30/01/2009

A Carta

Eleison Comments LXXXIII

Seguindo os passos de Nosso Senhor (Jn. XVIII, 23) e São Paulo (Acts, XXIII, 5), Arcebispo Lefebvre deu a sua Sociedade o exemplo de nunca aderir a Verdade de Deus ao ponto de abandonar o respeito com os homens que representam a Autoridade de Deus. Em meio ao tumulto da mídia na semana passada, direcionada ao Santo Papa ao invés desse relativamente insignificante Bispo, aqui está uma carta escrita ao Cardeal Castrillón Hoyos em 28 de Janeiro pelo Bispo:

Para Vossa Eminência Cardeal Castrillón Hoyos

Vossa Eminência

Em meio a tremenda tempestade da mídia, aguçada por imprudentes declarações minhas á televisão Sueca, eu imploro que aceite, respeitosamente, meus sinceros arrependimentos por ter causado tantos e desnecessários problemas e aflições á Vossa Eminência e ao Santo Papa.

Para mim, a única coisa que importa é a Verdade Incarnada, os interesses de Sua única verdadeira Igreja, através da qual e unicamente podemos salvar nossas almas e darmos glória, do nosso modo, á Deus Todo Poderoso. Portanto, faço apenas um comentário, do Profeta Jonas,1, 12:

"Tomai-me, disse Jonas, e lançai-me às águas, e o mar se acalmará. Reconheço que sou eu a causa desta terrível tempestade que vos sobreveio."

Por favor aceite também, e leve para o Santo Papa, meus sinceros agradecimentos pelo documento assinado Quarta-feira passada que veio se tornar público no Sábado. Muito humildimente oferecerei uma Missa para ambos.

Sinceramente e seu em Cristo

+Richard Williamson

http://dinoscopus.blogspot.com/2009/01/letter.html

Arcebispo Lefebvre e Vaticano II


O Concílio à luz da tradição?
Por John Vennari

Agora que os “excomunhões” foram retiradas dos quatro Bispos da FSSPX, seria sábio exprimir novamente a posição da FSSPX a respeito do Concílio Vaticano II.

Pouco depois do Bispo Bernard Fellay, superior geral da Sociedade St. Pio X, ter tido uma audiência confidencial com o Papa Bento XVI em agosto, 2005, Bispo Fellay fez o seguinte comentário: “Bento XVI apontou que só se pode haver um modo de pertencer à Igreja Católica: i.e., tendo o espírito do Vaticano II interpretado à luz da tradição, querendo dizer, com as intenções dos Padres do Concílio e a letra do texto. Esta é uma perspectiva que nos amedronta.” 1

É compreensível que a FSSPX ache isso amedrontador, pois é questionável se o Vaticano II pode ser interpretado à luz da tradição. Eu sou um dentre os muitos que acreditam que não pode realìsticamente ser feito, nem penso que deva ser tentado. Parece-me impossível separar os verbosos e ambíguos textos do Vaticano II do espírito revolucionário que inspirou os textos - um espírito não-Católico do liberalismo que foi condenado por cada Papa antes do Vaticano II.

De fato, aqueles “conservadores” que negam que os vários pontos de Vaticano II constituam uma ruptura com tradição e com declarações Magisteriais precedentes - pelo menos pela ambigüidade, pelas implicações e pelas omissões - falharam em não escutarem os movedores e balançadores do Concílio que abertamente os reconheciam.

Yves Congar, um dos artesões da reforma, relembrou com boa satisfação que “a Igreja obteve, pacificamente, sua revolução de outubro.”

O mesmo Padre declarou que a 'Declaração da Liberdade Religiosa' do Vaticano II é contrária ao Syllabus do Papa Pius IX. A respeito do Artigo 2 da declaração, disse: “Não se pode negar que um texto como este diga materialmente algo diferente da Syllabus de 1864, e até quase o oposto das proposições 15 e 77-79 desse documento.”

As indicações tais como estas conduzem o Padre Gregory Hesse observar frequentemente, “como eu poderia aceitar os documentos que nenhum Papa ou Bispo do século XIX assinariam?”

