Mostrando postagens com marcador conversão de Roma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conversão de Roma. Mostrar todas as postagens

14/06/2012

Entrevista de Dom Tissier de Mallerais 13 de Junho 2012


D. Tissier de Mallerais: “A fé vem antes da legalidade”



Há dez anos nós entrevistamos D. Tissier de Mallerias a propósitdo da publica-
ção de sua espessa biografia sobre D. Lefebvre publicada pela editora Clovis:
Marcel Lefebvre. Une vie. O ex-Arcebispo de Dakar concedeu em 1968 uma
longa entrevista a RIVAROL, que fez história, dois anos antes de fundar a
Fraternidade São Pio X. Por ocasião da reedição de sua obra L’étrange
théologie de Benoît XVI, Herméneutique de continuité ou rupture, por Les
Edition du Sel, convento de Haye em Bonhommes, 49240 Avrillé (19 euros),
nós entrevistamos novamente D. Tissier num momento em que graves
divisões emergem no seio da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sobre a ques-
tão de um acordo com Bento XVI. Nesta entrevista realisada em 1º de junho,
 pode-se ver que D. Tissier nasceu em 1945, que é um dos quatro bispos sagra-
dos pelo Prelado de Ecône em 30 de junho de 1988 – o único de nacionalidade
 francesa – e que se opões claramente à estratégia, de D. Fellay, de adesão a
Bento XVI.


RIVAROL: Fala-se muito da “reintegração” iminente da Fraternidade Sacerdotal
São Pio X (FSSPX) na “Igreja Oficial”. O que exatamente é isso?


D. TISSIER de MALLERAIS: “Reintegração”: o termo é falso. A Frater-
nidade São Pio X (FSSPX) não deixou nunca a Igreja. Ela está no
coração da Igreja.
A Igreja está onde se encontra a pregação autêntica
da fé. Esse projeto de “oficialização” da FSSPX deixa-me indiferente. Nós não
necessitamos disso nem tampouco a Igreja o necessita. Nós já estamos sobre
o pináculo, como um sinal de contradição que atrai as almas nobres, que
atrai muitos padres jovens apesar de sermos como párias. Quer-ser pôr nossa
luz sob o alqueire através de nossa integração no orbe conciliar. Esse estatuto
de prelazia pessoal que se nos propõe, análoga àquela do Opus Dei, é um
estatuto para um tempo de paz. Mas nós estamos, atualmente, num
tempo de guerra na Igreja. Querer “regularizar a guerra”, isso
seria uma contradição.



R.: Mas alguns na Fraternidade São Pio X pensam que, mesmo assim, isso seria
uma boa coisa. Essa situação “irregular” não lhe causa vergonha?

D. TISSIER: A irregularidade não é nossa. É de Roma. Uma Roma mo-
dernista. Uma Roma liberal que renunciou a Cristo Rei. Uma Roma
que foi condenada por antecipação por todos os papas até às
vésperas do Concílio.
De outra parte, a experiência das sociedades sacer-
dotais que aderiram à Roma atual nos mostra que todas, umas após as
outras, incluindo Campos e o Bom Pastor, para poderem coabitar tiveram de
aceitar o Concílio Vaticano II. E sabe-se o que se tornou D. Rifan, de Campos,
que agora não vê mais impedimento algum em celebrar a Missa Nova e que
proibiu seus padres de criticar o Concílio!

R.: O que o Sr. responde àqueles que creem que Roma mudou com Bento XVI?

D. TISSIER: Que Bento XVI fez alguns gestos em favor da Tradição, é correto.
Principalmente ao declarar que a Missa tradicional nunca foi ab-rogada e,
depois, ao suprimir em 2009 a assim chamada "excomunhão" que foi declarada
contra nós em seguida à nossa consagração episcopal por D. Lefebvre. Esses
dois gestos positivos atraíram a Bento XVI queixumes amargos da parte do
episcopado. Mas o Papa Bento XVI, verdadeiramente Papa, conti-
nua modernista.
Seu discurso programático de 22 de dezembro de 2005 é
uma profissão da evolução das verdades de fé segundo as idéias dominan-
tes de cada época. Apesar desses gestos favoráveis, sua real intenção em nos
integrar no orbe conciliar, só pode ser para nos trazer de volta ao
Vaticano II.
Ele o disse a S. Excia. D. Fellay mesmo em agosto de 2005 e uma
nota confidencial dele próprio, publicada fraudulentamente, recentemente
veio a confirmá-lo

R.: Mas alguns pensam que Bento XVI vem da Baviera católica e que é, julgam
eles saber, “de uma profunda piedade desde sua juventude”, inspira confiança.
O que o Sr. lhes responde?

