20/10/09

Peregrinação da FSSPX á Lurdes 2009



A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X tem o prazer de informar que na ocasião de sua peregrinação internacional á Lurdes, o Bispo Bernard Tissier de Mallerais celebrará a Missa Solene da Festa de Cristo Rei na Basílica de São Pio X no Domingo de 25 de Outubro de 2009.

Nós expressamos nossa gratitude ao Mons. Jaques Perrier, Bispo de Tarbes e Lourdes, e também pela hospitalidade das autoridades do Santuário, asseguramos á eles nossas orações.


Abbé Régis de Cacqueray, Superior do Distrito da França
17 October 2009.

http://sanctepater.blogspot.com/2009/10/bishop-of-lourdes-opens-doors-to-sspx.html

Halloween



Nota: O artigo á seguir foi traduzido somente para expôr um sed contra e desenvolver diferentes defesas e/ou ataques de tal festa. Minha real posição é a de não-aderência, mas disponibilizo um parecer dado por alguns Católicos tradicionais á respeito do Halloween:


O dia 31 de Outubro, juntamente com os dia 1* e 2* de Novembro são chamados, coloquialmente (não-oficialmente) "Hallowtide" ou "Dias dos Mortos", porque nesses dias rezamos ou lembramos dos que partiram desse mundo.

O "Dia dos Mortos" se centraliza em torno do "Dia de Todos os Santos" (também conhecido por 'All Hallows') no dia 1* de Novembro, quando celebramos todos os Santos no céu. No dia após "All Hallows' ", lembramos das almas salvas e também das que ainda se encontram no Purgatório sendo purificadas pelos efeitos temporais de seus pecados que antecedem suas entradas no Céu. O dia que precede "All Hallows' " é o que lembramos (porém não-oficialmente), os condenados a realidade do Inferno. O esquema, então, para os Dias dos Mortos, parece assim:

31 de Outubro: Halloween: relembra (não-oficialmente) as almas dos condenados. As práticas são em torno da realidade do Inferno e de como evitá-lo.

1 de Novembro: Todos os Santos: criado (oficialmente) para honrar a Igreja Triufante. As práticas são em torno da lembrança dos nossos grandes Santos, incluindo aqueles que são desconhecidos por nós, e portanto, não são canonizados.

2 de Novembro: Todas as almas: criado (oficialmente) pela Igreja Sofredora (as almas no Purgatório). As prática são em torno da reza as almas do Purgatório, especialmente aqueles que amamos.


As primeiras formas de "Todos os Santos" (ou All Hallows) foi celebrada inicialmente nos anos 300, ocorreu originalmente em 13 de Maio, assim como ainda ocorre em algumas Igrejas Orientais. A festa, inicialmente, comemorava somente os mártires, mas até o ano de 741 veio a incluir todos os santos. Ela foi transferida para o dia 1 de Novembro de 844 quando o Papa Gregório III consagrou uma Capela na Basílica de São Pedro para "todos os santos" (o que tende a ajudar a teoria de que é dada em vista de que esse era o dia em que muitos Irlandeses pagãos comemoravam seus festivais de colheita).

O Dia de Todos os Santos tem suas origens em 1048 A.D., quando o Bispo de Cluny (França) decretou que os Beneditinos do local deveriam rezar, nesse dia, pelas almas do purgatório. A prática espalhou-se até o papado do Papa Silvestre II, que veio a recomendá-la para toda a Igreja Latina.

A vigília (ou noite anterior) de All Hallows' (Hallows' Eve ou Hallowe'en) surgiu na piedade popular Irlandesa para ser um dia de lembrança dos mortos que não se encontram nem Purgatório nem no Céu, mas que se encontravam condenados, e esses costumes espalharam-se para várias partes do mundo. Portanto, nós temos o foco popular do Hallowe'en como a realidade do inferno, por isso seu caráter assustador e seu foco no mau, para evitarmos esse triste destino das almas condenadas, etc.1

Como devemos, ou se realmente devemos celebrar o Halloween, é um assunto controverso
nos círculos tradicionais. Ouvimos frequentemente que o "Halloween é um feriado pagão" -- uma impossibilidade, pois como foi dito, Halloween significa "All Hallow' Evening", que não há como não ser mais Católico.