Contudo, todo grupo tradicionalista que é "reconciliado” com Roma pós-Conciliar tem que concordar em aceitar o Vaticano II; um ato que eu acredito ser suicida, porque sempre neutralizam o grupo em sua luta contra o Concílio e seu progressivismo destrutivo. Eu não tenho conhecimento de nenhuma exceção. Por exemplo, eu não conheço nenhum “aprovado” grupo Tridentino que publicou os livros ou os livretos equivalentes a Iota Unum, Si Si No No, ou 'They Have Uncrowned Him' do Arcebispo Lefebvre.

O que é escrito aqui não é pretendido ser um tratamento definitivo se o Vaticano II pode ou não ser interpretado à luz de Tradição.2 Eu penso, entretanto, ser de valor endereçar a noção que os católicos tradicionais não devem hesitar aceitar o Vaticano II à luz da tradição, dado que o tradicionalista Arcebispo Lefebvre assinou os documentos do Concílio. Logo, seguindo esse raciocínio, não se pode ter muitos erros em seus textos.

Os fatores, entretanto, são um pouco mais complexos, que eu demonstrarei em quatro rápidos pontos:

1) O Arcebispo e o Grupo Internacional de Padres no Vaticano II lutaram contra a orientação liberal do Vaticano II durante todo o Concílio, e sim, eles foram bem sucedidos em fazer os documentos melhores do que seriam caso não intervissem. A questão básica, entretanto, é que Arcebispo Lefebvre estava bem ciente do espírito liberal que tomou conta do Concílio mesmo antes dele começar.3

2) O Arcebispo Lefebvre, como muitos outros prelados naquele tempo, sentiu-se sob uma pressão moral em assinar os documentos. Arcebispo Lefebvre era um homem com uma longa carreira de serviços prestados ao papado. Ele era Delegado Apostólico na África (de língua Francesa) e tinha trabalhado próximo ao Papa Pio XII. À luz desta devoção filial a Santa Sé, o Arcebispo disse que se viu “moralmente obrigado a assinar” o documento já que o Papa havia assinado.4

3) Anos após o Vaticano II, ele disse que naquela altura do Concílio, de alguma forma, ele se encontrava demasiadamente otimista. Aqui ele se refere a uma declaração que fez ao final do Vaticano II. Em 1965, imediatamente antes da quarta e última sessão, ele publicamente declarou sua crença que apesar do que havia se passado no Concílio, e apesar do “magisterium” progressista no Concílio, no qual havia causado tanto dano, “A Igreja na pessoa do sucessor de Pedro ainda não substituiu o Magistério tradicional com este novo, e nem a Igreja de Roma… A maioria dos Cardeais e especialmente os Cardeais da Cúria,… não olham para o novo magistério. Nem a colegialidade nem a mal-concebida liberdade religiosa, aonde ambas são contrárias à doutrina da Igreja, sucederão.”

Em outras palavras, ele nunca sonhou que o liberalismo desastroso inerente no Vaticano II seria realmente promovido pelo Papa e pela Cúria Romana como a política da Igreja.

Mais de duas décadas passadas, ao reler suas palavras de 1965, o Arcebispo Lefebvre disse, “Eu admito que o otimismo que eu mostrei a respeito do Concílio e do Papa era mal fundado. ” 5

4) Até o dia de sua morte, nunca consentiu formalmente aceitar o Vaticano II “à luz da tradição” .6 Ele lutou firmamente contra a revolução do Vaticano II sem compromissar até seu último suspiro.Isso é um bom modelo para nós.

___

Notes:

1 2005 DICI Interview.
2 I treat this topic in much more detail in my talks: “Vatican II: The Best Council the Protestants Ever Had; “The Tiber Flows Into the Tiber: Who was Really Responsible for the Progressivist Takeover of Vatican II?”, and “The Oath Against Modernism vs. the ‘Hermeneutic of Continuity'” (on DVD and CDs respectively)
3 For an in depth look at Archbishop Lefebvre’s activities at Vatican II, as well as the many problems with the Council, see The Biography of Marcel Lefebvre, Bernard Tissier de Mallerais [Kansas City: Angelus Press, 2004], particularly Chapter 12: “In the Turmoil of the Council” and Chapter 13 “Herald of Christ the King”.
4 Ibid, p. 312.
5 Ibid., p. 331.
6 Though Archbishop Lefebvre had signed the 1988 Protocol, he felt uneasy from the moment he signed it and withdrew his signature within 24 hours, never to sign another.