D. TISSIER: É verdade que este Papa é muito simpático. Ele é um homem
amável, polido, refletido, um homem discreto, mas uma autoridade natural,
um homem de decisão que resolveu muitos problemas na Igreja por sua
energia pessoal. Por exemplo os problemas morais em tal ou tal instituto
sacerdotal. Mas ele está imbuído do Concílio. Quando diz que a solução
do problema da FSSPX é uma das tarefas principais de seus pontificado,
ele não vê onde está o verdadeiro problema. Ele o situa mal. Ele o vê no
nosso, como se diz, cisma. O problema, no entanto, não é o da FSSPX,
mas é o problema de Roma, da Roma neomodernista que não é
mais a Roma eterna, que não é mais a mestra de sabedoria e de
verdade, mas sim transmutada em fonte de erro do Concílio
Vaticano II até hoje.


R.: Como, então, para o Sr., se resolverá esse desacordo, julgado por muitos
escandaloso, entre a FSSPX e Bento XVI?

D. TISSIER: Que a FSSPX é uma “pedra de tropeço” para aqueles que
resistem à verdade (cf. I Ped. II, 8), é verdade; e isso é um bem para a
Igreja. Se formos “reintegrados”, cessaremos pelo menos fato de ser esse
espinho cravado no flanco da Igreja Conciliar, de ser uma reprovação
viva da perda da fé em Jesus Cristo, em sua divindade, em sua realeza.

R.: Mas, Bispo, o Sr. escreveu juntamente com seus dois colegas uma carta
à S. Excia. D. Fellay rejeitando um acordo puramente prático com Bento XVI.
Quais são as razões dessa rejeição?

D. TISSIER: A difusão de nossa carta é devida a uma indiscrição de que não
somos culpáveis. Nós rejeitamos um acordo puramente prático
porque a questão doutrinal é primordial. A fé vem antes da
legalidade. Não podemos aceitar uma legalização sem que o
problema da fé seja resolvido. Submetermo-nos agora sem condição
à autoridade superior imbuída de modernismo nos exporia ao dever de
desobedecer.
Que vantagem, então? D. Lefebvre disse em 1984: “não se
põe sob uma autoridade quando essa autoridade tem todo o
poder para nos destruir”. E eu creio que isso é sábio. Eu quereria
que produzíssemos um texto que, renunciando às sutilezas
diplomáticas, afirmasse claramente nossa fé e, por conseguinte,
nossa rejeição aos erros conciliares. Esse pronunciamento teria
primeiramente a vantagem de dizer a verdade abertamente ao
Papa Bento XVI, que é o primeiro a ter direito à verdade e, depois,
de restaurar a unidade dos católicos da Tradição em torno de
uma profissão de fé combativa e inequívoca.

R.: Alguns creem que o estatuto de prelazia pessoal que se lhes oferece preser-
varia-os de qualquer perigo de abandonar o combate pela fé.
O que o Sr. responde?

D. TISSIER: Isso é inexato. Segundo o projeto de prelazia, não seríamos
mais livres para abrir novos priorados sem a permissão dos
bispos locais; além de todas as nossas recentes fundações
também deverem ser confirmados por esses mesmos bispos.
O que equivaleria, portanto, a escravizar-nos bem inutilmente
a um episcopado em geral modernista.


R.: Pode o Sr. precisar-nos esse problema de fé que o Sr. quer ver resolvido
em primeiro lugar?

D. TISSIER: De muito bom grado. Como dizia D. Lefebvre, é o da
tentativa do Concílio Vaticano II de reconciliar a Igreja com a
revolução, de conciliar a doutrina da fé com os erros liberais.
Isso é o que o próprio Bento XVI disse, em novembro de 1984, em sua
entrevista a Vittorio Messori: “o problema dos anos 1960
(logo, o do Concílio) era a aquisição dos valores mais bem amadurecidos de
dois séculos de cultura liberal. Esses são os valores que, se bem nascidos fora
da Igreja, podem encontrar seu lugar, uma vez purificados e corrigidos,
em sua visão de mundo. E isso é o que se tem feito.” Essa é a obra do
Concílio: uma conciliação impossível. “Que conciliação pode
haver entre a luz e as trevas?”, diz o Apóstolo, “que acordo entre
Cristo e Belial?” (II Cor VI, 15). A manifestação emblemática dessa
conciliação é a Declaração sobre a liberdade religiosa. No lugar da
verdade de Cristo e de Seu reino social sobre as nações, o concílio
coloca a pessoa humana, sua consciência e sua liberdade.
Isso é a
famosa “mudança de paradigma” que confessava o Cardeal Colombo
nos anos 1980. O culto do homem que se fez Deus substituiu o culto de
Deus que se fez homem (cf. Paulo VI, discurso de encerramento do
Concílio, 7 de dezembro de 1965). Trata-se de uma nova religião
que já não é a religião católica. Não queremos nenhum compro-
misso com essa religião, nenhum risco de corrupção, nem mesmo
qualquer aparência de conciliação; e é essa aparência que nos
dará a nossa assim chamada “regularização”.



Que o Imaculado Coração de Maria, Imaculado em sua Fé, nos guarde
 na Fé Católica.


