o movimento fácil das grandes multidões que se reúnem em Fátima anualmente. O edifício assenta 9000 pessoas, tem um centro largo bastante para passar três caminhonetes aparelhadas no corredor principal, e não tem nenhuma coluna para não obstruir as transmissões ao vivo da televisão. Como em cinemas, o assoalho inclina-se para baixo da parte traseira à parte dianteira.

O exterior redondo, sem janelas, parece mais uma prisão de segurança máxima ou um aquário de baleia do que qualquer coisa remotamente católica. As grandes paredes de concreto que atravessam o centro e encontram com a parte traseira reproduz a aparência de algo extra-terrestre que vimos nos filmes. O edifício podia ser chamado "centro intergalático para a paz entre os planetas" que o público não se espantaria.

O interior cavernoso do edifício é rígido e frio, o equivalente espiritualmente a um freezer gigante. À parte do grande crucifixo, grotescamente com Nosso Senhor Jesus no topo dela com uma cara de homem-de-neandertal, o edifício pode ser confundido por algo das nações unidas. A ausência de janelas aumenta sua feiúra.

Atrás do crucifixo há um grande mosaico "da Jerusalém celeste", composto da arte - que é moderna- mas não tão ofensiva quanto a do resto do edifício.

O Santíssimo Sacramento é mantido em alguma área afastada que é impossível encontrar ou que é fechado ao público. Não há nenhuma lâmpada no Santuário. Um padre conhecido meu procurou pelo Tabernáculo por 15 minutos e nada encontrou. Perguntei a um outro padre que andava ao redor onde estava o Tabernáculo, "Eu não faço a mínima idéia" disse ele com um sorriso amarelo no rosto percebendo o tamanho absurdo.

Mas em compensação eles tem "uma Cruz alta" -- de aço-- uma monstruosidade de Crucifixo que chega a 110 pés de altura ao lado do novo templo. Parece que foram feito com resto de arames derretidos.

A comissão da Capela contratou o artista moderno alemão Robert Schad para projetar a Cruz "de acordo com a iconografia da nova Igreja da Santíssima Trindade ". De acordo com o Jornal de Notícias de 30 de Agosto, Schad foi selecionado por causa de "sua persistencia" com o Reitor Guerra e pela ajuda do arquiteto da basílica, o Grego Ortodoxo Alexandro Tombazis.

Schad descreveu sua obra de "arte" assim: "é um crucifixo voltado para o século XXI, mostrando um Cristo com estilo pagando tributo às culturas de todo o mundo... a simplicidade do trabalho tem também algo sensual".

Relatos do jornal mostram que o custo do edifício varia entre 85 e 99 milhões de dólares. A Igreja foi programada para abrir no dia 13 de Maio deste ano, mas numerosos atrasos impediram sua abertura até outubro.

A intenção ecumênica do edifício parece óbvia. O Cardeal Saraiva Martins disse na televisão Portuguesa que a nova basílica é Fátima para o século XXI e um sinal de inculturalização, pondo a Igreja bem no meio da cultura moderna.

O Bispo Antônio Marto, bispo de Lierra-Fátima, disse em meados de2006 que a nova basílica em Fátima não será um templo ecumênico, mas qualificou que a identidade de Fátima "permite o espaço para o diálogo universal e inter-religioso."

Em outras palavras, a Igreja em Fátima não será uma Capela inter-religiosa, e sim uma capela "católica" aonde a atividade ecumênica ocorrerá ocasionalmente.

A estrutura do novo edifício fala a língua do ecumenismo. O diretório 1993 para a aplicação do princípio e das normas do Ecumenismo, citados muitas vezes no Catholic Family News, incentiva as numerosas atividades inter-religiosas que sempre foram condenadas pela Igreja como graves pecados contra à fé.

