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12/12/2012

O LEÃO DESENJAULADO - Fr. David Hewko Novembro, 2012



Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, amém.

O leão que foi enjaulado há vários anos será solto, e esse leão é Dom Williamson. Será seu ápice. Bispo Williamson vai rugir novamente! Ele estará ministrando um retiro para nós, sacerdotes, em Kentucky (haverá cerca de 10, talvez 15 ou 20 sacerdotes) que virão no final de Dezembro, na semana de 17 de Dezembro. Dom Williamson vai vir e pregar o retiro. Ele estará ajudando Padre Pfeiffer a organizar um seminário de home-school (ensino em casa) também. Todos vocês são bem-vindos. Se você tem família, você está convidado a vir e, se não, o Padre pergunta se você pode doar para a causa assim mesmo,  porque eles têm de alugar um lugar, mas haverá um workshop de casa-escola em 28 de Dezembro até o dia 1º de Janeiro, apenas cerca de 4 ou 5 dias no fim de semana, então por favor orem por isso e por Bispo Williamson e orar, como sempre, para o Papa consagrar a Rússia. Essa é sempre a solução do Céu, não há outra solução. Toda essa conversa de tratados de paz e acordos não passam de palavras vãs até que o Papa obedeça à Mãe de Deus.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, amém.

Este é o último Domingo, último Domingo que nossa Mãe Igreja relembra nossas mentes a contemplar o dia em que todos nós veremos. Não é ficção. Nós vamos estar lá. Obama vai estar lá. Todos os apóstolos vão estar lá. Será o último dia. Os anjos vão tocar a trombeta. Todos os mortos vão se levantar de suas tumbas. Os cemitérios ficarão vivos. Todos os corpos vão aparecer e todos as cinzas e os ossos, e todo o DNA que está lá fora, os anjos o recolhem e reformam pelo poder de Deus em um só momento - o corpo, como São Tomás de Aquino diz , aparece forte, saudável, jovem, com a idade de 30 anos, a idade perfeita, e todos os defeitos desaparecerão. Os corpos serão perfeitos, fortes, perfeitamente construídos. Será o mesmo você, a mesma personalidade, mas se você tiver sido transformado pela graça, morrido em estado de graça, essa graça irá brilhar através de seu corpo e de sua essência. Santa Gertrudes viu São Bento no céu vestido com um hábito beneditino brilhante de puro ouro. Então todos os seus méritos, até mesmo as mais pequenas orações, o menor ato de amor a Deus que você disse quando estava preso no trânsito ou lavando a louça ou qualquer outra coisa que você estava fazendo, será recompensado porque Deus valoriza um pensamento, um ato de amor para Ele vale mais do que todo o trabalho do Espírito Santo, diz St. Thomas.

Então, esse dia será enorme, um enorme dia de julgamento. Os profetas do passado e até mesmo o velho de Sybil falou de como a terra vai tremer de medo diante da majestade de Jesus Cristo, o Rei, como a raça humana vai suar,  os salmos dizem que as montanhas se derreterão como cera diante de Jesus Cristo, o Rei, nos relata o profeta Daniel, a mesma profecia evocada por Cristo antes da ralé e os ratos e as hienas cercaram na noite de Seu ilegal julgamento proferido por Caifás, Anás e Herodes. Cristo evocou essa profecia de Daniel e todos sabiam; todos eles sabiam as Escrituras "e vocês verão o Filho de Deus vindo sobre as nuvens do céu, com grande poder, majestade e fogo antes de seu trono." Então o Rei triunfante, Jesus Cristo, muito, muito em breve estará presente aqui no altar. Ele descreve sua própria segunda vinda.

Nós também temos a visão de São João, no Apocalipse Capítulo12: a grande batalha do dragão com sete cabeças e dez chifres. Ele se levanta do mar, isto é, fora deste mundo porque o mundo é o seu domínio. A Mulher Vestida de Sol com a lua debaixo dos seus pés, as 12 coroas em sua cabeça - é claro, os Padres da Igreja aplicaram isso para a Igreja, a vida da Igreja Católica e também, é claro, a Santíssima Virgem Maria -- á Ela é dada a grande vitória sobre Satanás, e devemos nestes nossos dias marcharmos sob sua bandeira, e o sinal da sua consagração a Ela é o seu Escapulário, o Terço diário, que não é algo qualquer, não é um evento sem muita importância do dia -- é o evento mais importante de seu dia e você tem que rezar bem. É dado à Virgem Maria a missão de combater o irritado e furioso dragão vermelho. Ele guerrilha contra a Mulher e sabe que esta é sua última hora, estes dias são sua última hora, o diabo levanta guerra contra a criança, contra Jesus Cristo.

E nesta descrição de São João também se vê os grandes eventos que estão por vir: O Anti-Cristo, que reinará na terra por 3 anos e meio. O Anti-Cristo desencadeará uma severa perseguição em todo o mundo católico tradicional que ainda nos resta. Nós sabemos que os eventos destes tempos são previstos. O Anti-Cristo levantará guerra. Os Católicos Tradicionais da época serão abalados. Alguns deles abandonarão a Fé. Muitos deles vão abandonar a verdadeira Missa. Muitos deles vão ouvir a sirene do inimigo de Cristo, "Venham para a Igreja Conciliar; venha e seja um. Nós temos que ter a unidade, a unidade, a unidade."

Nós sabemos muito bem, é claro, que Dom Tissier de Mallerais fez um grande estudo que foi sua impressão em Inglês foi bloqueada, mas ela disponível em Francês. Nela ele fez um estudo sobre a mente do atual Papa, Bento XVI, e como sua mente está profundamente atolada no Modernismo, profundamente atolada na evolução do dogma e toda a idéia da nova revelação pública e do subjetivismo. Isso é muito mortal. É por isso que ele teve até ateu e voodooistas no ano passado em Assis, por causa dessa idéia dele de uma Igreja super-ecumênica. Não é à toa que ele quer a Tradição para adicionar sabor a esta enorme e super-ecumênica sopa, pois a Tradição na mente do modernista coloca a antítese á tese, coloca o extremo oposto para os progressistas e os modernistas -- todos estes conflitos evoluem para formar o enorme ômega do super-ômega da Igreja, da super-ecumênica igreja. É verdadeiramente uma blasfêmia contra Jesus Cristo e a verdadeira religião que Ele estabeleceu.  