Entrevista de Jérôme BOURBON.
Tradução SPES
Italics e bold são meus.


21/05/2012

Elogios viciados


Sidney Silveira


Ensinam os grandes teólogos que o pecado possui três fontes principais: a ignorância, a paixão e a malícia. E, numa escala progressiva, o mal de culpa decorrente das ações humanas contrárias à lei natural, à reta razão e à lei divina possui uma gradação que culmina na malícia — a qual, de acordo com Santo Tomás, é pecado ex electioneex industria e ex certa scientia. Em palavras chãs, é mais culpável o malicioso que o ignorante e o apaixonado.


O ignorante peca porque, no ato, lhe falta a ciência que impediria a ação má (sicut removens prohibens), e nestas ocasiões se diz que peca circunstancialmente por ignorância, sendo esta mais ou menos culpável na medida em que o ignorante possua maior ou menor condição de conhecer o que ignora. O apaixonado, por sua vez, sucumbe a um ímpeto instantâneo e transitório, fruto de maus hábitos adquiridos que o predispõem ora à incontinência, ora à intemperança — as quais cegam a inteligência. Por fim, o malicioso age com ciência certa do malefício que procura impingir ao próximo. Aqui, a inteligência não está obnubilada, enevoada ou impedida, ao realizar-se o ato propriamente humano, razão pela qual a responsabilidade é incomensuravelmente superior à dos outros dois casos.


À luz destes princípios, podemos obter um retrato seguro da responsabilidade moral daqueles que defendem um acordo político-prático entre a FSSPX e as autoridades que hoje comandam a Hierarquia da Igreja. A propósito, antes de tudo diga-se que, em sua imensa maioria, estes pró-acordistas de primeira hora desde sempre foram críticos severíssimos da FSSPX (à qual acusavam ora de cismática, ora de sectária, ora de sedevacantista, etc.), e o seu apoio ao acordo político dela com Roma não é outra coisa senão a confirmação de sua proverbial atitude anti-FSSPX. Assim, se agora elogiam a “coragem” de D. Fellay é porque este mudou radicalmente de posição, como ficou patente em sua carta aos demais bispos da FSSPX, veiculada mundo afora. É como se elogiassem o Flamengo por ter tido a “coragem” de virar Corinthians. Na verdade, odeiam o Flamengo e louvam o fato de ele querer deixar de ser o que sempre foi. Ao defenderem o acordo, defendem a si mesmos.


Tal louvação pró-acordista passa ao largo da única questão que realmente importa: a doutrinária, que no caso católico, por sua absoluta superioridade, é subordinante em relação a qualquer posição política defensável — a menos que concedêssemos que as verdades no âmbito da razão prática não são as reitoras do bom governo, que, como ensinara Santo Tomás, visa ao bem comum e não ao bem de alguns. Foi a questão doutrinária, e não a “política”, o que fez D. Marcel Lefevbre criar a FSSPX com o intuito de preservar íntegra a fé — fé que corria o risco de perder-se devido à sistemática demolição levada adiante pelos modernistas nas instâncias litúrgica, pastoral, estética, dogmática, etc. Uma verdadeira revolução cujos frutos são de uma escandalosa evidência.


Os malefícios dessa revolução perpetrada pelas autoridades atingiram todo o Corpo Místico e afastaram da fé muitos católicos, sobretudo os das gerações mais novas, que passaram a aprender dos neocatequistas oficiais algo que não é a fé — mas uma espécie da anti-féDeus não castiga; Adão e Eva são um mito; a Igreja de Cristo “subsiste” na Igreja Católica; os judeus são nossos primogênitos na fé; os muçulmanos adoram o mesmo Deus que os católicos; os dogmas evoluem; há salvação fora da Igreja; a salvação é universal, entre outras coisas porque Cristo verteu o seu sanguepor todos e não por muitos; o limbo é mera suposição sem base na Sagrada Escritura; a fé é um sentimento; todas as religiões são verdadeiras e, cada qual a seu modo, religam a Deus; Lutero foi um grande homem que combateu a corrupção da Igreja; o fiel católico deve confessar-se apenas uma vez ao ano; as Cruzadas são uma coisa de que a Igreja deve envergonhar-se; as sagradas espécies eucarísticas podem ser tocadas por qualquer um; a batina é pura e simples desnecessidade; não podemos rezar pela conversão dos judeus na Sexta-Feira Santa; e, como não poderia deixar de ser, Maomé é gente muito fina, pessoa respeitabilíssima, como dão a entender os documentos da Pontifícia Comissão para o Diálogo Inter-religioso.