Fonte original: Catholic Family News

15/01/2009

FSSPX "convidada" a entrar na Catedral de Amiens - França...???


Infelizmente essa notícia, segundo pessoas que dominam o idioma Francês que estão por dentro do ocorrido, não confirmam o "convite" por parte do pároco; e sim um "auto-convite" por parte dos fiéis, dentre eles várias crianças, que por sinal enfrentavam um frio de -10° C.



Várias Dioceses da França (será somente as da França?) andam cada vez mais prerias pela falta de fiéis, de dinheiro, de padres, etc.; ao ponto de andarem vendendo inúmeras de suas Igrejas e propriedades. Aqui nos E.U.A já presenciei várias que foram vendidas. E adivinhem para quem? Acertou se pensou nas seitas protestantes. Mas se souberem que entre os possíveis compradores se encontra alguém da FSSPX, por "algum motivo", eles deixam de vender até terem a certeza que a venda será por uma "justa" causa, leia-se "justa" seita.

Par
a mim é diabólico o ódio que certas pessoas do clero (modernista) sente pela Fraternidade do Arcebispo Lefebvre, seus simpatizantes, e os tradicionalistas em geral.

Acreditem ou não, existe até um caso em que a SSPX usou um "pastor" (Luterano se não me falha a memória) para adquirir uma propriedade que pertencia a uma Diocese... pois os representantes da SSPX, geralmente e misteriosamente, não "obtinham muito sucesso" nas compras de imóveis/propriedades diocesanas.

A malfadada e desfigurada tolerância do atual clero Católico é muita doce para com os hereges protestantes de todos os naipes, os 'patriarcas' cismáticos, os budistas, judeus, mulçumanos, 'marcianos', hindus, cadomblessistas, espíritas e até agnósticos e ateus... mas quando os "desobedientes cismáticos tradicionalistas" aparecem em questão, desaparecem tanto a doçura, como a tolerância.

Esses fiéis de Amiens-França, assim como reportado pelo próprio blog do rorate caeli, ao serem 'chutados' de sua Capela em Novembro de 2007, vinham tendo suas Missas celebradas nas ruas(!) por mais de um ano(!). E isso porque um importante grupo tradicional da FSSPX já havia procurado por 2 anos(!)ter acesso á uma Igreja em Amiens, também sem sucesso. Mas eis aqui uma notícia que só aumenta minha revolta: Nessa mesma Diocese, o número de Igrejas que se encontram vazias, chega a estrondosa marca de 400 Igrejas(!!!) aproximadamente.

http://www.radio-silence.tv/index.php?menug=9&menuh=2&idRu=389

Pelo visto o Bispo prefere ver a decadência e deteriorização das Igrejas ao vê-las nas mãos daqueles que zelam e lutam pela Imutável Verdade Católica!

E por que os Bispos, em sua vasta maioria, são tão hostis para com esses que lutam para a maior glória de Deus?!?!


Porque
virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina.” (2Tim 4,1-3 ).

Se o tempo que a Sagrada Escritura relata é esse em que vivemos eu não sei responder, mas o que sei e posso dizer com absoluta certeza é que essa nossa desastrosa e diabólica era pós-conciliar também não suporta a sã doutrina e aqueles que lutam por ela.


KYRIE ELEISON, CHRISTE ELEISON!

*Vídeos do "auto-convite" abaixo:




01/01/2009

A Lógica da Caridade e Prudência: A verdadeira face de Arcebispo Lefebvre






"Como que um sucessor de Pedro pode em tão pouco tempo ter feito mais estrago á Igreja do que a Revolução de 1789?... Temos realmente um Papa ou um intruso na Cátedra de Pedro? Benditos são aqueles que viveram e morreram sem terem tido que fazer tal indagação!"
Esta é a questão que Arcebispo Marcel Lefebvre expôs na Cor Unum, no Boletim interno da Sociedade, no dia 8 de Novembro de 1979. É pertecente (referente) á Paulo VI -assim como já havia sido no "ardente verão" de 1976- mas irá em breve também pertencer (referir) á João Paulo II: "Como é que pode, dada as promessas de assistência por Nosso Senhor á Seu Vigário, deixar que este mesmo possa ao mesmo tempo, através de si próprio ou de outros, corromper a fé dos que creêm?"