Uma das propostas deste diretório é construir uma única Igreja a ser possuída e usada por Católics e por não-Católicos [ # 138 ]. Nestas Igrejas ecumênicas, O Santíssimo Sacramento deve ser colocado em um quarto separado de modo que não ofenda as sensibilidades dos incrédulos [# 139 ]

Do mesmo modo, o novo livreto do Cardeal Kasper, Manual para o Ecumenismo Espiritual, recomenda as várias maneiras que as propostas do diretório ecumênico sejam postas em prática.

O cardeal faz uma menção especial de como as Capelas Marianas devem se tornar ecumênica: "pague a atenção devida, nos santuários nacionais e internacionais dedicados á Virgem Maria, à presença e às necessidades pastorais daqueles visitantes que pertencem a outras igrejas e comunidades eclesiais disponibilizando apropriadas orações ou meditações, junto com o uso de sinais e de símbolos liturgicos apropriados." (pp. 34-35).

A nova basílica de Fátima parece ter seguido o diretório ecumênico na ausência de uma lâmpada pública do Tabernáculo ou do Santuário, e em manter o Santíssimo Sacramento em uma área remota impossível de encontrar. Não pode haver nenhuma dúvida que a basílica estaria projetada de acordo com os imperativos ecumênicos do Cardeal Kasper, haja vista que o manual do Cardeal era resultado das continuações de uma sessão plenária do Conselho Pontífico de 2003 para promover a unidade cristã. Os pontos em seu livreto seriam conhecidos aos oficiais da Igreja por muitos anos.

Seguindo as mesmas linhas, a quarta conferência européia dos diretores das perigrinações e dos reitores foram administradas em setembro de 2004 na Capela Mariana em Kevelear, Alemanha. A conferência foi promovida pelo conselho pontífico do Vaticano para o cuidado pastoral dos imigrantes e de povos itinerantes. A finalidade da reunião era avançar a prática do ecumenismo em Capelas e peregrinações dos católicos por todo Europa (veja CFN, Sept, 2006).

O rector Luciano Guerra de Fátima falou na conferência de Kevelear, que foi assistida por Católics, por cismáticos ortodoxos, por anglicanos e por protestants. Aqui, Guerra vangloriou-se de seus esforços ecumênicos em Fátima.

"Todo ano, pelos últimos quatro anos," disse Guerra, "nós recebemos a visita de um grupo de padres anglicanos acompanhados normalmente por um bispo. Permanecem diversos dias em Fátima, participando de algumas das celebrações, inclusive da Eucaristia, mas sem co-celebrar ou comungar. A Capela dispõe á eles em seu interior capelas chamadas "casas de alojamento", de modo que possam comemorar seus próprios ritos. Já este ano [ 2004 ] os anglicanos de Gibraltar fizeram seu sínodo em uma das casas alojandas na Capela."

O reitor Guerra, sendo completamente ecumênico, e sem dúvida que está ciente do incentivo do Cardeal Kasper em abrir Capelas Marianas à dimensão ecumênica, projetariam a nova igreja servindo à nova orientação da "inter-fé" ao invés da Fé Católica de sempre.

Assim fica claro que a nova basílica em Fátima é um monumento de desorientação diabólica dos neo-modernistas e do ecumenismo. Isto explica porque não há nada Católico em sua construção. Isto explica porque não há nada de santo em sua aparência. Isto explica porque um católico comum, que ainda tenha o senso de fé, pasme no edifício como se fosse algo de um outro planeta.

Mesmo o pobre e perplexo povo Português, independente de seu humilde temperamento em reconhecer algo que fizeram de errado. Uma mulher que eu conversei em Fátima disse-me que circulou perguntando a peregrinos portugueses o que pensaram do novo edifício. Cada um deles respondeu com um balançar dos ombros, definitivamente sem ser uma resposta de 90 milhões de dólares.

http://www.cfnews.org/dia-monument.htm

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Mas lembremos aqui que o devasto ecumenismo (devasto para o Catolicismo é bom ressaltar) é tolerante com Budas, Hindús, Krishnas, Protestantes de todos os naipes etc; ao ponto de eles fazerem uso dos nossos "altares" (mesas) católicos para adorarem seus deuses (demônios), mas é completamente intolerante quando o assunto engloba os simples católicos que só querem rezar como seus antepassados rezaram, que querem rezar o terço na língua da Santa Igreja Católica, que querem mostrar que dogmas não evolui, enfim, que querem ser autênticos católicos.