Aqui se apresenta uma verdade deveras incômoda: com uma ou outra exceçãozinha acidental, todas estas coisas continuam a ser ensinadas intra muros da Igreja pós-conciliar, seja nos Seminários, nas comissões teológicas criadas para fomentar um interminável debate ou, ainda, de viva-voz pelas autoridades eclesiásticas. Mas os pró-acordistas — muitos dos quais interessados no crescimento de seus próprios grupos, estes sim, de caráter notadamente sectário — preferem imaginar que os Papas pós-conciliares são como maridos enganados: pessoas simplesmente traídas por seus subordinados; pessoas que estão de mãos “atadas” e nada ou quase nada podem fazer, como se em verdade de nada lhes servisse a Suprema Autoridade Apostólica participada a eles por Cristo. Conheço o vasto repertório de argumentos desse pessoal, que para se justificar chega a forjar comparações indevidas, totalmente impróprias, com momentos do passado na gloriosa história da Igreja.


O apoio público de gente com este perfil ao acordo da FSSPX com Roma está, portanto, viciado na raiz, pois não é outra coisa senão o fiel espelho de sua ojeriza àquilo que a FSSPX sempre foi e representou: uma resistência tradicional, doutrinária — sem concessões de nenhuma ordem — ao modernismo entronizado pelo Concílio Vaticano II. Modernismo este que, a propósito, “consagrou” o ecumenismo (e ainda hoje o apóia e difunde claramente); contaminou perigosamente a matéria dos sacramentos; gerou a Missa-mostrengo-carismática e todas as que dela derivaram; transformou o Catecismo num tratado fenomenológico intragável e quase incompreensível; atingiu em cheio as vocações; pôs em xeque dogmas multisseculares, comopor exemplo o do Limbo; passou a orientar o Magistério pelo consenso “plurânime” dos neoteológicos modernistas (como demonstrou o Pe. Álvaro Calderón em A Candeia Debaixo do Alqueire). Coloquemos aqui mil etcéteras para não enumerar ad infinitum os frutos dessa revolução que ainda está em curso, embora no atual momento contemple ela todas as vozes, inclusive as neconservadoras que, é claro, não ousem dizer um veemente e público “não” ao Vaticano II e ao Magistério que se lhe seguiu.


Ademais, erram os pró-acordistas por fazerem vista grossa ou ignorarem o seguinte princípio metafísico: o mais pode o menos, mas o menos não pode o mais. Tal princípio é universal no plano ontológico e, por conseguinte, impera na ordem prática, em que a política é ciência arquitetônica. Isto significa queuma política não pode transmudar-se de má em boa — como num passe de mágica — se não se apoiar em algo que, no plano noético, esteja acima dela: o conjunto de verdades fundamentais acerca da natureza humana (e de sua orientação teleológica a Deus), que, se defraudado, será fonte de males sem fim na ordem política. Neste contexto, qualquer acordo político-prático que jogue, de uma forma ou de outra, para debaixo do tapete as questões doutrinárias que são a razão de ser da FSSPX, e mais que isso, que orientaram a resistência católica à caudalosa tsunami modernista, pode perfeitamente receber o nome de negociata. Ou seja: um negócio bom para alguns, mas contrário ao interesse comum da Igreja, que é o bem das almas.


A posição do Mosteiro da Santa Cruz, de Friburgo (RJ) — que é a mesma dos três bispos da Fraternidade que chamaram D. Fellay à responsabilidade de não pôr em perigo a obra de defesa da Tradição construída por D. Lefevbre — parece-nos a mais sensata, prudente e doutrinariamente sã, na hora presentenão se pode apoiar um acordo que deixe para segundo plano as questões atinentes à doutrina católica de sempre. Fazer isto é ter da política uma concepção segundo a qual a verdade é apenas um detalhe, e não o vetor decisivo dapraxis humana.


O elogio a um acordo meramente prático-político entre Roma e a FSSPX, como se apontou acima, é viciado. É na verdade um auto-elogio, quando saído da boca de críticos históricos da Fraternidade. Mas se algumas dessas pessoas agem assim por ignorância, paixão ou malícia (ou ainda uma mescla dos três), é algo que não há como saber. E por isso não nos cabe julgar.


Malgrado saibamos que a conseqüência prática desse erro crucial do seu apostolado seja trabalhar pela disseminação em larga escala de uma obtusa obediência a erros que, em si, são verdadeiros crimes contra a fé. E estimular uma omissão grandemente culpável.


Indaguemos, por fim, o seguinte: quem realmente está carecendo da “visão sobrenatural" da fé, D. Fellay ou os três outros bispos consagrados por Marcel Lefevbre?




P.S. Nos últimos sete anos, embora tenha travado contato com gente de primeira linha, bondosa, profunda, leal e honesta, infelizmente conheci entre católicos alguns dos piores espécimes humanos com que deparei em toda a minha vida. Detratores, maledicentes, mentirosos, pessoas escudadas em grupelhos, covardes, incapazes de verdadeira amizade, opiniáticos que nunca estudaram seriamente teologia e acham que podem adentrar o terreno de uma discussão doutrinal, apenas porque leram algo do Magistério ou deram ouvidos ao guru do dia. Alguns são semi-analfabetos funcionais que posam de apologetas, e não deixo de pensar nessas horas que a Igreja — quando o seu Magistério velava pela unidade da doutrina — produzia às pencas apologetas de talento retórico, profundidade filosófica e conhecimento (teórico e prático) da fé. Agora, sujeitos que não escrevem lé com cré acreditam ser guardiões da fé.