Assim, a Igreja Católica nesse tempo será abalada porque o Anti-Cristo fará falsos milagres pelo poder do diabo. Ele profetizará falsas profecias que vão ser verdade, pois o diabo tem conhecimento, um pouco de conhecimento do futuro, mas não como Deus; e muitos Católicos Tradicionais abandonarão a luta. Então Deus irá enviar nesses dias Enoque e Elias (eles ainda estão vivos), e  vão andar na terra e dizer aos Católicos Tradicionais, "Volte! Mantenham a Fé dos papas de todos os tempos! Mantenham a Fé que o Arcebispo Lefebvre repassou . Fique perto da Mãe de Deus. Mantenham o Rosário. Mantenham o  Escapulário --ambos iluminarão e renovarão a Fé! " E haverão muitos mártires, esse é o espírito do nosso tempo, o espírito dos mártires --batalhar até a morte e manter a Fé.

E o Anti-Cristo vai impor, como todos sabemos -- Fr. Denis Fahey em seus escritos, tais quais todos vocês deviam estar cientes e bem familiarizados a respeito (ele é um grande Padre da Ordem dos Padres do Espírito Santo, que foi ensinado 13 anos antes que Arcebispo Lefebvre no Seminário Francês de Roma), pelo Padre Le Floch. -- Padre Denis Fahey faz alusão ao abandono de dinheiro, o abandono de cartões de crédito, para o chip de computador. É muito fácil de fazer compras, muito conveniente, mas será conectado com uma apostasia. Você terá que abandonar a verdadeira Fé, a única religião verdadeira, e aceitar a religião mundial... e os Católicos terão que dizer: "Não!"; e isso significa que teremos que lutar. Será como os Católicos da Vendéia, Católicos da Irlanda durante a perseguição, os Católicos no México durante a perseguição cruel, os Católicos underground na Ucrânia, Rússia e China. E Deus verá o seu suor. Deus verá as suas lágrimas, e Ele terá misericórdia deles, haverá grandes mártires e grandes santos nesses dias.

Ele vai impor o número 666. Eu gostaria de discutir brevemente isso: Primeiro, considerando cronologicamente o número e, em segundo lugar, considerando o simbolismo desse número. Por que o número 666 nas Sagradas Escrituras?

Primeiro, pense em ordem cronológica. Se você levá-la por anos, o ano 666 viu o ataque e aumento do Terror Vermelho do Leste, isso é, o Islamismo; e os muçulmanos recusaram a Santíssima Trindade, eles rejeitaram a divindade de Jesus Cristo.

E nos documentos do CONCÍLIO VATICANO II possui UMA HORRÍVEL BLASFÊMIA, uma heresia horrível que diz que os muçulmanos adoram o mesmo Deus que nós, Católicos. Isso é uma BLASFÊMIA contra Deus. Eles recusam a Santíssima Trindade. Isto está nos documentos do Concílio Vaticano II. 

Portanto, não podemos dizer que a primeira condição dessas [6] condições que vendem a Tradição para Roma modernista seja o que querer poder pregar  contra os promotores do Concílio Vaticano II. Não! Não é o suficiente! Temos de atacar os erros do Concílio Vaticano II! Não é só seus promotores! Os ERROS QUE ESTÃO NO PRÓPRIO CONCÍLIO e as invasões muçulmanas, que espalharam-se através da Espanha, ameaçou a Europa, assassinou muitos católicos! E Deus tem usado o Islamismo como um flagelo para as nações católicas que perderam a Fé, e é por isso que todas as terras que foram convertidos pelos Apóstolos esfriaram (perderam vigor), eles esfriaram pela perda de caridade e heresias, e eles caíram diante os muçulmanos.

Os próximos 666 anos levam-nos para 1332. O que aconteceu nesse tempo foi o fim da Idade Média. São Tomás morreu em 1274 e tivemos, então, a ascensão dos erros filosóficos que construíram o mundo moderno em 1300. Tivemos o Nominalismo, que é a origem do Subjetivismo na filosofia, tivemos também Marsílio de Pádua, que era um monge Franciscano. Ele escreveu um tratado chamado "Defensor pacis," Defensor da paz. Nesse tratado ele promove a separação da Igreja e do Estado. Promove o princípio democrático, condenado princípio que a autoridade vem do povo; e a Igreja Católica naquela época e desde então irá condenar estes princípios, mas o mundo moderno é construído sobre esses princípios, para que preparem assim, o terreno para as revoltas protestantes 200 anos mais tarde . 

O terceiro 666 leva-nos ao ano de 1998. Que o coloca bem no meio da Igreja Nova, o Vaticano II, da Igreja Conciliar. Arcebispo Lefebvre sempre fez essa distinção. Você não ouve mais esta distinção DOS LÍDERES DA FRATERNIDADE. Não vemos mais esta distinção: IGREJA CONCILIAR e a IGREJA CATÓLICA ROMANA. Então, se a Igreja Católica Romana for a Igreja Conciliar, então é claro que estamos fora da igreja e temos que entrar, fazer um acordo para fazer parte da Igreja... mas isso é falso. O Arcebispo sempre fez essa distinção. Nós não estamos fora da Igreja, Católicos Tradicionais. Continuamos fiéis, na ÚNICA, SANTA, ROMANA FÉ CATÓLICA porque professamos a Fé de todos os papas, de todos os Santos, de todos os Concílios aprovados, e nós nos recusamos as novidades da Igreja Conciliar. Isto define a nossa batalha do nosso tempo! Nós recusamos essa nova igreja do Concílio Vaticano II.

Venerável Catherine Emmerich em uma visão muitos anos depois do ano 1700, viu esta igreja do Vaticano II sendo construída, e os anjos não estavam a ajudar esta Igreja, os bispos que ela viu estavam decapitados, alguns deles foram deformados porque eles estavam ensinando doutrina herética e esta Igreja feita por homem iria infectar o mundo inteiro.