Alguns dizem que [Paulo VI] pronuncia heresias, ele promulgou a liberddade religiosa e assinou o sétimo artigo do Novus Ordo Missae. Agora, um herege não pode ser Papa, logo, ele não é Papa, e assim, obediência não lhe é devida. Essa é uma simples e confortável lógica baseada na opinião teológica que autores teológicos mantiveram no abstrato. Mas alguém pode, praticamente falando, sustentar a heresia formal de um Papa? Quem terá autoridade para isso? Quem dará os avisos necessários á um Papa que poderá ser reconhecido? Essa linha de raciocínio, na prática, coloca a Igreja numa situação inexplicável. Quem nos dirá aonde o futuro Papa estará? Como ele pode ser designado já que o Papa "não é Papa", e portanto, não há mais Cardeais? "Esse espírito é um espírito cismático". Ademais, "a visibilidade da Igreja é bastante necessária para que Deus omita-a num curso de várias décadas".
Para a "lógica teórica" do Pe. Guérard des Lauries, Arcebispo Lefebvre prefere "uma sabedoria superior: a lógica da caridade e da prudência."

Um dia, talvez daqui uns trinta ou quarenta anos, uma seção de Cardeais convocados pelo Papa estudará e julgará o reinado de Paulo VI, talvez eles dirão que algumas coisas devem ter feito 'saltar os olhos' dos seus contemporâneos, afirmações desse Papa que foram totalmente contrárias a Tradicão. Eu prefiro no momento considerar como Papa aquele que, pelo menos, se encontra sentado no trono de Pedro, e se algum dia for descoberto com certeza que este Papa não era Papa, ainda assim terei cumprido com minha obrigação. Exceto os casos que ele faz uso do carisma da infabilidade, o Papa pode errar. Por que então deveríamos nos escandalizar e dizer, "logo ele não é Papa", assim como Ário se escandalizou com as humilhações sofridas por Nosso Senhor que disse em sua Paixão "Meu Senhor, por que me abandonastes?" e raciocinaram, "logo ele não é Deus!"

Nós não sabemos até que ponto um Papa, "levado por sabe-se lá qual espírito, qual treinamento, sujeito a quais pressões ou por negligência", leva a Igreja a perder a fé, mas "nós reconhecemos os fatos. Eu prefiro partir deste princípio: nós temos que defender nossa fé, nisso, é nosso dever não admitir sequer uma sombra de dúvida."




Marcel Lefebvre:Une Vie, by Bishop Bernard Tissier de Mallerais [Etampes: Clovis, 2002], pp. 533-535

30/12/2008

Papolatria

Papolatria


Dr. William Marra

Nota edital: Este transcrito editado é de uma parte do discurso “alternativa para o cisma” dado no Fórum da Conferência Romana em Agosto de 1995. Nesta apresentação, o Dr. Marra apresenta um esclarecimento que ajuda os Católicos a pensarem criticamente e corretamente, quando as indicações confusas e contraditórias emanam mesmo das autoridades mais elevadas da Igreja.



Crença e Obediência

Meu grande professor, Dietrich von Hildebrande escreveu quatro proeminentes livros na atual crise da Igreja. Recentemente, seu último livro, o Charitable Anathema foi publicado. Eu desejaria que nós pudéssimos enviar uma cópia para Roma. Um capítulo neste livro contém uma palestra da mais importante, jamais dada por ele ao Fórum Romano. Refere-se à diferença entre a crença (opinião) e a obediência. Chamou-lhe de uma grande diferença. Foi magistral.

O ponto é: se há um problema em uma questão da verdade, e há uma grande disputa, e finalmente Roma declara (invocando sua autoridade infalível) e diz, “Esta declaração tem que ser acreditada de fide”. Então este é o fim da disputa. Roma locuta causa finita. Roma declarou, caso encerrado. Esse é o fim. Conseqüentemente, nós temos que acreditar na declaração de tal verdade.