Tal fenômeno, infelizmente, não se observa apenas entre leigos; tive contato com padres ditos amigos da tradição capazes de fofocas e calúnias monstruosas, cegos em sua ambição de assumir um papel de proa na atual crise da Igreja e de arregimentar seguidores custe o que custar — atacando seus colegas de batina de forma soez e tentando calar os leigos conhecedores da doutrina, numa flagrante impostura clericalista (não há como não lembrar, aqui, o seguinte: em sua acirrada polêmica contra o herege Siger de Brabante, Santo Tomás jamais usou contra ele o “argumento” de ser leigo). Em suma, não tenho, e não mais quero ter, nenhum tipo de contato pessoal com essa gente. Se porventura me encontrarem nalguma Missa ou evento, por favor passem direto. Não preciso da sua simpatia nem dos seus maus conselhos. E não me peçam para citar nomes, porque neste caso as pessoas não importam, mas o que fazem.


Já pedi sacramentalmente perdão a Deus porque, no passado, antes da minha conversão, houve algumas poucas ocasiões em que freqüentei prostitutas, além de ter tido uma vida moralmente irresponsável, no que tange a relacionamentos amorosos, coisa de que muitíssimo me arrependo, razão pela qual entendo perfeitamente o "tarde Te amei, Senhor", de Agostinho. Seja como for, conhecer prostitutas serviu-me para constatar o seguinte — vejo-o agora claramente: entre elas não vi, nem de longe, a malícia dessa gente pseudotradicional que, durante os dias da semana, detrata irresponsavelmente o seu próximo, peca contra a verdade e joga na lama a honra alheia, para no domingo comungar com a cara mais lavada deste mundo, numa falsa boa consciência de dar dó.


Não à toa disse Cristo que as meretrizes irão preceder a fariseus desta estirpe no reino dos céus.
http://contraimpugnantes.blogspot.com/2012/05/elogio-viciado.html

23/04/2012

Se ainda restam dúvidas sobre a intenção de Roma...

Suponho que tal noticia seja duplamente importante, dado o momento em que vivemos.

Para aqueles tentados a acreditar que algo mudou em Roma desde 1988, aqui está uma dura lição de que os modernistas ainda estão governando em Roma.
Há poucos dias, do ultra-modernita francês "La Croix", através do Tradicional site contre-info.com, veio este relatório:

http://www.contre-info.com/linstitut-du-bo...ente#more-19274

(Original:)
http://www.la-croix.com/Religion/Urbi-Orbi...12-04-17-795546

===


Roma exige que o Instituto Bom Pastor (IBP) integre-se com o Concílio Vaticano II


[Pe. Phillip Laguérie, superior geral do Instituto Bom Pastor, às ordenações de seu instituto, na Igreja de Saint-Eloi em Bordeaux.]



O Secretário da Comissão Ecclesia Dei, Dom Guido Pozzo, enviou o Pe. Philip Laguérie, Superior do Instituto do Bom Pastor (IBP), as recomendações oficiais de sua comissão, como resultado da visita canônica ao seu instituto, de acordo com documentos publicados na Internet. Esta visita canónica veio no final do termo de 5 anos, prazo de experimentação decidido, por Roma, no momento da criação do IBP.

Este instituto foi fundado em setembro de 2006 por antigos membros da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), que chegaram a um acordo com Roma, incluindo Pe. Philippe Laguérie, Pe. Paul Aulagnier e Pe. Guillaume de Tanouarn. O novo instituto tinha obtido "uso exclusivo" dos livros litúrgicos em vigor perante o Concilio.

"Deve ser esclarecido" que esse uso é "no espírito da Summorum Pontificum", disse hoje a Comissão Ecclesia Dei, em uma nota anexa à carta de Dom Pozzo. Assim, exige-se que deve ter em consideração o Motu Proprio de Bento XVI e a liberalização do uso da forma extraordinária do Rito Romano, mas proibindo a exclusão do novo rito, como uma questão de princípio. "Isso serve apenas para definir essa forma [ou seja, a Missa Tradicional] como "o rito próprio do Instituto, sem falar de 'exclusividade' ", disse a comissão Ecclesia Dei.

...

Quanto à formação sacerdotal dada no Seminario de Courtalain, no Eure-et-Loire, França, a Comissão julgou que a avaliação foi "positiva", mas exige "que o Instituto do Bom Pastor integre em seus estudos o magistério do Concílio Vaticano II, dos recentes Papas e do Papa atual. "

Quanto ao mérito da formação, "mais do que meramente criticar o Concílio Vaticano II, mesmo quando feito em uma "séria e construtiva forma ", os esforços de professores devem se concentrar sobre a transmissão de todo o patrimônio da Igreja, enfatizando a hermenêutica da renovação em continuidade e apoiando a integridade da doutrina católica exposta pelo Catecismo da Igreja Católica", diz a Ecclesia Dei.