Papa Gregório XVI descreveu a fumaça negra dos poços do inferno invadindo toda a terra. O que é essa fumaça negra? Ele chama isso de "liberalismo". Os erros da era moderna. Isso, então, define o 666 cronológico.

Santo Agostinho também descreve o simbolismo dos números 666. Em primeiro lugar, o número 6 é um número imperfeito. Sete é o número da perfeição na Bíblia: Sete Sacramentos. Sete Dons do Espírito Santo. Sete castiçais no Apocalipse. É o número de perfeição. Então, 6, sendo um a menos do que 7 é o número de imperfeição absoluta, portanto, é imperfeição.

A segundo 6: Refere-se ao 6º dia de criação. No 6º dia de criação o homem foi criado, portanto, 6 é o número do homem.

O terceiro 6 aplica para o 6º dia da Semana Santa, porque no 6º dia da Semana Santa (Sexta-feira Santa), o homem foi resgatado pelo Segundo Adão que adormeceu na Cruz, e do Seu lado foi formado a nova noiva, a Igreja Católica , Sua Noiva.

Então 6 é o número do homem, e 6 tomado três vezes (3 é o número de Deus) define a nova religião do nosso tempo e do Anti-Cristo, que é o homem adorado como Deus. E é por isso que a abominação da desolação pode ser aplicado para a Missa Nova: Porque introduz e prepara nossa idade para a nova religião: a religião do homem. É como o próprio Papa Paulo VI --um liberal-- disse em um de seus momentos de lucidez que, a religião do homem adorado como Deus substituiu a religião de Deus que se fez homem e adorado. E essa nova religião do homem adorado como Deus é a religião do nosso tempo, e é por isso que este papa --é muito triste, mas é verdade -- está ignorando a Virgem Maria, e ele não quer a Tradição. Estes documentos que parecem favoráveis ​​à tradição são muito enganosos, porque, por exemplo, o Summorum Pontificum mantém a Missa Nova como a Missa ordinária do Rito Romano... Mas ela não é! Esta Missa Nova é uma paródia do Verdadeiro Deus, do Verdadeiro Sacrifício! Mesmo a Missa Nova em Latim, de frente para o altar, é venenosa, especialmente para o padre.

Então é por isso, queridos fiéis, que batalhamos e estamos nesta crise agora, com a Fraternidade de São Pio X. É realmente uma crise, uma profunda crise, pois é exatamente como o Concílio Vaticano II, a mudança de princípios - o mundo não sentiu realmente os efeitos do Concílio Vaticano II até cerca de três ou quatro anos mais tarde. Quando os princípios foram aplicados em ação, então a Missa Nova surgiu. Bem, o que aconteceu em Julho deste ano? [2012] O princípio mudou de "Nós não vamos entrar e fazer um acordo com a Roma até que Roma volte a Tradição. Quando Roma voltar para a Fé Católica, não haverá problema! Nós não precisaremos sequer fazer um acordo, porque eles já vão estar lá [na tradição] ." Mas agora, a rigorosa posição oficial da Fraternidade de São Pio X  é:  "Nós queremos um acordo, mesmo que isso signifique [um acordo] com a Igreja Conciliar antes da conversão de Roma,  é o acordo que importa", tal atitude é letal. O Papa , é claro, está dizendo: "Venham, entrem! Não sejam enganados; o que não falta é espaço!"


Campos --definiu as condições para que eles fossem capazes de pregar contra a Missa Nova, para que fossem capazes de pregar contra o modernismo e para que fossem capazes de manter a Missa Tridentina... Eles foram prometidos isso! E eles fizeram seus acordos, e no prazo de cinco anos [após tais acordos] o Monsteiro de Le Barroux rezando a Missa Nova, ou pior do que isso, um de seus sacerdotes escreveu um tratado defendendo o documento sobre a Liberdade Religiosa, que é a apostasia oficial das nações.

Mas deixem-me ler o pensamento do Bispo Tissier no dia 1º de Junho deste ano [2012]. Eis o que ele diz... É muito importante; ele fala sobre o que o Arcebispo Lefebvre menciona, citando este Papa, quando ainda Cardeal, que o Vaticano II foi a assimilação de dois séculos de Liberalismo na Igreja. Em outras palavras, o espírito do mundo adentrou na Igreja Católica. E então ele cita o grande São Paulo: "O que é que a luz tem a ver com a escuridão? O que Cristo tem a ver com Belial?" O que a verdadeira religião tem a ver com esta religião do homem? Estou citando Dom Tissier, que se opõe a este acordo: "A emblemática manifestação desta conciliação é a Declaração da Liberdade Religiosa. No lugar da verdade de Cristo e de Sua Realeza Social sobre as nações, quem o Concílio coloca?  A pessoa humana, sua consciência, sua liberdade. É a famosa mudança de paradigma admitida pelo Cardeal Colombo em 1980. A adoração do homem que se tornou Deus, no lugar do Deus que se fez homem. É uma nova religião que não é a religião Católica. Nós não queremos qualquer compromisso com esta religião, qualquer risco de corrupção, nem mesmo qualquer aparência de reconciliação, e é este aspecto que a nossa chamada 'regularização' nos daria. Que o Imaculado Coração de Maria, Imaculada na sua fé, guarde-nos na Fé Católica ".

Logo, por que esta nova mentalidade? De onde veio isso? Eu não sei. Eu não posso explicar. É um mistério, porque os próprios líderes da nossa querida Fraternidade pregavam contra um falso compromisso com Roma, que já avisou Campos: "Não faça um acordo [prático], vocês serão destruídos", e isso aconteceu. Agora esses mesmos dizem: "Chegou a hora. Roma está mudando. Roma está voltando à Tradição. Este Papa quer o bem." Mas a situação é pior! O ecumenismo é pior! A nova religião se faz mais evidente! 

Então temos que rezar, e VOCÊS, queridos e fiéis sacerdotes de nossa Fraternidade -- nós não podemos nos deixar levar a esta nova mudança. Nós não podemos compactuar com isso. Devemos ser fiéis aos princípios de nosso querido fundador e de todos os papas.