Entretanto, decisões práticas do Clero, mesmo as das mais elevadas autoridades; do Papa, Bispos, Padres, são algo completamente diferente. Nós não dizemos, por exemplo, que um comando ou decisão de um Papa de convocar um Concílio seja verdadeira ou não. Nós podemos dizer que é sábio ou não… é oportuno ou não. Tal decisão, de maneira alguma pede que nós aprovamos a sua autenticidade. Pede que nós obedeçamos o comando ou os comandos que nos pertence. Este é o que von Hildebrande quis dizer através da diferença entre a crença e a obediência. E nós católicos nunca somos obrigados a acreditar que uma ordenação dada, ou a decisão dada por quem quer que seja, incluindo o Papa, são necessariamente aquela do Espírito Santo.


Os limites da proteção divina

Há um tipo papolatria circulando. Essa papolatria age como se tudo que viesse de Roma fosse inspiração do Espírito Santo. Esta linha de pensamento presume, por exemplo, que se o Vaticano II foi convocado, foi porque o Espírito Santo desejou convocá-lo. Mas este não é necessariamente o caso. A convocação do Concílio Vaticano II foi uma decisão pessoal de João XXIII. Ele pode ter pensado que Deus lhe estava dizendo para convocá-lo, mas quem realmente sabe se isso procede? Não existe nenhum carisma especial que garanta ele reconhecer uma decisão como vinda do Espírito Santo com certeza teológica.

Nós podemos dizer que o Papa tem o poder de chamar um Concílio.
Nós podemos dizer que as autoridades na Igreja podem invocar o Espírito Santo para garantir, em um conjunto raro de casos, que o que vem deste Concílio seja de fide. (E nada no Vaticano II foi pronunciado de fide, Ed.)

A glória da Igreja é que tem a ajuda sobrenatural para definir a verdade. Tem a ajuda sobrenatural para garantir que seus sacramentos sejam eficazes e assim por diante. Mas quem disse que a decisão para chamar um Concílio fosse protegida pelo Espírito Santo?


Alguns esclarecimentos

Deixe-nos olhar determinadas decisões práticas de qualquer Papa.

Um Papa poderia comandar a supressão de uma ordem religiosa. Isso aconteceu alguns séculos atrás, o Papa suprimiu os Jesuítas. Era foi um pouco prematuro, eu penso que eles deveriam ter esperado. Este tipo de supressão refere-se à obediência, não á crença.

Para todas as finalidades práticas, Pauol VI suprimiu o Rito Romano. Nós não temos nenhum Rito Romano. O Papa Paulo VI pensou que teria o poder litúrgico para fazer isto. Von Hildebrande classifica tal ato como a grande tolice do Pontificado de Paulo VI. Então, suprimir uma ordem religiosa, suprimir um rito, nomear um Bispo é uma matéria de obediência, não de crença, e portanto, não é garantida pelo Espírito Santo.

Nós temos 2.600 Bispos na Igreja. Isso significa o Espírito Santo escolheu todos eles? Isso é blasfêmia, amigos. Vocês querem responsabilizar o Espírito Santo pelo Arcebispo Weakland?

Como já mencionado, convocar um Concílio é uma decisão prática do Papa. Uma pessoa pode piodosamente acreditar que Deus a inspirou. Mas ninguém pode dizer que este é um objeto de fé.

Também não devemos acreditar que quem quer que se transforme em Papa seja o homem que Deus quer que seja Papa. Isto é um 'modo de falar', um 'jogo de palavras': “esta é vontade de Deus.”

Todos teólogos sempre compreenderam que existem dois sentidos à vontade de Deus. A vontade positiva de Deus e a vontade permissiva de Deus.

Assim, nós sabemos que Deus quer positivamente povos santos na Igreja… “que esta é vontade de Deus, sua santificação”. Mas quando o mal é feito, isto ocorre através da vontade permissiva de Deus. Não é algo que Deus queira diretamente, mas algo que Ele permite quando os homens exercitam o livre arbítrio.

Antes de todo conclave que elege um Papa, os eleitores são supostos a rezarem para serem orientados pelo Espírito Santo. Agora, se são verdadeiramente homens de Deus, e se eles rezam realmente, é esperado que o Espírito Santo lhes dará a escolha direita. Mas se são intencionais, ambiciosos, homens carnais, e não se estão abrindo verdadeiramente à inspiração, um candidato indigno da sua própria escolha pode ser o resultado. Isso não significa que o homem eleito cessa de ser Papa. Isso não significa que ele perde a proteção do Espírito Santo quando ensina a fé e a moral. Mas poder-se-ia se dizer que este Papa terminaria por ser um disastre.