Alguns dizem que a festa brota do Samhain, uma celebração pagã Celta, ou então que é Satânico, mas isso é tão verídico quanto o Natal "brotar" do Yule dos Druídas, mesmo que costumes populares que precedem a Igreja possam ser incluídos em nossa celebrações (é interesante que o dia 31 de Outubro é o "dia da reforma" nos círculos protestantes -- o dia de recordar as 95 teses pregadas opor Lutero na porta da Catedral de Wittensberg -- mas os protestantes que rejeitam o Halloween porque os pagãos costumavam usar o dia 31 de Outubro para fazer suas celebrações, não objectam em celebrar o evento nesse mesmo dia).

Alguns Católicos tradicionais, objectando uma secularização definitiva da festa e do mito de que tudo em relação ao Halloween venha a ser pagão, recusam-se a celebrar de qualquer forma que seja, etc. Outros Católicos tradicionais celebram sem peso na consciência, apesar de tentarem mantê-la Católica, ficando longe de algumas coisas horríveis que envolvem esse dia no mundo secular. O que quer que seja que um venha a decidir fazer nesse dia, esperamos que os fatos se mantenham retos, e que Católicos se abstenham de julgar outros Católicos que decidam celebrar diferentemente.

Para aqueles que queiram celebrar o Halloween, os costumes nesse dia são uma mistura de devoções católicas populares; dentre elas as Francesas, Irlandesas e Inglesas. Da Francesa adquirimos o costume de nos fantasiarmos, no qual se originou durante o tempo do Black Death (Morte Negra) quando as rendenções artísticas dos mortos conhecidas como "Danse Macabre", eram populares. Essas "Danses of Death" também eram encenadas pelos povos que se vestiam de mortos. Essas práticas foram movidas para o Halloween mais tarde, quando os Irlandeses e Franceses começaram a acasalar (receber o sacramento do matrimônio) na América.





Footnotes
1 The Vigil used to be a day of fasting in the Church so some Catholics -- especially those attached to the disciplines in place related to earlier Missals than the 1962 -- treat the day as penitential and avoid any feasting. But All Hallows' Eve was not considered a day of fasting according to the laws in place when the 1962 Missal was published, and it is this Missal that is used by most traditional Catholic priests and laity.
http://www.fisheaters.com/customstimeafterpentecost12aa.html

12/10/09

O Concílio Vaticano II e a rejeição do Reinado Social de Nosso Senhor


Por Arcebispo Marcel Lefebvre

Nota: Este é um breve trecho do famoso sermão do Arcebispo em Lille, em 29 de Agosto de 1976. Encontra-se no magnífico livro "The Bishop Speaks": Writtings and Addresses 1973-1976

Finalmente, um terceiro erro, [o Clero Católico moderno] rejeita o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo sob o pretexto que o mesmo já não é mais praticável. Eu ouvi isso da boca do Nuncio de Berne; Eu ouvi da boca do embaixador do Vaticano, Padre Dhanis, ex-reitor da Universidade Gregoriana, que veio em nome da Santa Sé pedir que eu não executasse as ordenações de 29 Junho. Era 27 Junho em Flavigny, e eu pregando um retiro aos seminaristas. Ele disse: " Por que você está contra o Concílio? " Eu respondi, " É possível aceitar o Concílio, quando em nome do mesmo você diz que todos os Estados Católicos devem ser destruídos, que não deve restar nenhum Estado Católico, e portanto, nenhum Estado aonde Nosso Senhor Jesus Cristo reine? Tal Estado já não é mais possível." Mas uma coisa é dizer que ele não seja possível, e outra é aceitar isso como princípio, e conseqüentemente, já não procurar o Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o que nós dizemos diariamente no Pai Nosso? " Vem á nós o Vosso reino, assim na Terra vomo no Céu." Que reino é esse? Ainda há pouco você cantou no Gloria; "Vós sozinho é Senhor, Vós sozinho é o mais elevado, Jesus Cristo." Devemos, nós, cantar estas palavras e ao mesmo tempo saírmos para dizer: " Não, Jesus Cristo não deve mais reinar sobre nós." Estaríamos, nós, vivendo ilògicamente? Somos nós católicos ou não?

Não haverá nenhuma paz na terra exceto no reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. As nações encontram-se em conflito -cada dia temos páginas e mais páginas nos jornais a respeito disso, também na rádio e na televisão; e agora com a mudança do primeiro ministro: O que nós iremos fazer para melhorar a economia? O que nós iremos fazer para ajudar a moeda? O que iremos fazer para ajudar a prosperidade da fabricação, etc. Todos os jornais no mundo fazem tais perguntas. Bem, mesmo de um ponto de vista econômico, nosso Senhor Jesus Cristo deve reinar, porque o reino de nosso Senhor Jesus Cristo é o reino dos princípios do amor e dos mandamentos de Deus, que estabelecem o equilíbrio na sociedade, e que trazem justiça e o reino da paz. É somente com ordem, justiça, e paz na sociedade que a economia pode prosperar…

É o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo que nós queremos; e nós professamos nossa fé, dizendo que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus.