Ouça isto, veja se você se lembra dessas grandes palavras. Esta foi uma carta (não vou lê-la toda), mas é uma carta do Pe. Schmidberger, Pe. Aguagnier, Pe. Messin, Pe. Preto, Pe. Sposito --todos esses grandes superiores da Fraternidade em 1988 -- todos esses superiores escreveram uma carta logo após as consagrações, quando o papa lançou a falsa e inválida excomunhão ao Arcebispo Lefebvre e os quatro bispos. Este era o espírito da Fraternidade. Aqui está, era assim... Eles escreveram para Roma e disseram: "Nós nunca quisemos pertencer ao sistema que se chama Igreja conciliar e que define-se com a Missa Novus Ordo, o Ecumenismo que leva ao Indiferentismo e a laicização de toda a sociedade. Sim, não temos parte e não queremos nenhuma parte com o panteão das religiões de Assis. Nossa própria excomunhão, por um decreto de Vossa Eminência (o Cardeal Gantin), ou de outra congregação Romana só seria a prova irrefutável disso. Não há nada melhor do que podermos pedir para ser declarados fora de comunhão com este espírito adúltero que foi soprado na Igreja nos últimos 25 anos. Nada melhor do que pedirmos para ser declarados fora desta comunhão ímpia dos ímpias. Acreditamos no Deus Único, Nosso Senhor Jesus Cristo, com o Pai e o Espírito Santo, e que será sempre fiel à sua única esposa: a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja Romana."

ATÉ JULHO, ESTE ERA O ESPÍRITO DA FRATERNIDADE  DE SÃO PIO X.

E mais: "Ser publicamente associado a esta sanção que é infligida sobre os seis bispos Católicos, defensores da fé em sua integridade e totalidade, seria para nós um sinal de honra e ortodoxia perante todos os fiéis. Eles têm, de fato, o estrito direito de saber que os padres que os servem não estão em comunhão com a falsa igreja promovendo a evolução, o pentecostalismo, e sincretismo. Em união com esses fiéis, fazemos nossas palavras as do profeta: "Prepare seu coração para servir o Senhor e somente o Senhor. Ele irá livrá-lo das mãos de seus inimigos. Com todo seu coração retorne a Ele e tire de seu meio os deuses estranhos".

E esse ERA o espírito. Agora eles estão dizendo: "Estamos em 2012, e não em 1988; Roma está mudando; temos que fazer este acordo." 

Os líderes não estão dizendo --certamente não o superior geral--  que o acordo está abortado. Para ele, está mais vivo do que nunca. Mas isso é apenas o sintoma. As idéias, a pressão, já estão lá! E eu sei, eu sou um sacerdote da Fraternidade, eu ainda estaria (inaudível).  A pressão se encontra lá com a finalidade de não deixar se falar nada contra o falso acordo com Roma modernista.

Você poderá se perguntar o "porque de toda essa politicagem? O porque de toda essa legalização? De toda essa conversa? Por que não podemos nos dar bem e pronto?" Porque submeter-se a Roma modernista coloca sua alma em perigo de fogo eterno do inferno, e as almas dos sacerdotes, as almas das freiras e os monges; pois 9 a 11 grupos tradicionais se submeteram a Roma modernista antes de nós-- isso significa comprometer: A perda da fé. Se você perder o estado de graça, você ainda pode salvar sua alma. Se você perder a fé, você não pode salvar sua alma. É por isso que essa batalha é tão grave, e é por isso que vamos rezar para que mais padres e bispos dentro da Fraternidade se levantem contra isso, porque isso significa a salvação da verdadeira Missa, a verdadeira Fé, a verdadeira doutrina. E se não levantarmos-nos e não lutarmos, não vai haver fogo do céu, mas feliz de você, feliz de você! Você continuará batalhando. Os Cristeros levantaram-se para lutar! Os Católicos Vendee levantaram-se para lutar! Os católicos da Irlanda levantaram-se para lutar! Será que eles ganharam? Eles não venceram, mas aos olhos de Deus, houve uma colheita de mártires, guerreiros e santos que encheram o céu, essa é a verdadeira vitória.


Vamos rezar ao Coração Imaculado de Maria, para que permanecermos fiéis e mantermos nossas mentes limpas, e mantermos forte a doutrina que foi entregue a nós pelos apóstolos, pelos papas e pelo Arcebispo Lefebvre.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, amém.

Viva Cristo Rey!




29/04/2012

Bispo Williamson em alta definição... dos erros modernos!

É com prazer que disponibilizo aos leitores do blog, uma séria de vídeos legendados para o Português; a começar com ninguém menos que: Dom Williamson!

17/05/2010

A insônia do Papa


A radical incompreensão de Roma Conciliar em relação ao que o movimento Tradicional Católico representa, foi realçado mais uma vez em Paris, quarta-feira passada, quando o Cardeal Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e com os judeus, deu uma conferência a imprensa. A partir do relatório Reuters deixe-me citar o mais fielmente possível o que o Cardeal pensa, resumido em cinco proposições, e, em seguida, comentar.

1) As discussões doutrinárias, atualmente acontecendo a cada dois meses, entre quatro teólogos de Roma, e um bispo e três padres da Sociedade de São Pio X, não está sendo fácil.

2) O principal problema é o conceito de tradição. "Nós queremos uma tradição viva ou uma tradição petrificada? perguntou o Cardeal.

3) Ele disse que é favor desse diálogo com a FSSPX, mas que tem de ser nas condições de Roma e não nas da FSSPX.

4) Caso um acordo seja alcançado, a FSSPX terá que fazer concessões e aceitar as reformas Conciliares.

5) Sem um acordo, a FSSPX não terá status oficial, seus sacerdotes não serão reconhecidos como padres católicos, nem serão permitidos exercerem os seus ministérios.

(1) É claro que não é fácil conciliar 2 + 2 = 4 (Tradição e FSSPX), com 2 + 2 = 4 ou 5 (Concílio Vaticano II e Roma Conciliar). Estamos na presença de duas concepções profundamente diferentes de aritmética, assim como de duas concepções profundamente diferentes da Verdade Católica.