Agora, como eu sei isto? Bem, não porque sei que quaisquer dos Papas modernos foram um disastre, isto é demasiado controverso. Mas na história da Igreja, há muitos exemplos de Pontificados desastrosos.


Nós aprendemos com a história

O Dr. John Rao é um estimado amigo meu. É professor de história da Igreja. Ele está muito triste com os chamados 'conservadores' que, quando fazem seus doutorados em história, documentam todas as decisões desastrosas dos Papas passados. Escreverão sobre todas as coisas desastrosas que aconteceram. Mas quando vem à situação atual, são uma "mãe". Acreditam que tudo deve ser direito. Mas se tudo deve ser direito e perfeito nos Pontificados atuais, a seguir por que escrevem sua dissertação doutoral sobre o disastre do Papa Honório, do Papa Libério, do Papa Alexandre VI ou de qualquer outro mais?

Assim, Rao insiste que nós aprendemos com a história, e que não devemos dizer que se "X foi eleito Papa, conseqüentemente esta é a vontade de Deus”. Não, pode ser tanto a vontade do positivo de Deus quanto meramente a vontade permissiva de Deus. Mas poder-se-ia ser que o homem selecionado para ser Papa seja o pior candidato para o ofício.

É como se Deus dissesse, “vocês eleitores carnais, e vocês povos carnais da Igreja que não rezaram o bastante receberão o que merece.” O papado ainda está protegido, e nunca ensinará com sua autoridade infalível algo como verdadeiro sendo na verdade falso, mas no mais tudo pode acontecer. O Papa eleito poderá fazer todo tipo de abominação… sua vida pessoal poderá ser um disastre, ele poderá ser movido por seu desejos próprios, e assim por diante. Poder-se-ia ser uma horrível pessoa.

Pode ser igualmente um disastre para a fé mesmo sendo uma boa pessoa.

O papado não é protegido de tal calamidade. E este é um ponto em que nós devemos ter um diálogo real com os chamados 'conservadores'.



cfnews.org

Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa

Tribunal recusa examinar notas dos testes e relatórios psicológicos que provam a eficácia da educação escolar em casa

Matthew Cullinan Hoffman

MINAS GERAIS, BRASIL, 23 de dezembro de 2008 (LifeSiteNews.com) — Cleber e Bernadeth Nunes foram condenados por um segundo tribunal civil por educarem seus filhos em casa, apesar de eles terem passado em testes impostos pelo governo que os professores confessaram que eles mesmos não conseguiriam passar.

Uma turma de três juízes no tribunal de segunda instância recusou até mesmo examinar os resultados dos testes, onde os dois filhos de Cleber foram aprovados. Essa série de testes foi muito rigorosa, abrangendo várias matérias, inclusive matemática, geografia, ciência, história, português, inglês, arte e educação física.

“Não podemos permitir a análise aqui da qualidade da educação que está sendo dada em casa, pois a educação escolar em casa jamais poderá substituir a instrução normal”, disse o juiz Almeida Diniz, que fez parte da turma. Os testes foram feitos por ordem de um juiz criminal que está julgando o mesmo caso em seu próprio tribunal.

O tribunal civil também recusou receber como evidência uma avaliação que mostrava que os filhos são psicologicamente saudáveis, têm um bom relacionamento com seus pais e têm amizades fora do lar. Ambos os testes foram feitos por ordem de um tribunal criminal que está também julgando o caso dos Nunes.

Apesar de os testes nacionais mostrarem resultados horríveis do sistema brasileiro de educação pública, um dos três juízes afirmou em seu veredicto escrito que “a qualidade de nossa educação é inegável. Se compararmos, por exemplo, os cidadãos brasileiros normais com os cidadãos norte-americanos normais, a conclusão é devastadora. Os norte-americanos sabem pouco… em comparação com os brasileiros. Nosso sistema escolar é, ao contrário, muito bom em comparação com outros países”.