E é por isso que nós queremos a Missa de St. Pio V, porque esta Missa é a proclamação da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Missa Nova é um tipo de Missa híbrida, que já não é mais hierárquica; e sim democrática, aonde a assembléia toma o lugar do padre, e assim já não é uma Missa autêntica que afirme a realeza de Nosso Senhor. Pois como Nosso Senhor Jesus Cristo se tornou Rei? Ele afirmou sua realeza pela Cruz. " Regnavit a ligno Deus." Jesus Cristo reinou pela madeira da Cruz. Porque Ele venceu o pecado, venceu o diabo e venceu a morte pela Cruz: três magníficas vitórias de Nosso Senhor. Se dirá que isso é triunfalismo. Bem, se assim for; sim, nós queremos o triumfalismo de Nosso Senhor Jesus Cristo…

Na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar o que foi feito com as benevolências de meu sacerdócio, não quero ouvir da boca d'Ele: vós contribuístes, aliados á outros, para destruição da Igreja.

http://www.cfnews.org/lefebvre-bsh-sp01.htm

27/09/09

E se...


...E se quaisquer discussões a serem mantidas entre Roma e a Fraternidade São Pio X parecerem encaminhar a um "acordo prático" não-doutrinal entre as duas, então todos os católicos que desejam salvar suas almas teriam que estudar o "acordo" cuidadosamente - especialmente nas letras miúdas - para ver quem seria, no futuro, o líder ou líderes, e seus sucessores, da FSSPX aprovada por Roma.

Ele receberia qualquer título que agradasse a ambas as partes: "Superior Geral" ou "Prelado Pessoal" ou "Senhor Alto Executivo" (um personagem de nobre posto e título) - o nome não seria importante. Crucial seria quem tomasse as decisões; e quem apontaria quem tomaria essas decisões? Seria escolhido pelo Papa ou pela Congregação do Clero, ou por qualquer autoridade Romana, ou continuaria a ser escolhido independentemente de Roma no interior da FSSPX como é hoje, por uma eleição a cada doze anos por meio de 40 padres líderes da Fraternidade (sendo a próxima eleição em 2018)? E mais: que "acordo" aceitaria Roma se não lhe garantisse o controle sobre a eleição da liderança da FSSPX?

A História da Igreja Católica está entulhada de exemplos de lutas entre os amigos e os inimigos de Deus - Normalmente Igreja e Estado respectivamente, mas não mais! - pelo controle da escolha dos bispos Católicos. Pois como qualquer amigo ou inimigo inteligente da Igreja sabem, os bispos são a chave de seu futuro. (Como Monsenhor Lefebvre costumava dizer, em desafio de toda a bobajada democrática de hoje, são os bispos que formam o povo Católico e não o povo que forma os bispos.)

Um exemplo clássico desta luta é o Pacto Napoleônico de 1801 pelo qual o então recente Estado Maçônico Francês assegurou que adquiriria um grau significativo de poder sobre a escolha dos bispos da Igreja em França. Prontamente todos os bispos pre-Revolucionários que eram Católicos demais foram retirados, e a Igreja estava então seguramente em seu caminho rumo a Vaticano II. Similarmente, quando em 1905 os Maçons romperam a união do Estado Francês com a Igreja, para melhor persegui-la, o heróico Papa Pio X aproveitou-se de sua indesejada nova independência do Estado para escolher, e em pessoa consagrar, um simples punhado de nove bispos, mas seu Catolicismo viril assustou tanto os maçons que, tão logo morto Pio X, apressaram-se em renegociar uma certa reunião da Igreja com o Estado, se ao menos eles pudessem recuperar o controle da escolha dos bispos Franceses - e Vaticano II retornou aos trilhos.

O padrão foi repetido em 1988 quando a fé e coragem heróicas de Monsenhor Lefebvre sozinho salvaram a FSSPX consagrando quatro bispos independentemente da explícita desaprovação da Roma Conciliar. As mesmas raposas Conciliares podem agora "recuar" com o objetivo de reganhar o controle dos quatro "patinhos feios" da FSSPX, e seus potenciais sucessores independentes - patinhos dão um apetitoso bocado para raposas! Deus abençoe Pe. Schmidberger e Dom Fellay, e todos os seus sucessores que manterão independência Católica pelo tempo em que Roma estiver fora de seu juízo Católico!