(2) 2 + 2 = 4 é verdade, imutável e inalterável, portanto, "tradicional". 2 + 2 = 4 ou 5 é uma nova aritmética, mais "viva" do que nunca, ainda que totalmente irreal, e por isso, de forma alguma, tradicional.

(3) Se alguém está discutindo a verdadeira aritmética, será no termo da verdadeira aritmética e não sobre os termos de quaisquer das partes que estão a discutir; mesmo que uma das partes se posicione nesses termos.

(4) Quem é que quer ou precisa chegar a um acordo em que 2 + 2 = 4 ou 5 (Vaticano II)? Somente os vendedores de fantasia que não se importam mais com a verdadeira aritmética!

(5) Se o "status oficial", o "reconhecimento como sacerdotes" e a "autorização pra ministrar" dependem da aceitação de que 2 + 2 pode ser 4 ou 5, então todos esses "status", "reconhecimento" e "permissão", estarão sendo comprados pelo preço da Verdade. Mas se eu vender a Verdade, como eu ainda poderei pregá-la? E se já não posso pregar a verdade, que tipo de padre poderei ser, com que tipo de ministério?

Portanto, para concluir, não é apenas na "tradição", mas na própria natureza da verdade que esses romanos e a FSSPX se separam. Alterando a verdade, esses romanos perderam a verdade, de fato eles estão, pelo menos objetivamente falando, assassinando-a, como Macbeth "assassina o sono" (II, 2). Com efeito, o artigo Reuters o Papa é citado como tendo dito que o problema da FSSPX anda "roubando seu sono". Santo Padre, acredito que a verdade está muito acima da FSSPX, que nada mais é que um dos seus pequenos e momentâneos defensores. Cada um de nós na FSSPX deseja-lhe todo tipo de bem, especialmente para dormir bem. Não é a FSSPX, mas a Verdade assassinada, que anda deixando-o acordado durante a noite.



Kyrie Eleison

21/09/2009

Dom Williamson e as discussões difíceis (Parte III)


Duas objeções ao próprio princípio da Fraternidade São Pio X entrando, possivelmente em breve, nas discussões doutrinais com as autoridades da Igreja em Roma, ajudam a enquadrar a natureza, propósito e limitações de tais discussões. A primeira objeção diz que a Doutrina Católica não é para ser discutida. A segunda diz que nenhum Católico pode presumir discutir com representantes do Papa em pé de igualdade. Ambas as objeções aplicam-se em circunstâncias normais, mas as de hoje não são normais.

Quanto a primeira objeção, é claro que a imutável e imutada doutrina Católica não é discutível. O problema é que o Vaticano II empreendeu mudá-la. Por exemplo, pode, ou deve um Estado Católico tolerar a prática pública de falsas religiões? A Tradição Católica diz "pode", mas apenas para evitar um mal maior ou alcançar um bem maior. O Vaticano II diz "deve", em todas as circunstâncias. Mas se Jesus Cristo é reconhecivelmente o Deus encarnado, então nada além de "pode" é verdadeiro. Pelo contrário, se "deve" é verdadeiro, então Jesus Cristo não pode ser necessariamente reconhecível como Deus. O "pode" e o "deve" estão distantes como ser Jesus Cristo Deus por divina natureza ou por escolha humana; ou seja, entre Jesus ser, ou não ser, objetivamente, Deus!

Ainda que as autoridades Romanas afirmem que a Doutrina do Vaticano II não representa ruptura com o dogma Católico, mas sim seu desenvolvimento contínuo. A menos, então - tomara Deus que não!-- que a FSSPX abandone também o dogma Católico, ela não discutirá com essas autoridades se Jesus é Deus, não se trata de por em discussão a doutrina Católica, mas sim esperar persuadir quaisquer Romanos com ouvidos abertos que a doutrina do Vaticano II é gravemente contraposta à doutrina Católica. A esse respeito, mesmo que o sucesso da FSSPX se mostrasse mínimo, ainda se consideraria que fora seu dever dar testemunho da Verdade.

Mas os Romanos podem replicar: "Nós representamos o Papa. Como ousam presumir uma discussão conosco?" É a segunda objeção e para todos aqueles que pensam que a Roma Conciliar está na Verdade, a objeção parece válida. Mas é a Verdade que faz Roma e não Roma que faz a Verdade. Nosso Senhor mesmo repetidamente declara no Evangelho de S. João que sua doutrina não é sua mas de Seu Pai(Ex. Jo. 7, 16). Mas se a Doutrina Católica não compete a Jesus mudar, quão menos competirá a seu Vigário mudar, i.e., o Papa! Se então o Papa, por seu livre-arbítrio dado por Deus, escolhe se apartar da Doutrina Católica, no tocante a essa medida ele depôs seu status de Papa e nesse tocante apenas -- ele continua o Papa -- ele se coloca e/ou seus representantes abaixo de quem permanecer fiel à Doutrina do Divino Mestre.

Portanto o mesmo status na discussão com o Papa reside na medida em que ele se aparta da Verdade, qualquer Católico a assume, sendo fiel à Fé. Como de maneira célebre disse uma vez Monsenhor Lefebvre diante das Autoridades Romanas que o interrogavam por sua dissensão com o Papa Paulo VI, "Eu que devia estar interrogando vocês!" Defender a Verdade de Deus Pai é o orgulho e a humildade, a vocação e a glória da pequena FSSPX do Arcebispo. Se as discussões com Roma significarem o menor perigo que seja da FSSPX ser infiel à sua vocação, então não deveria haver discussões.

Kyrie Eleison.

Londres, Inglaterra

06/09/2009

Dom Williamson e as discussões difíceis

Discussões difíceis (Parte I)

Do Bispo Tissier de Mallerais falando em Paris, ouvimos os termos fixados para as discussões doutrinais que darão lugar entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e as autoridades da Igreja em Roma. As discussões serão por escrito, o que é sábio, a medida que há menos espaço para a paixão e mais tempo para pensar. Também não serão feitas em público, uma provisão com que melhor elimina a "torcida" para ambas as partes, por outro lado é saber jogar enquanto público, porque lá não haverá público presente.