Esse vídeo abaixo mostra como CATÓLICOS são recebidos pelo Reitor Luciano Guerra no Santuário de Fátima, primeiro sua "hospitalidade" tentou espantar os devotos de dentro da Capela fazendo com que funcionários pertubassem-os com aspiradores de pó(!), não sucedendo ordenou que freiras entoassem outros cantos no microfone (ensaio? durante o Terço?) enquando os fiéis rezavam, um dos padres tentou tomar o microfone de tal freira e acabaram sendo expulsos de dentro do local por seguranças. Resolveram terminar o Santo Rosário do lado de fora, conseguiram! Mas tiveram que escutar um som ensurdecedor JAMAIS visto em tal volume, esse som é programado para as Missas Solenes do lado de fora, mas que desta vez fora usado em seu máximo volume para tentar espantar genuínos Católicos:



Kyrie Eleison, Christe Eleison.

26/10/2007

Adoração de Imagens - Idolatria



O Texto de Exôdo

Que, para nosso caso, não tem nenhuma diferença do texto do Deuteronômio (V. 7-9):

3. Não terás DEUSES ESTRANGEIROS diante de mim. 4. Não farás para ti IMAGEM DE ESCULTURA NEM FIGURA ALGUMA DE TUDO QUE HÁ EM CIMA NO CÉU E DO QUE HÁ EMBAIXO NA TERRA, NEM DE COUSA QUE HAJA NAS ÁGUAS DEBAIXO DA TERRA. 5. NÃO AS ADORARÁS NEM LHES DARÁS CULTO, porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem (Exôdo XX- 3 a 5).

Versículos 3* e 4*.

Vê-se claramente que estas imagens de que Deus fala no versículo 4* são as imagens dos DEUSES ESTRANGEIROS, de que falou no versículo 3*. No versículo 4* Deus quis que não façam imagem de escultura, NEM FIGURA DE COISA ALGUMA QUE HAJA OU NO CÉU, OU NA TERRA OU NAS ÁGUAS, entende-se que Deus não fala aí de qualquer espécie de desenho ou de pintura ou de escultura (assim estaria proibindo até o termos em casa o retrato de nossos pais, ou qualquer pintura decorativa representando flores ou peixes ou frutos etc.), mas sim de ídolos, de figuras de deuses falsos. Estes ídolos tomavam aqui e acolá inúmeras formas de pessoas, ou animais, ou de astros, ou de outras coisas. Tudo era deus, exceto o próprio Deus, como disse Bossuet. Por isto Deus proíbe os deuses estrangeiros, SEJA QUAL FOR A FORMA SOBE A QUAL ELES SE APRESENTEM.

E a prova de que Deus aí não se refere a qualquer imagem, a qualquer pintura, a qualquer semelhança, está no fato de que Deus mesmo mandou Moisés FAZER uma serpente de metal (se não há proibição de fazer qualquer figura ou semelhança de tudo que há em cima no céu, e DO QUE HÁ EMBAIXO NA TERRA, a serpente é um animal que há embaixo na terra): E o Senhor lhe disse: FAZE UMA SERPENTE DE METAL e põe-na por sinal: todo o que sendo ferido olhar para ela, viverá. Fez, pois, Moisés UMA SERPENTE DE METAL e pô-la por sinal e os que, estando feridos, olhavam para ela, saravam (Números XXI- 8 e 9).