Kyrie Eleison.

Londres, Inglaterra

21/09/09

Dom Williamson e as discussões difíceis (Parte III)


Duas objeções ao próprio princípio da Fraternidade São Pio X entrando, possivelmente em breve, nas discussões doutrinais com as autoridades da Igreja em Roma, ajudam a enquadrar a natureza, propósito e limitações de tais discussões. A primeira objeção diz que a Doutrina Católica não é para ser discutida. A segunda diz que nenhum Católico pode presumir discutir com representantes do Papa em pé de igualdade. Ambas as objeções aplicam-se em circunstâncias normais, mas as de hoje não são normais.

Quanto a primeira objeção, é claro que a imutável e imutada doutrina Católica não é discutível. O problema é que o Vaticano II empreendeu mudá-la. Por exemplo, pode, ou deve um Estado Católico tolerar a prática pública de falsas religiões? A Tradição Católica diz "pode", mas apenas para evitar um mal maior ou alcançar um bem maior. O Vaticano II diz "deve", em todas as circunstâncias. Mas se Jesus Cristo é reconhecivelmente o Deus encarnado, então nada além de "pode" é verdadeiro. Pelo contrário, se "deve" é verdadeiro, então Jesus Cristo não pode ser necessariamente reconhecível como Deus. O "pode" e o "deve" estão distantes como ser Jesus Cristo Deus por divina natureza ou por escolha humana; ou seja, entre Jesus ser, ou não ser, objetivamente, Deus!

Ainda que as autoridades Romanas afirmem que a Doutrina do Vaticano II não representa ruptura com o dogma Católico, mas sim seu desenvolvimento contínuo. A menos, então - tomara Deus que não!-- que a FSSPX abandone também o dogma Católico, ela não discutirá com essas autoridades se Jesus é Deus, não se trata de por em discussão a doutrina Católica, mas sim esperar persuadir quaisquer Romanos com ouvidos abertos que a doutrina do Vaticano II é gravemente contraposta à doutrina Católica. A esse respeito, mesmo que o sucesso da FSSPX se mostrasse mínimo, ainda se consideraria que fora seu dever dar testemunho da Verdade.

Mas os Romanos podem replicar: "Nós representamos o Papa. Como ousam presumir uma discussão conosco?" É a segunda objeção e para todos aqueles que pensam que a Roma Conciliar está na Verdade, a objeção parece válida. Mas é a Verdade que faz Roma e não Roma que faz a Verdade. Nosso Senhor mesmo repetidamente declara no Evangelho de S. João que sua doutrina não é sua mas de Seu Pai(Ex. Jo. 7, 16). Mas se a Doutrina Católica não compete a Jesus mudar, quão menos competirá a seu Vigário mudar, i.e., o Papa! Se então o Papa, por seu livre-arbítrio dado por Deus, escolhe se apartar da Doutrina Católica, no tocante a essa medida ele depôs seu status de Papa e nesse tocante apenas -- ele continua o Papa -- ele se coloca e/ou seus representantes abaixo de quem permanecer fiel à Doutrina do Divino Mestre.

Portanto o mesmo status na discussão com o Papa reside na medida em que ele se aparta da Verdade, qualquer Católico a assume, sendo fiel à Fé. Como de maneira célebre disse uma vez Monsenhor Lefebvre diante das Autoridades Romanas que o interrogavam por sua dissensão com o Papa Paulo VI, "Eu que devia estar interrogando vocês!" Defender a Verdade de Deus Pai é o orgulho e a humildade, a vocação e a glória da pequena FSSPX do Arcebispo. Se as discussões com Roma significarem o menor perigo que seja da FSSPX ser infiel à sua vocação, então não deveria haver discussões.

Kyrie Eleison.

Londres, Inglaterra

07/09/09

Agradecimento do Bispo Tissier de Malerais as "Letters from Rector" (Cartas do Reitor) de Bispo Richard Williamson

Ecône 20 de Agosto de 2009

Caro Sr. Heiner, Sua Excelência o Bispo Richard Williamson mandou alguém emitir-me o quarto volume de sua "Letters from the Rector" que você publicou, e eu tenho que agradecer-lhe por esta nova publicação da coluna do meu estimado Bispo.