Finalmente, a Ecclesia Dei sugere uma melhor colaboração com os Bispos Diocesanos: "É importante que o bispo acolha e valorize o carisma específico do instituto para o bem de toda a Diocese e, ao mesmo tempo, que os sacerdotes do instituto realmente encaixem com o espírito de comunhão em toda a vida da Igreja e da Diocese ".


Precisamos "especular" se as " intenções" oriundas da Roma modernista são boas ou ruins???

KYRIE ELEISON!

12/10/2009

O Concílio Vaticano II e a rejeição do Reinado Social de Nosso Senhor


Por Arcebispo Marcel Lefebvre

Nota: Este é um breve trecho do famoso sermão do Arcebispo em Lille, em 29 de Agosto de 1976. Encontra-se no magnífico livro "The Bishop Speaks": Writtings and Addresses 1973-1976

Finalmente, um terceiro erro, [o Clero Católico moderno] rejeita o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo sob o pretexto que o mesmo já não é mais praticável. Eu ouvi isso da boca do Nuncio de Berne; Eu ouvi da boca do embaixador do Vaticano, Padre Dhanis, ex-reitor da Universidade Gregoriana, que veio em nome da Santa Sé pedir que eu não executasse as ordenações de 29 Junho. Era 27 Junho em Flavigny, e eu pregando um retiro aos seminaristas. Ele disse: " Por que você está contra o Concílio? " Eu respondi, " É possível aceitar o Concílio, quando em nome do mesmo você diz que todos os Estados Católicos devem ser destruídos, que não deve restar nenhum Estado Católico, e portanto, nenhum Estado aonde Nosso Senhor Jesus Cristo reine? Tal Estado já não é mais possível." Mas uma coisa é dizer que ele não seja possível, e outra é aceitar isso como princípio, e conseqüentemente, já não procurar o Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o que nós dizemos diariamente no Pai Nosso? " Vem á nós o Vosso reino, assim na Terra vomo no Céu." Que reino é esse? Ainda há pouco você cantou no Gloria; "Vós sozinho é Senhor, Vós sozinho é o mais elevado, Jesus Cristo." Devemos, nós, cantar estas palavras e ao mesmo tempo saírmos para dizer: " Não, Jesus Cristo não deve mais reinar sobre nós." Estaríamos, nós, vivendo ilògicamente? Somos nós católicos ou não?

Não haverá nenhuma paz na terra exceto no reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. As nações encontram-se em conflito -cada dia temos páginas e mais páginas nos jornais a respeito disso, também na rádio e na televisão; e agora com a mudança do primeiro ministro: O que nós iremos fazer para melhorar a economia? O que nós iremos fazer para ajudar a moeda? O que iremos fazer para ajudar a prosperidade da fabricação, etc. Todos os jornais no mundo fazem tais perguntas. Bem, mesmo de um ponto de vista econômico, nosso Senhor Jesus Cristo deve reinar, porque o reino de nosso Senhor Jesus Cristo é o reino dos princípios do amor e dos mandamentos de Deus, que estabelecem o equilíbrio na sociedade, e que trazem justiça e o reino da paz. É somente com ordem, justiça, e paz na sociedade que a economia pode prosperar…

É o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo que nós queremos; e nós professamos nossa fé, dizendo que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus.

E é por isso que nós queremos a Missa de St. Pio V, porque esta Missa é a proclamação da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Missa Nova é um tipo de Missa híbrida, que já não é mais hierárquica; e sim democrática, aonde a assembléia toma o lugar do padre, e assim já não é uma Missa autêntica que afirme a realeza de Nosso Senhor. Pois como Nosso Senhor Jesus Cristo se tornou Rei? Ele afirmou sua realeza pela Cruz. " Regnavit a ligno Deus." Jesus Cristo reinou pela madeira da Cruz. Porque Ele venceu o pecado, venceu o diabo e venceu a morte pela Cruz: três magníficas vitórias de Nosso Senhor. Se dirá que isso é triunfalismo. Bem, se assim for; sim, nós queremos o triumfalismo de Nosso Senhor Jesus Cristo…

Na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar o que foi feito com as benevolências de meu sacerdócio, não quero ouvir da boca d'Ele: vós contribuístes, aliados á outros, para destruição da Igreja.

http://www.cfnews.org/lefebvre-bsh-sp01.htm

05/05/2009

Carta do Superior Geral Nº 74 aos amigos e benfeitores

Queridos amigos e benfeitores:


Quando lançamos uma nova cruzada do Rosário com ocasião de nossa peregrinação a Lourdes em outubro passado, não contávamos, certamente, com ma resposta tão rápida do Céu ao nosso pedido. Com efeito, assim como sucedeu com nossa primeira petição, à qual Nª Senhora tinha respondido tão eficazmente por meio do Vigário de Cristo e deu Motu Proprio sobre a Missa tradicional, quis Nª Sra conceder-nos uma segunda graça ainda mais rapidamente: no transcurso de uma visita a Roma em janeiro, quando entreguei o ramalhete de 1.703.000 terços rezados pelas intenções do Sumo Pontífice, recebia das mãos do Cardeal Castrillón Hoyos o decreto de remissão das “excomunhões”.