João Senna dos Reis, colunista do jornal Diário do Aço, fez pouco caso da declaração, observando que “uma simples verificação oficial de que 70% dos brasileiros não sabem ler e interpretar cinco linhas de texto banal representa uma confissão chocante de como está indo nosso sistema educacional”.

“Em algum ponto os magistrados tiveram de agir em má consciência antes de invocarem absurdos como vender a imagem falsa de que temos um sistema educacional no mesmo nível dos países do primeiro mundo”, acrescentou ele. “Como estamos em dezembro e todo tipo de lista de eventos notáveis começa a aparecer, não será surpresa se este tribunal for colocado na categoria da melhor piada do ano”.

Cleber Nunes disse para LifeSiteNews que ele planeja apelar o caso para o Superior Tribunal de Justiça, e se necessário ele apelará o caso para o Supremo Tribunal de Justiça.

“Penso que o tribunal não quis nem mesmo examinar o caso porque não quer mais famílias educando os filhos em casa”, disse Nunes para LifeSiteNews.

“Estava claro que os meninos estão indo bem, que não há abandono intelectual, mas as autoridades continuam defendendo sua posição, defendendo a lei e esquecendo que o foco da lei é as crianças”, disse ele.

Para ler mais sobre o caso da família Nunes em LifeSiteNews, veja:

Adolescentes que estudam em casa alcançam vitória surpresa em confronto com o governo

Casal que ensina em casa poderá ser preso se seus filhos falharem em duros testes governamentais

Confronto contra a educação escolar em casa: crianças deverão ser testadas por tribunal em batalha sobre os direitos educacionais dos pais

Governo brasileiro entra com ações criminais contra família que educa em casa e ameaça tomar os filhos

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

07/11/2008

Obama perdeu



Obama ganhou.


Triste dia para qualquer pró-vida em qualquer lugar do mundo. Triste dia para qualquer católico também. Dia trágico para milhões de crianças que morrerão sem jamais ver a luz do dia, sem jamais poderem olhar para suas mães e pais, os mesmos pais e mães que lhes rejeitam e os destinam ao lixo hospitalar.


São estas crianças que no dia 20/01/2009 serão imoladas no altar do politicamente correto, como oblação a um messias (a inicial é minúscula mesmo) bem diferente do real Messias (agora, sim, maiúscula). Existe apenas um Messias e ele não atende pelo nome de Barack.


Aqui no Brasil, desavergonhadamente houve uma "obamamania". Qual o motivo? Ninguém sabe... Horror ao Bush, provavelmente; mas claro que ele tornou-se a válvula de escape de um anti-americanismo bocó que sempre há entre os brasileiros. Coisa de povo complexado, que prefere jogar a culpa por suas mazelas no colo dos outros. Coisa besta, vergonhosa mesmo.


Mas o que levou a população brasileira a admirar uma pessoa como Obama? Alguém explica? Alguém procurou realmente saber quem é o verdaddeiro Barack Obama. Nem estou falando sobre a suspeita se ele é ou não um norte-americano nato, coisa que até o momento ele não explicou.


Não é disto que falo. Como este é um blog visceralmente contrário ao aborto, interessa-me primordialmente o que Obama pensa disto -- não que o restante seja sem importância ou irrelevante.


Nesta linha, será que os brasileiros obamistas têm conhecimento de que o messias deles discursou nas comemorações do aniversário de 35 anos da decisão "Roe x Wade", decisão que abriu as portas para o maior holocausto da história?


O simples comparecimento de Obama a esta comemoração -- comemoraram o quê? -- é o indicativo de seu desprezo pela alheia. Mas a coisa piora. E muito... Eis um trecho de seu discurso, em tradução livre (original pode ser visto aqui):


"Por toda minha carreira política, tenho dado consistente e firme apoio aos direitos reprodutivos [eufemismo para abortos] e obtive um índice de 100% "pró-escolha" [eufemismo para pró-aborto] das organizações Planned Parenthood e NARAL*.


Quando o estado da Dakota do Sul aprovou uma lei proibindo qualquer tipo de aborto, em direta afronta à lei "Roe x Wade", fui o único candidato à presidência a levantar fundos para ajudar aos cidadãos daquele estado a revogarem tal lei. Quando ativistas "anti-escolha" [eufemismo pejorativo para pró-vidas] bloquearam a entrada de uma clínica da Planned Parenthood localizada em uma comunidade onde tratamento médico de baixo custo é parcamente provido, fui o único candidato à presidência que levantou a voz contra. E eu continuarei defendendo este direito, como presidente, através da aprovação do Freedom of Choice Act (Ato da Liberdade de Escolha)."