Esta imagem de serpente em escultura era prefigurativa de Jesus pregado na Cruz: Como Moisés no deserto levantou a serpente, assim importa que seja levantado o filho do Homem, para que todo o que crê nÊle não pereça, mas tenha vida eterna.(João III- 4 e 15).

Deus mandou Moisés fazer também dois querubins de ouro (portanto IMAGENS de anjos EM ESCULTURA) para cobrirem o propriciatório: Farás também DOIS QUERUBINS DOURO TRABALHADOS A MARTELO, nas duas extremidades do oráculo. Um querubim estará a um lado, outro ao outro. Cubram ambos os lados do propriciatório com asas extendidas, e cobrindo o oráculo estaão olhando um para o outro com os rostos virados para o propriciatório, com qual se cobrirá a arca (Exôdo XXV -18 a 20).

Salomão, quando construiu o templo, mandou também fazer, por sua própria conta e risco, alguns querubins, bem como diversas figuras na parede: E pôs no oráculo DOIS QUERUBINS de pau de oliveira, de vez côvados de altura... Cobriu também de ouro os querubins; e fez esculpir todas as paredes do templo em roda de entalhes e molduras, e nelas fez QUERUBINS E PALMAS E DIVERSAS FIGURAS, como sobrepujando e saindo da parede (3 Reis VI - 23, 28 e 29). Entre essas figuras que havia no templo, estavam leões e bois que são animais que existem aqui em baixo na terra: E entre as coroas e lançadas havia LEÕES e BOIS e querubins (3 Reis VII - 29).

Ora, isto não foi do desagrado de Deus, pois quando Salomão terminou o templo e fez para lá a solene trasladação da arca, aconteceu que, logo que os sacerdotes saíram do santuário, uma névoa encheu a casa do Senhor; e os sacerdotes não podiam ter-se em pé nem fazer as funções do seu Ministério por causa da névoa, porque A GLÓRIA DO SENHOR TINHA ENCHIDO A CASA DO SENHOR. Então disse Salomão: o Senhor disse que ele abitaria numa névoa (3 Reis VIII - 10 a 12).

Portanto, quando os protestantes dizem, procurando imprecionar a gente simples: os católicos estão contra a Bíblia, porque a Bíblia proíbe FAZER IMAGENS e eles fazem imagens de Jesus Cristo, de Maria, SS.ma, dos anjos, e dos santos, trata-se de uma acusação muito fora do propósito. Deus proibiu aí no texto do Exôdo fazer imagens dos DEUSES ESTRANGEIROS, pois é dos deuses estrangeiros que Ele está falando. E a prova é que Ele mesmo mandou fazer outras imagens e Deus não cai em contradição consigo mesmo. Nem se concebe que Deus, tendo horror a quaisquer imagens, como querem os protestantes, fosse o primeiro a mandar fabricá-las.

