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11/09/2012

Crônica de um gol contra - Pe. Cardozo ao Pe. Bouchacourt


Ainda sobre o Comunicado de Pe. Bouchacourt (FSSPX), a palavra a Pe. Cardozo, em Vitória/ES, no dia da Natividade de Maria Santíssima – 08/09/2012


CRÔNICA DE UM GOL CONTRA

Prometi a mim mesmo não ter trato algum com os sequazes que detêm o poder na seita de Fellay, entre outras coisas por causa daquele "não há pior cego daquele que não quer ver"; a carta de Bouchacourt ao estimado Dom Tomas, Prior do Mosteiro da Santa Cruz, é um claro exemplo disso. Mais uma vez este curita¹, completamente cego, não procura tirar-se a viga do próprio olho e se põe a cavar no olho alheio. A tal carta mostra, no mínimo, o quanto este pobre homem vive em um mundo irreal, e que não leu a carta que seu "guru" escreveu aos três bispos no mês de maio passado, ou não a quer ler... Entre muitos outros exemplos de sua ignorância... culposa? Quiçá não queira inteirar-se dela, ou procure autoconvencer-se de que seu Superior Geral, ao assinar aquela missiva, nos confirma que apoia os princípios de um modernista, como o fato de minimizar os erros do CVII, o líder religioso da outrora FSSPX agora É um modernista, os acordos com a igreja conciliar são apenas uma questão de tempo agora.

Pura hipocrisia é, por outro lado, que este Padre se lembre das indicações dadas pelo Fundador para as questões práticas da Fraternidade, e não "aplique toda sua força" para pelo menos sugerir que sejam cumpridas as indicações vitais e que fazem a sobrevivência da congregação, como as dadas por Mons. Lefebvre, quando dizia, desde 1988 até a sua morte, que não se devia tratar com a Roma modernista; desarranjos estes que nos levaram ao atual estado de coisas, onde até mesmo um simples padre, para agradar a seu chefe, tem o atrevimento de corrigir um bispo ou de se imiscuir na vida de uma congregação independente. Ameaça romper os laços com os monges beneditinos do Brasil, quando já faz 20 anos que se gastam em criticar e a juntar-se aos ataques de um suposto monge² exclaustrado há 20 anos, vivendo por conta própria e em desobediência absoluta à regra beneditina e ao que ele mesmo diz ser seu superior! Historíolas que ele mesmo, como superior deste distrito, tratou de justificar e ocultar com mentiras, e que seus superiores aceitam e fomentam. 

Uma boa fiel do Brasil me pediu permissão para publicá-la [a carta do superior do distrito] em seu blog tradicionalista, não porque estivesse de acordo com o que consta nela, mas sim como um testemunho daquilo que em breve será um gol contra, remito-me a ela e a tantas outras que, até mesmo da Europa, têm refutado uma nova “sem razão” deste cego que não quer ver. Deus tenha misericórdia dele.
P. Ernesto J.J. Cardozo

Grifos no original
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

¹ Deixei em espanhol, porque dá uma ideia melhor do que o rev. padre Cardozo quer dizer. Aos curiosos, em português seria: padreco. ² Refere-se a Dom Lourenço Fleichman.



Vitoria- ES – Natividad de María Ssma  8-9-2012

08/09/2012

HONRA E GLÓRIA A DOM WILLIAMSON

Ir. Tomás de Aquino 3 de setembro, Festa de São Pio X

 Neste momento dramático da vida da Santa Igreja, momento em que a Fé se encontra ameaçada gravissimamente, uma voz episcopal se levanta e confirma os fiéis na Fé de seu Batismo. De quem é esta voz senão do Bispo perseguido, caluniado, acusado de rebeldia, etc., etc., etc.? E por que é ele perseguido, caluniado, acusado? Justamente porque defende a Fé e este crime não tem perdão para o mundo moderno.