De Roma ouvimos que o impulso ao entendimento Roma-FSSPX gerado pela "recomunhão" dos quatros bispos da FSSPX em Janeiro pelo o Papa, foi seriamente interrompida pela a desconfiança gerada pela a mídia no tumulto de Janeiro a Fevereiro, tumulto no qual eu fui designado a termina-lo. Ainda subjetivamente falando, existe evidentemente uma boa vontade por parte do Papa em relação a FSSPX, e não má vontade por parte da FSSPX em relação a pessoa do Santo Padre.

O problema para essas discussões é que, objetivamente falando, como em qualquer uma das partes pode haver uma certa relutância em admitir, nós estamos na presença de uma irreconciliável batalha entre a religião de Deus e a religião do homem. O Vaticano II é o misto dos dois, onde predomina a religião do homem. Digamos que Bento XVI quer combinar o Vaticano II com a Tradição Católica. Que é ainda a religião do homem por um quarto. Suponhamos agora que a FSSPX e Bento XVI estão de acordo em chegar a metade do caminho com as duas. Ainda representaria uma oitava da religião do homem misturada com sete oitavas da religião de Deus, que aos efeitos de Deus Altissímo seria ainda um predominante oitavo.

Porque assim como se leva uma pequena desprorpocionalidade entre a água misturada a um tanque cheio de gasolina (ou petróleo) para evitar a morte de um motor de carro, então leva uma pequena mistura de idolatria para evitar a morte da verdadeira religião de Deus. O Senhor Deus nos diz, Ele é um Deus ciumento (Exod. XX, 5; etc.), e não tolerará nenhum deus falso ao Seu lado. Ninguém na FSSPX poderá ser tentado a cultuar com os neo-modernistas, como qualquer neo-modernista poderá desejar cultuar com os católicos. O Profeta Elias no Antigo Testamento disse a hesitação dos israelitas, "Quão distante vós estareis dos dois lados? Se é o Senhor Deus, seguem-O: mas se for Baal, no entanto seguem-o." Escritura (III Reis, XVIII, 21) e continua , "O povo não respondeu uma palavra".

Subjetivamente, os israelitas querem estar dos dois lados. Objetivamente, isso é impossivel. Para nós também. Kyrie Eleison.


Discussões Difíceis (Parte II)

Qual o melhor resultado que se pode esperar, e qual o pior que se deve temer, das "discussões doutrinais" que em teoria começarão entre a Igreja majoritária a Fraternidade São Pio X este outono em Roma? Na prática a separação doutrinal entre o Conciliarismo e o Catolicismo da Fraternidade é tão fundamental (podem ou não podem 2 mais 2 darem 4 e também 5?) que as "discussões" podem nem mesmo começar. Entretanto, supondo que os representantes sentem-se dos dois lados da mesma mesa, o que se pode esperar?

Salvo por um estupendo milagre de Deus, não há, humanamente falando, esperança de forma nenhuma de que os Romanos abandonem sua devoção a Vaticano II, de que o Concílio cuja letra mistura a religião de Deus e a do homem enquanto que seu espírito é definitivamente a religião do homem. Por mais de 40 anos o clero controlando a Igreja foi possuído pela convicção de que a Religião de Deus precisa ser adaptada ao homem moderno, e nada indica que eles estejam prestes a abandonar coletivamente sua "combinazione" mortal, muito pelo contrário. Vejam, por exemplo, a última Encíclica do Papa, "Caridade na Verdade".

Portanto o máximo que se pode esperar da parte dos Romanos é que um punhado dentre eles reagirá positivamente à Verdade Católica posta diante deles pela FSSPX, provavelmente de forma privada -- possam eles salvar suas almas! Da parte da FSSPX, na melhor das hipóteses, ela terá dado testemunho da Verdade na instância mais alta da Igreja onde isso mais importa, e mesmo que isto nesse alto foro faça pouco ou nenhum bem aparente, ainda assim pode-se esperar que um relato franco das discussões apresentado posteriormente a todos os Católicos de boa-vontade pode reforçar o apego à doutrina através da qual Católicos são Católicos, e fortalecer seu senso comum Católico de que, naturalmente e sobrenaturalmente, 2 mais 2 são 4 e nada mais.

O que se poderia temer, por outro lado, é que a primazia da doutrina seja borrada pelos feitiços do outono Romano. "Quem se deita com cachorros romanos levanta com pulgas púrpuras", diz um provérbio (inventado por um amigo). A tentação para a FSSPX, especialmente se Roma acenar tanto o açoite de outra condenação como a cenoura de reconhecimento diante do nariz de um jumento ainda açoitado, será planar sobre o abismo doutrinal e assentar-se sobre algum tipo de "acordo prático"; através do qual a FSSPX, desde já muito grata a Bento XVI, receberia status jurídico dentro da Igreja burocrática em troca da concordância (ainda que tácita) de parar de atacar seu Conciliarismo.

Entretanto, tal entendimento seria o começo do fim. O fim não da defesa da Fé, mas do fim da defesa da Fé feita pela FSSPX; pois como sabia o comunismo à moda antiga sabia, nunca se deve enfrentar Católicos em doutrina, onde os Católicos são mais fortes. Ao invés, sua estratégia era propor algum tipo de acordo prático pelo qual os Católicos passariam por sobre a doutrina e apenas cooperariam em ação com os comunistas. Como o Comunismo sempre soube, o resto viria depois...

Kyrie Eleison.

Londres, Inglaterra

05/05/2009

Carta do Superior Geral Nº 74 aos amigos e benfeitores

Queridos amigos e benfeitores:


Quando lançamos uma nova cruzada do Rosário com ocasião de nossa peregrinação a Lourdes em outubro passado, não contávamos, certamente, com ma resposta tão rápida do Céu ao nosso pedido. Com efeito, assim como sucedeu com nossa primeira petição, à qual Nª Senhora tinha respondido tão eficazmente por meio do Vigário de Cristo e deu Motu Proprio sobre a Missa tradicional, quis Nª Sra conceder-nos uma segunda graça ainda mais rapidamente: no transcurso de uma visita a Roma em janeiro, quando entreguei o ramalhete de 1.703.000 terços rezados pelas intenções do Sumo Pontífice, recebia das mãos do Cardeal Castrillón Hoyos o decreto de remissão das “excomunhões”.