Eu comecei minha leitura com o poema ao fim do livro, aonde Sua Excelência escreveu "one and twenty years" nos EUA, de onde saiu "nos gemidos e lágrimas" , mas em quais igualmente ecoou e exultou, "Eu retornarei, ordenarei e confirmarei! Que isto seja verdadeiro!

Os quatro Volumes das Cartas de Ridgefield e de Winona fazem os leitores de hoje um espectador de quarenta anos da história da Igreja, quarenta anos em que a Igreja foi movida e sacudida como nunca. Elas ajudam-no a ver as coisas à luz de Cristo Rei, e a pesá-las no contrapeso da Verdade Eterna, d'Ele que disse, " Eu sou a Verdade" (Jn. XI: 6).

O leitor sente compelido a descobrir como a Santa Igreja de Deus, após ser creditada com o Divino Depósito a ser mantido sagrado e a ser apresentado fielmente aos homens "depositum sancte custodiendum et fideliter exponendum" (Vaticano I, Decreto Pastor Eternus), conseguiu, por uma permissão inescrutável do Céu, deixar este Santo Depósito nas mãos ímpias dos proponentes da " Igreja" do homem, que tem, obviamente, se escravizado ao liberalismo opressivo e submetido às mentiras do oficialismo: "(...)Qui nititur mendaciis, hic pascit ventos;
idem autem ipse sequitur aves volantes. "(Prov. X: 4).


Graças á Deus que a mente ereta, olhos sãos e o santo pensamento do nosso Reitor Episcopal são uma luz na escuridão. Sua Excelência não somente foi um forte defensor da Verdade de Deus, mas igualmente foi um advogado persuasivo da verdadeira masculinidade e da sã feminidade, que são pertencentes ao Cristianismo. Baseado nesses dois fatos, com a graça de Deus, ajudou a regenerar duas gerações de homens e mulheres cristãs, que reconstruíram uma Cristandade íntegra, em uma pequena escala talvez, mas com uma grande esperança que se encontra na Igreja, na patronagem das grandes famílias, em numerosas escolas e no corajoso compromisso cívico de homens cristãos a aplicar os princípios da Realeza política de Nosso Senhor Jesus Cristo à vida real.

Assim, então, nos despedimos, Vossa Excelência, com lágrimas nos olhos e com o coração pesado! No entanto " Sursum Corda"; elevemos nossos corações, os corações dos reconstrutores da Cidade de Deus!

Leitores, lêem e apreciem! Comece pelo primeiro ou último destes quatro volumes, e nas palavras da escritura, "Que teus olhos vejam de frente e que tua vista perceba o que há diante de ti! Examina o caminho onde colocas os pés e que sejam sempre retos! " (Prov. IV: 25, 26).

Caro Sr. Heiner, que você seja eternamente recompensado por seu trabalho!

Fielmente seu em Cristo Rei,

+Bernard Tissier de Mallerais

06/09/09

Dom Williamson e as discussões difíceis

Discussões difíceis (Parte I)

Do Bispo Tissier de Mallerais falando em Paris, ouvimos os termos fixados para as discussões doutrinais que darão lugar entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e as autoridades da Igreja em Roma. As discussões serão por escrito, o que é sábio, a medida que há menos espaço para a paixão e mais tempo para pensar. Também não serão feitas em público, uma provisão com que melhor elimina a "torcida" para ambas as partes, por outro lado é saber jogar enquanto público, porque lá não haverá público presente.

De Roma ouvimos que o impulso ao entendimento Roma-FSSPX gerado pela "recomunhão" dos quatros bispos da FSSPX em Janeiro pelo o Papa, foi seriamente interrompida pela a desconfiança gerada pela a mídia no tumulto de Janeiro a Fevereiro, tumulto no qual eu fui designado a termina-lo. Ainda subjetivamente falando, existe evidentemente uma boa vontade por parte do Papa em relação a FSSPX, e não má vontade por parte da FSSPX em relação a pessoa do Santo Padre.

O problema para essas discussões é que, objetivamente falando, como em qualquer uma das partes pode haver uma certa relutância em admitir, nós estamos na presença de uma irreconciliável batalha entre a religião de Deus e a religião do homem. O Vaticano II é o misto dos dois, onde predomina a religião do homem. Digamos que Bento XVI quer combinar o Vaticano II com a Tradição Católica. Que é ainda a religião do homem por um quarto. Suponhamos agora que a FSSPX e Bento XVI estão de acordo em chegar a metade do caminho com as duas. Ainda representaria uma oitava da religião do homem misturada com sete oitavas da religião de Deus, que aos efeitos de Deus Altissímo seria ainda um predominante oitavo.