* Planned Parenthood é multinacional do aborto responsável pela maior rede de "clínicas" abortivas dos EUA e com ramificações em vários países. NARAL é o braço da Planned Parenthood dedicada à pesquisa e ao lobby político e midiático.


Obama orgulha-se de ser um abortista, utiliza isto muito bem em sua carreira política. Ele fala a verdade, recebeu a classificação de 100% pró-aborto da NARAL. Algo como ele tirar 10 em uma prova para avaliar seu nível de abortismo. E seu opositor? John Mccain recebeu da mesma NARAL uma classificação de 0%.


Mas a coisa piora...


Algum dos obamistas sabe o que é o tal "Freedom of Choice Act" (FOCA)? O escritor David Freddoso, autor do livro "The case against Barack Obama", assim esclarece:


"Este ato cancelará qualquer norma estadual, federal ou municipal que regule o aborto, mesmo que seja modesta ou razoável. E abolirá, de acordo com a Organização Nacional de Mulheres, quaisquer restrições estaduais ao custeamento federal a abortos. Se Obama se tornar presidente e levar à frente sua promessa, todos que pagam impostos estarão pagando para um abortista fazer abortos."


A intenção, claro está, é eliminar qualquer tipo de restrição ao aborto que ainda haja por parte de estados e localidades. Nos EUA, bem ao contrário do Brasil -- talvez à exceção de São Paulo --, a força e a identidade dos estados é muito grande. Há estados em que a maioria da população é contrária ao aborto, e são estes estados onde há várias restrições ao aborto, tais como exigência de entrevista psicológica antes da decisão final, exigência do consentimento dos pais para adolescentes, limitação ao tempo de gestação, etc.


O que Obama quer, e é a isto que os obamistas deram seu aval, é a eliminação de toda e qualquer restrição ao aborto. E não apenas isto, até mesmo a violação da consciência de trabalhadores da saúde que se recusem a participar de abortos e também aos abortos em final de gestação. Coisa assim: uma mulher é livre para solicitar o trucidamento de seu filho em seu ventre, não importando o tempo de gestação. Este é o belíssimo mundo abortista do messias Obama.


Mas há gente que acha que o abortismo de Obama é coisa pequena, sem relevância. Enganam-se, e muito. Obama prometeu que seu primeiro ato como presidente será assinar o "Freedom of Choice Act".


Isto não é pouca coisa.


No dia 20 de janeiro de 2009, Obama se sentará na cadeira do dirigente mais poderoso deste mundo. Haveria muita coisa que ele poderia fazer como seu primeiro ato, mas o que ele escolheu mesmo é ajudar a aumentar o maior holocausto já havido na face da Terra.


E era este o candidato da esperança? Esperança de quem? Não dos milhões de mortos, com certeza.


Tenhamos esperança! 2000 anos atrás, um verdadeiro homem, um verdadeiro Deus aceitou humilhações, aceitou surras, aceitou flagelações, aceitou que aos que Lhe olhassem nem mesmo vissem seu aspecto humano, tamanho sofrimento que Lhe foi imposto. Servo obediente, humilhou-se para nos salvar, mesmo àqueles que têm a luz negada por falsos messias como Obama, mesmo até aos Obamas arrependidos.


Este Servo Sofredor venceu a Cruz, o que era símbolo de ignomínia ele transformou em Lenho da Salvação. Venceu o Mundo, mostrou-nos que nossa pátria não é aqui, convidou-nos a ir além, a termos esperança de que com Ele também poderemos vencer o mundo. O Messias, o verdadeiro, aceitou o sofrimento e, humilhado, derrotado, ressuscitou e tornou-se o exemplo para uma multidão.


E Obama? É um exemplo para os Chávez, os Evo Morales, os Lulas, os Ahmadinejads, a Planned Parenthood, a NARAL, todos torcendo por sua vitória., pois que façam bom proveito com seu falso messias.


Obama perdeu.


Publicada por William Murat em 12:45