Tínhamos pedido desde 2001 como sinal de boa vontade da parte do Vaticano para com o movimento tradicional, porque desde o Concílio tudo o que é e quer ser tradicional na Santa Igreja sofre uma perseguição atrás da outra, ato o ponto de negar-lhe o direito de cidadania. Isto, obviamente, destruiu em parte ou completamente a confiança nas autoridades romanas. Enquanto esta confiança não for parcialmente —dizia então— nossas relações seguiriam mínimas.

A confiança não é somente um bom sentimento; é o fruto que nasce naturalmente quando vemos nestas autoridades os pastores que têm em conta o bem de tudo o que chamamos “a Tradição”. E nossos pré-requisitos foram formulados neste sentido.

É impossível, de fato, compreender nossa posição e nossa atitude frente à Santa Sé se não se quer incluir a percepção do estado de crise em que se encontra a Igreja. Não se trata de algo superficial nem de uma visão pessoal. Estamos diante de uma realidade independente de nossa percepção, admitida de vez em quando pelas mesmas autoridades e comprovada muitas vezes pelos fatos. Esta crise tem muitos aspectos, variados, em ocasiões profundas, outras vezes circunstanciais e todos nós a sofremos.

Os fieis se sentem mal impressionados pelas cerimônias da nova liturgia —que com freqüência são escandalosas— e pela pregação habitual, que no campo moral, se ensinam coisas completamente contrárias à doutrina multissecular da Igreja e do exemplo dos Santos. Freqüentemente os pais de família tiveram que comprovar, com enorme dor, a perda da fé de seus filhos confiados a institutos católicos de formação, ou lamentar sua quase total ignorância da doutrina católica por falta de um catecismo sério. Um número incalculável de religiosos, depois das revisões de suas Constituições e da reciclagem post-conciliar, manifesta uma perda do espírito evangélico, em particular do de renúncia, a pobreza e o sacrifício; perda que teve como conseqüência quase imediata uma diminuição tal de vocações que muitas Ordens e Congregações fecham seus conventos um depois do outro ou simplesmente desaparecem. Em muitas dioceses a situação é igualmente dramática.

Tudo o que foi dito constitui uma unidade coerente e não aconteceu por casualidade, mas depois de um concilio que quis ser reformador, adaptando a Igreja ao gosto da época. Somos acusados de ver uma crise onde não há ou de atribuir falsamente a este concilio conseqüências que, a pesar de tudo, são desastrosas, extremadamente graves e que qualquer pessoa pode comprovar, ou ainda de aproveitar esta situação para justificar uma atitude incorreta de rebelião ou de independência.

No entanto, tomemos os textos dos Santos Padres da Igreja, do Magistério, da liturgia, da teologia, ao longo de todos os tempos e acharemos uma unidade à qual aderimos de todo o nosso coração. E esta unidade doutrinal é fortemente contradita pelas linhas de conduta atuais. Nós não inventamos uma ruptura; infelizmente ela existe com clareza. Basta ver o modo como nos tratam alguns episcopados, inclusive depois que retiraram o decreto das excomunhões, para comprovar o quanto é profundo o repúdio dos modernistas diante de tudo o tem sequer uma aparência de Tradição, a tal ponto que é impossível não dar a este repúdio o nome de ruptura com o passado.

Sim, do mesmo modo que nos surpreendemos pela publicação do decreto do dia 21 de janeiro, assim também pela violência da reação dos progressistas e da esquerda em geral contra nós. É verdade que encontraram a desejada oportunidade nas pouco felizes declarações de Dom Willamson e através de uma injusta amalgama, puderam maltratar nossa Fraternidade como um bode expiatório. Na realidade fomos um simples instrumento na luta muito mais importante: a da Igreja, que com razão leva o título de “militante”, contra os espíritos perversos que infestam os ares como diz São Paulo.

Certamente, não hesitamos inserir nossa história na grande história da Igreja, na dessa luta titânica pela salvação das almas já anunciada no Gênesis e descrita de modo cativante no Apocalipse de São João. Com freqüência esta luta se mantêm a nível espiritual, às vezes, passa da esfera dos espíritos e das almas à dos corpos e se transforma em visível, como nas perseguições abertas.

Através do que aconteceu nestes últimos meses é preciso reconhecer um momento mais intenso desta luta. E é muito claro que aquele que está na mira é o Vicário de Cristo, no seu empenho de iniciar uma certa restauração da Igreja. Teme-se por uma aproximação da Cabeça da Igreja e o nosso movimento, teme-se uma perda dos resultados do Vaticano II, e se põem tudo em movimento para neutralizá-la. O que pensa o Papa realmente a este respeito? Onde ele se situa? Os judeus e os progressistas lhe exigem que escolha: ou eles ou nós… a ponto de que a Secretaria de Estado não teve melhor idéia do que pôr como condição necessária para nosso reconhecimento canônico, a aceitação completa do que consideramos como a fonte principal dos problemas atuais e aos quais nos opomos sempre…

Tanto eles como nós estamos obrigados ao juramento antimodernista e submetidos às outras condenações da Igreja. Por isso não aceitamos abordar o Concílio Vaticano II a não ser sob a luz destas declarações solenes (profissões de fé e juramento antimodernista) feitas diante de Deus e da Igreja. E se aparece uma incompatibilidade, então necessariamente o errado são as novidades. Contamos com as discussões doutrinais anunciadas para por estes pontos em evidência o mais profundamente possível.

Aproveitando da nova situação depois do decreto sobre as excomunhões, que não mudou em nada a situação canônica da Fraternidade, muitos bispos tentam impor-nos um círculo quadrado, exigindo uma obediência à letra do Direito Canônico, como se estivéssemos perfeitamente regularizados, quando, ao mesmo tempo, nos declaram canonicamente inexistentes! Um bispo alemão já anunciou que antes do fim do ano a Fraternidade voltará a estar fora da Igreja… Perspectiva encantadora! A única solução possível, além do que é a que tínhamos pedido, é a de uma situação intermediaria, inevitavelmente incompleta e imperfeita a nível canônico, mas que seja aceita como tal, sem jogar no nosso rosto a acusação constante de desobediência e rebeldia, e sem impor-no proibições intoleráveis; porque, a fim de contas, o estado anormal em que se encontra a Igreja e que nós chamamos “estado de necessidade” volta a ser demonstrado pela atitude e palavras de certos bispos em relação ao Papa e a Tradição.