O mundo moderno aceita tudo, aceita até mesmo a Tradição, contanto que a Tradição aceite o mundo moderno. O mundo moderno é um dissolvente altamente concentrado. Ele aceita tudo o que ele pode dissolver, menos a Fé Católica indissolúvel, menos a Fé integral, menos a íntegra, pura e imaculada Doutrina Católica, e é isto que está em jogo neste momento dramático para a Tradição. Vamos dividir a Fé como propôs Salomão às duas mulheres que disputavam uma criança? A Roma modernista diz: “Sim, dividamos a Fé, façamos uma barganha. Por que não?” Dom Williamson diz: “Não, non possumus!”, e nós com ele: “Non possumus!” Como São Pedro aos fariseus nós dizemos: “Não podemos não pregar em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Julgai vós mesmos se é melhor obedecer aos homens do que a Deus”. A criança deve viver, como no julgamento de Salomão. No caso presente não é a criança que deve viver, mas a mãe, Nossa Mãe a Santa Igreja. Dividi-la, dando um pedaço aos modernistas e um pedaço aos tradicionalistas? Jamais!

 Por todas estas razões nós dizemos e proclamamos: “Honra e glória a Dom Williamson e a todos os padres que defendem a Fé sem compromisso com os inimigos da Fé católica”. Alguns talvez se escandalizem pelo simples fato de falarmos de inimigos nesta terrível batalha. Se este é o seu caso, caro leitor, lembre-se de que a Igreja aqui na terra é chamada de militante porque ela milita contra três cruéis inimigos, como diz o Catecismo do Concílio de Trento, os quais são o demônio, o mundo e a carne. Lembre-se também da oração: “Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos, Deus Nosso Senhor, de nossos inimigos”. Lembre-se também do que disse São Pio X, que festejamos hoje. Os inimigos da Igreja se encontram atualmente nas veias mesmo da Igreja.

 Estes inimigos estão em Roma, infelizmente, esta Roma que quer fazer um acordo com a Tradição, ou seja, a Roma modernista que quer fazer um acordo com a Roma eterna. Para que fim? Mesmo que não saiba qual é a intenção do coração de Bento XVI, não é difícil saber que fim terá tudo isto se este acordo (cujos frutos amargos já se fazem sentir, antes mesmo de concluídos) se realizar. O fruto, que já se está vendo, será o silêncio da Tradição, mas como diz São Gregório Magno: “A Igreja prefere morrer a se calar”. Logo ela, a verdadeira mãe, não se calará, não fará este vergonhoso acordo, mas continuará a falar, pregar e trabalhar pela salvação de seus filhos. É o que estão fazendo padres corajosos, e é o que está fazendo Dom Williamson. Por esta razão dizemos: “Honra e glória a Dom Williamson, sucessor dos apóstolos e confessor da Fé.”

Honra e glória ao Bispo que fez 99 crismas em oito dias e dirigiu sua palavra apostólica 15 vezes a públicos diversos que, somados, representam mais de 300 pessoas, neste vasto Brasil, evangelizado pelos portugueses e agora por um Bispo da outrora “ilha dos santos”.

 Nosso mosteiro da Santa Cruz e os fiéis do Rio, Salvador, Vitória, Campo Grande (aonde um atraso nas conexões impediram a ida de Dom Williamson), Maringá e Nova Friburgo agradecem a solicitude de um verdadeiro filho de Dom Lefebvre, fiel aos seus ensinamentos, que veio nos confirmar não só com o sacramento, mas também com sua profunda compreensão da doutrina revelada, dos erros modernos e dos remédios aos males de hoje, entre os quais se destaca com um brilho todo especial o Santo Rosário, que Dom Williamson nos recomenda rezar integralmente todos os dias.

Que a Virgem Santíssima nos obtenha a graça de vigiar e orar para não entrarmos na tentação dos acordos e para vencermos a serpente infernal que quer destruir a Tradição.