Tínhamos pedido desde 2001 como sinal de boa vontade da parte do Vaticano para com o movimento tradicional, porque desde o Concílio tudo o que é e quer ser tradicional na Santa Igreja sofre uma perseguição atrás da outra, ato o ponto de negar-lhe o direito de cidadania. Isto, obviamente, destruiu em parte ou completamente a confiança nas autoridades romanas. Enquanto esta confiança não for parcialmente —dizia então— nossas relações seguiriam mínimas.

A confiança não é somente um bom sentimento; é o fruto que nasce naturalmente quando vemos nestas autoridades os pastores que têm em conta o bem de tudo o que chamamos “a Tradição”. E nossos pré-requisitos foram formulados neste sentido.

É impossível, de fato, compreender nossa posição e nossa atitude frente à Santa Sé se não se quer incluir a percepção do estado de crise em que se encontra a Igreja. Não se trata de algo superficial nem de uma visão pessoal. Estamos diante de uma realidade independente de nossa percepção, admitida de vez em quando pelas mesmas autoridades e comprovada muitas vezes pelos fatos. Esta crise tem muitos aspectos, variados, em ocasiões profundas, outras vezes circunstanciais e todos nós a sofremos.

Os fieis se sentem mal impressionados pelas cerimônias da nova liturgia —que com freqüência são escandalosas— e pela pregação habitual, que no campo moral, se ensinam coisas completamente contrárias à doutrina multissecular da Igreja e do exemplo dos Santos. Freqüentemente os pais de família tiveram que comprovar, com enorme dor, a perda da fé de seus filhos confiados a institutos católicos de formação, ou lamentar sua quase total ignorância da doutrina católica por falta de um catecismo sério. Um número incalculável de religiosos, depois das revisões de suas Constituições e da reciclagem post-conciliar, manifesta uma perda do espírito evangélico, em particular do de renúncia, a pobreza e o sacrifício; perda que teve como conseqüência quase imediata uma diminuição tal de vocações que muitas Ordens e Congregações fecham seus conventos um depois do outro ou simplesmente desaparecem. Em muitas dioceses a situação é igualmente dramática.

Tudo o que foi dito constitui uma unidade coerente e não aconteceu por casualidade, mas depois de um concilio que quis ser reformador, adaptando a Igreja ao gosto da época. Somos acusados de ver uma crise onde não há ou de atribuir falsamente a este concilio conseqüências que, a pesar de tudo, são desastrosas, extremadamente graves e que qualquer pessoa pode comprovar, ou ainda de aproveitar esta situação para justificar uma atitude incorreta de rebelião ou de independência.

No entanto, tomemos os textos dos Santos Padres da Igreja, do Magistério, da liturgia, da teologia, ao longo de todos os tempos e acharemos uma unidade à qual aderimos de todo o nosso coração. E esta unidade doutrinal é fortemente contradita pelas linhas de conduta atuais. Nós não inventamos uma ruptura; infelizmente ela existe com clareza. Basta ver o modo como nos tratam alguns episcopados, inclusive depois que retiraram o decreto das excomunhões, para comprovar o quanto é profundo o repúdio dos modernistas diante de tudo o tem sequer uma aparência de Tradição, a tal ponto que é impossível não dar a este repúdio o nome de ruptura com o passado.

Sim, do mesmo modo que nos surpreendemos pela publicação do decreto do dia 21 de janeiro, assim também pela violência da reação dos progressistas e da esquerda em geral contra nós. É verdade que encontraram a desejada oportunidade nas pouco felizes declarações de Dom Willamson e através de uma injusta amalgama, puderam maltratar nossa Fraternidade como um bode expiatório. Na realidade fomos um simples instrumento na luta muito mais importante: a da Igreja, que com razão leva o título de “militante”, contra os espíritos perversos que infestam os ares como diz São Paulo.

Certamente, não hesitamos inserir nossa história na grande história da Igreja, na dessa luta titânica pela salvação das almas já anunciada no Gênesis e descrita de modo cativante no Apocalipse de São João. Com freqüência esta luta se mantêm a nível espiritual, às vezes, passa da esfera dos espíritos e das almas à dos corpos e se transforma em visível, como nas perseguições abertas.