E basta ler com atenção o Pentateuco, se não quisermos falar em todo o Antigo Testamento, para ver como a grande preocupação, se assim se pode dizer, de Deus, era fazer com que aquele povo pequenino como era o seu povo escolhido, cercado, como estava, de tantos povos idólatras, pois o eram todas as nações do mundo, não se deixasse contaminar pelo exemplo dos outros, adorando os deuses estranhos: Lançai fora os DEUSES ESTRANHOS que estão no meio de nós (Gênesis XXXV-2). Não fareis para vós DEUSES DE PRATA NEM DEUSES DE OURO (Exôdo XX-23). O meu anjo caminhará adiante de ti e ele te introduzirá na terra dos amorreus, dos heteus, ferezeus, dos cananeus, dos heveus, dos jebuseus, os quais eu destruirei. NÃO ADORARÁS O SEUS DEUSES NEM LHES DARÁS CULTO, não imitarás as suas obras, mas destruí-los-ás e quebrarás as suas estátuas (Exõdo XXIII-23 e 24). Eu entregarei nas vossas mãos os habitantes da terra e os expulsarei da vossa vista... Não habitem na sua terra para que te não façam pecar contra mim, servindo AOS SEUS DEUSES (Exôdo XXIII- 31 e 33). Não adores a DEUS ALHEIO. O Senhor tem por nome o zelador, Deus é zeloso ( Exôdo XXXIV - 14). Não vos volteis para os ídolos, nem façais para vós DEUS FUNDIDOS. Eu sou o Senhor vosso Deus (Levítico XIX-4) até nos DEUSES tinha exercitado a sua vingança (Números XXXIII - 4). Não seguireis os DEUSES ESTRANGEIROS dalguma das nações que estão a roda de vós (Deuteronômio VI-14). Se esquecendo-te, porém, o Senhor teu Deus, seguires DEUSES ESTRANHOS e os servires e adorareis, eu desde agora te denuncio que perecerás de todo (Deutoronômio VIII-19). E lá servirás a DEUSES ESTRANHOS, ao pau e a pedra; e ver-te-ás na última miséria, como ludíbrio e a fábula de todos os povos, onde o Senhor te houver levado (Deuteronômio XXVIII-36 e 37). Eles O irritaram adorando DEUSES ESTRANHOS e com as suas abominações O provocaram a ira (Deuteronômio XXXII-16).


Versículo 5*.


Vejamos agora o quinto versículo: Não as adorarás, nem lhes prestarás culto, porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem (Êxodo XX-3)


Já que o versículo 3* se refere aos deuses estrangeiros: Não terás DEUSES ESTRANGEIROS diante de mim (Êxodo XX-3); já que o versículo 4* : Não farás para ti imagens de escultura, NEM FIGURA ALGUMA DE TUDO O QUE HÁ EM CIMA NO CÉU E DO QUE HÁ EM BAIXO NA TERRA, NEM DE COUSA QUE HAJA NAS ÁGUAS DEBAIXO DA TERRA (Êxodo XX-4), como já provamos, se refere a imagens de escultura ou figuras destes mesmos deuses estrangeiros; está claro que a proibição de prestar culto, que lemos no versículo 5*: Não adorarás, nem LHES darás culto (Êxodo xx-5) se refere a imagens ou figuras destes mesmos deuses pagãos. Bastam os pronomes AS, LHES para nos mostrar que é aquelas imagens de que fala o versículo anterior que é proibido prestar culto. No versículo anterior, Deus proibiu FAZER tais ídolos. Mas podia acontecer que os judeus, nas suas viagens ou recebendo visitas de gente de outros povos, se deparassem com tais ídolos que eles, judeus, não tinham fabricado, mas que foram feitos pelos outros. Ou podia acontecer que alguém, mesmo no seio do povo israelita, teimasse em fazer tais ídolos. Neste caso era preciso que soubessem os judeus que também lhes estava proibido, tanto o adorá-los, como o prestar-lhes qualquer culto.

E a prova que Deus se refere a estes ídolos, a esta representações de deuses estranhos, está na razão que Deus lhe apresenta: Não adoraráa, nem lhes darás culto, PORQUE EU SOU O SNEHOR TEU DEUS (Êxodo xx-5). O que mostra muito bem que, sendo Ele o único Deus dos irraelistas, não quer entrar em pé de igualdade com DEUSES ESTRANHOS, nem quer ser subistituído por eles.

-É o caso de perguntar: Se você é obrigado a admitir (para não cair no ridículo) que o versículo 4* é endereçado só AOS JUDEUS, como pode provar agora que o versículo 5*, ou seja a proibição de prestar culto ás imagens não é também um preceito só pra eles? Este versículo 5* está, não só logicamente, mas também GRAMATICAMENTE ligado ao versículo 4*. Um preceito só para os judeos não atinge a nós, cristãos.

Continuação em breve...

Legítima interpretação da Bíblia, Lúcio Navarro.