Porque assim como se leva uma pequena desprorpocionalidade entre a água misturada a um tanque cheio de gasolina (ou petróleo) para evitar a morte de um motor de carro, então leva uma pequena mistura de idolatria para evitar a morte da verdadeira religião de Deus. O Senhor Deus nos diz, Ele é um Deus ciumento (Exod. XX, 5; etc.), e não tolerará nenhum deus falso ao Seu lado. Ninguém na FSSPX poderá ser tentado a cultuar com os neo-modernistas, como qualquer neo-modernista poderá desejar cultuar com os católicos. O Profeta Elias no Antigo Testamento disse a hesitação dos israelitas, "Quão distante vós estareis dos dois lados? Se é o Senhor Deus, seguem-O: mas se for Baal, no entanto seguem-o." Escritura (III Reis, XVIII, 21) e continua , "O povo não respondeu uma palavra".

Subjetivamente, os israelitas querem estar dos dois lados. Objetivamente, isso é impossivel. Para nós também. Kyrie Eleison.


Discussões Difíceis (Parte II)

Qual o melhor resultado que se pode esperar, e qual o pior que se deve temer, das "discussões doutrinais" que em teoria começarão entre a Igreja majoritária a Fraternidade São Pio X este outono em Roma? Na prática a separação doutrinal entre o Conciliarismo e o Catolicismo da Fraternidade é tão fundamental (podem ou não podem 2 mais 2 darem 4 e também 5?) que as "discussões" podem nem mesmo começar. Entretanto, supondo que os representantes sentem-se dos dois lados da mesma mesa, o que se pode esperar?

Salvo por um estupendo milagre de Deus, não há, humanamente falando, esperança de forma nenhuma de que os Romanos abandonem sua devoção a Vaticano II, de que o Concílio cuja letra mistura a religião de Deus e a do homem enquanto que seu espírito é definitivamente a religião do homem. Por mais de 40 anos o clero controlando a Igreja foi possuído pela convicção de que a Religião de Deus precisa ser adaptada ao homem moderno, e nada indica que eles estejam prestes a abandonar coletivamente sua "combinazione" mortal, muito pelo contrário. Vejam, por exemplo, a última Encíclica do Papa, "Caridade na Verdade".

Portanto o máximo que se pode esperar da parte dos Romanos é que um punhado dentre eles reagirá positivamente à Verdade Católica posta diante deles pela FSSPX, provavelmente de forma privada -- possam eles salvar suas almas! Da parte da FSSPX, na melhor das hipóteses, ela terá dado testemunho da Verdade na instância mais alta da Igreja onde isso mais importa, e mesmo que isto nesse alto foro faça pouco ou nenhum bem aparente, ainda assim pode-se esperar que um relato franco das discussões apresentado posteriormente a todos os Católicos de boa-vontade pode reforçar o apego à doutrina através da qual Católicos são Católicos, e fortalecer seu senso comum Católico de que, naturalmente e sobrenaturalmente, 2 mais 2 são 4 e nada mais.

O que se poderia temer, por outro lado, é que a primazia da doutrina seja borrada pelos feitiços do outono Romano. "Quem se deita com cachorros romanos levanta com pulgas púrpuras", diz um provérbio (inventado por um amigo). A tentação para a FSSPX, especialmente se Roma acenar tanto o açoite de outra condenação como a cenoura de reconhecimento diante do nariz de um jumento ainda açoitado, será planar sobre o abismo doutrinal e assentar-se sobre algum tipo de "acordo prático"; através do qual a FSSPX, desde já muito grata a Bento XVI, receberia status jurídico dentro da Igreja burocrática em troca da concordância (ainda que tácita) de parar de atacar seu Conciliarismo.

Entretanto, tal entendimento seria o começo do fim. O fim não da defesa da Fé, mas do fim da defesa da Fé feita pela FSSPX; pois como sabia o comunismo à moda antiga sabia, nunca se deve enfrentar Católicos em doutrina, onde os Católicos são mais fortes. Ao invés, sua estratégia era propor algum tipo de acordo prático pelo qual os Católicos passariam por sobre a doutrina e apenas cooperariam em ação com os comunistas. Como o Comunismo sempre soube, o resto viria depois...

Kyrie Eleison.

Londres, Inglaterra