Através do que aconteceu nestes últimos meses é preciso reconhecer um momento mais intenso desta luta. E é muito claro que aquele que está na mira é o Vicário de Cristo, no seu empenho de iniciar uma certa restauração da Igreja. Teme-se por uma aproximação da Cabeça da Igreja e o nosso movimento, teme-se uma perda dos resultados do Vaticano II, e se põem tudo em movimento para neutralizá-la. O que pensa o Papa realmente a este respeito? Onde ele se situa? Os judeus e os progressistas lhe exigem que escolha: ou eles ou nós… a ponto de que a Secretaria de Estado não teve melhor idéia do que pôr como condição necessária para nosso reconhecimento canônico, a aceitação completa do que consideramos como a fonte principal dos problemas atuais e aos quais nos opomos sempre…

Tanto eles como nós estamos obrigados ao juramento antimodernista e submetidos às outras condenações da Igreja. Por isso não aceitamos abordar o Concílio Vaticano II a não ser sob a luz destas declarações solenes (profissões de fé e juramento antimodernista) feitas diante de Deus e da Igreja. E se aparece uma incompatibilidade, então necessariamente o errado são as novidades. Contamos com as discussões doutrinais anunciadas para por estes pontos em evidência o mais profundamente possível.

Aproveitando da nova situação depois do decreto sobre as excomunhões, que não mudou em nada a situação canônica da Fraternidade, muitos bispos tentam impor-nos um círculo quadrado, exigindo uma obediência à letra do Direito Canônico, como se estivéssemos perfeitamente regularizados, quando, ao mesmo tempo, nos declaram canonicamente inexistentes! Um bispo alemão já anunciou que antes do fim do ano a Fraternidade voltará a estar fora da Igreja… Perspectiva encantadora! A única solução possível, além do que é a que tínhamos pedido, é a de uma situação intermediaria, inevitavelmente incompleta e imperfeita a nível canônico, mas que seja aceita como tal, sem jogar no nosso rosto a acusação constante de desobediência e rebeldia, e sem impor-no proibições intoleráveis; porque, a fim de contas, o estado anormal em que se encontra a Igreja e que nós chamamos “estado de necessidade” volta a ser demonstrado pela atitude e palavras de certos bispos em relação ao Papa e a Tradição.

Para aonde caminharão as coisas? Não sabemos. Mantemos nossa proposta de que se aceite a nossa posição atual imperfeita como provisória, abordando finalmente as discussões doutrinais anunciadas e esperando que alcancem bons frutos.

Num caminho tão difícil, diante de oposições tão violentas, lhes pedimos queridos fiéis recorrer à oração mais uma vez. Achamos que é o momento indicado para lança uma ofensiva de maior envergadura, profundamente enraizada na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, na que Ela mesma promete um resultado feliz, pois que anunciou que ao final o seu Imaculado Coração triunfará. Nós lhe pedimos este triunfo através dos meios que Ela mesma pediu: a consagração, pelo Pastor Supremo e todos os bispos do mundo católico, de Rússia ao seu Coração Imaculado, e a propagação da devoção ao Seu Coração Doloroso e Imaculado.

Por isso nós queremos Lhe oferecer com este fim, daqui até o dia 25 de março de 2010, um buquê de 12 milhões de terços, como uma coroa de outras tantas estrelas à sua volta, acompanhado de uma suma equivalentemente importante de sacrifícios quotidianos que nós teremos o cuidado de realizá-los principalmente no cumprimento fiel do nosso dever de estado, e com a promessa de propagar a devoção ao seu Coração Imaculado. Ela mesma apresenta isto como o fim das suas aparições em Fátima. Estamos intimamente persuadidos de que se seguimos com atenção o que Ela nos pede, alcançaremos muito mais do que não ousaríamos esperar, e principalmente que nós asseguramos nossa salvação aproveitando das graças que Ela prometeu.


Pedimos, portanto aos nossos padres também um esforço particular para facilitar aos fiéis esta devoção, pondo o acento não somente na comunhão reparadora dos primeiros sábados do mês, mas também movendo os fiéis a viver uma intimidade mais profunda com Nossa Senhora, consagrando-se ao seu Coração Imaculado. Seria conveniente conhecer melhor e aprofundar a espiritualidade do grande arauto da Imaculada, o Padre Maximiliano Kolbe.

Neste ano cumprimos 25 anos da consagração de nossa Fraternidade ao Coração Imaculado. Nós queremos renovar esta feliz iniciativa do Padre Schmidberger pondo aí toda nossa alma e reavivando no nosso coração este espírito. É evidente que não temos a intenção de indicar à Divina Providência o que Ela deveria fazer; mas, nos exemplos dos Santos e da própria Sagrada Escritura vemos que os grandes desejos podem precipitar de maneira impressionante os desígnios de Deus. É com esta audácia que hoje confiamos esta intenção ao Coração Imaculado de Maria, pedindo-Lhe que nos receba a todos sob a sua maternal proteção. Que Deus os abençoe abundantemente!

Na festa da Ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo,

+ Bernard Fellay

Winona, Páscoa de 2009

http://www.fsspx-sudamerica.org/secciones/carta74portu.html