Para aonde caminharão as coisas? Não sabemos. Mantemos nossa proposta de que se aceite a nossa posição atual imperfeita como provisória, abordando finalmente as discussões doutrinais anunciadas e esperando que alcancem bons frutos.

Num caminho tão difícil, diante de oposições tão violentas, lhes pedimos queridos fiéis recorrer à oração mais uma vez. Achamos que é o momento indicado para lança uma ofensiva de maior envergadura, profundamente enraizada na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, na que Ela mesma promete um resultado feliz, pois que anunciou que ao final o seu Imaculado Coração triunfará. Nós lhe pedimos este triunfo através dos meios que Ela mesma pediu: a consagração, pelo Pastor Supremo e todos os bispos do mundo católico, de Rússia ao seu Coração Imaculado, e a propagação da devoção ao Seu Coração Doloroso e Imaculado.

Por isso nós queremos Lhe oferecer com este fim, daqui até o dia 25 de março de 2010, um buquê de 12 milhões de terços, como uma coroa de outras tantas estrelas à sua volta, acompanhado de uma suma equivalentemente importante de sacrifícios quotidianos que nós teremos o cuidado de realizá-los principalmente no cumprimento fiel do nosso dever de estado, e com a promessa de propagar a devoção ao seu Coração Imaculado. Ela mesma apresenta isto como o fim das suas aparições em Fátima. Estamos intimamente persuadidos de que se seguimos com atenção o que Ela nos pede, alcançaremos muito mais do que não ousaríamos esperar, e principalmente que nós asseguramos nossa salvação aproveitando das graças que Ela prometeu.


Pedimos, portanto aos nossos padres também um esforço particular para facilitar aos fiéis esta devoção, pondo o acento não somente na comunhão reparadora dos primeiros sábados do mês, mas também movendo os fiéis a viver uma intimidade mais profunda com Nossa Senhora, consagrando-se ao seu Coração Imaculado. Seria conveniente conhecer melhor e aprofundar a espiritualidade do grande arauto da Imaculada, o Padre Maximiliano Kolbe.

Neste ano cumprimos 25 anos da consagração de nossa Fraternidade ao Coração Imaculado. Nós queremos renovar esta feliz iniciativa do Padre Schmidberger pondo aí toda nossa alma e reavivando no nosso coração este espírito. É evidente que não temos a intenção de indicar à Divina Providência o que Ela deveria fazer; mas, nos exemplos dos Santos e da própria Sagrada Escritura vemos que os grandes desejos podem precipitar de maneira impressionante os desígnios de Deus. É com esta audácia que hoje confiamos esta intenção ao Coração Imaculado de Maria, pedindo-Lhe que nos receba a todos sob a sua maternal proteção. Que Deus os abençoe abundantemente!

Na festa da Ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo,

+ Bernard Fellay

Winona, Páscoa de 2009

http://www.fsspx-sudamerica.org/secciones/carta74portu.html

03/03/2009

Carta dos 4 Bispos da FSSPX ao Santo Papa

À Sua Santidade, o Papa Bento XVI

Santíssimo Padre,

É em ação de graças que desejamos exprimir a V. Santidade nosso profundo
reconhecimento pelo ato de Sua paternal bondade e de Sua Coragem apostólica, pela qual Ela tornou ineficaz a medida que nos atingiu há vinte anos atrás, em conseqüência de nossa sagração episcopal. Vosso decreto de 21 de janeiro de 2009 reabilita de alguma maneira o venerado fundador de nossa Fraternidade Sacerdotal, Sua Exa. Dom Marcel Lefebvre. Ele proporciona também, ao que nos parece, um grande benefício à Igreja, fazendo justiça aos padres e aos fiéis do mundo inteiro que, ligados à Tradição da Igreja, não serão mais injustamente estigmatizados por terem mantido a fé de seus pais.

É devido a esse combate da fé que asseguramos a V. Santidade, como é vosso desejo, de "não poupar nenhum esforço para aprofundar nas conversações necessárias com a Autoridade da Santa Sé sobre as questões ainda abertas". Queremos, com efeito, começar, desde que possível, junto com os representantes de V. Santidade, as tratativas concernentes às doutrinas em oposição ao Magistério de sempre.

Por esse caminho ainda necessário que V. Santidade evoca, esperamos ajudar a Santa Sé a dar o remédio apropriado para a perda da fé no interior da Igreja.

A Imaculada Virgem Maria tem, visivelmente, guiado os passos de V. Santidade ao nosso encontro, ela Vos manterá sua graciosa intercessão. É com essa segurança que pedimos filialmente ao Pastor universal abençoar quatro de seus filhos mais ligados ao Sucessor de Pedro e à sua missão de apascentar os cordeiros e as ovelhas do Senhor.

Menzingen, 29 de janeiro de 2009, festa de São Francisco de Sales

+ Bernard Fellay
+ Bernard Tissier de Mallerais
+ Richard Williamson
+ Alfonso de Galarreta

[Tradução: Montfort. Texto em francês em LaPorteLatine]

26/02/2009

Novos pedidos de desculpas de +Williamson


O Santo Papa e meu superior, Bispo Bernard Fellay, pediram que eu reconsiderasse as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas conseqüências foram muito pesadas.

Observando essas conseqüências eu posso dizer verdadeiramente que eu lamento por ter feito tais observações, e que se eu soubesse antemão o dano e a ferida que elas (declarações) gerariam, especialmente à Igreja, mas também aos sobreviventes e aos parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as fariam.

Na televisão sueca eu dei somente uma opinião (… " eu acredito" … " eu acredito" …) de um não-historiador, uma opinião formada 20 anos atrás com base na evidência disponibilizada na época e raramente expressada ao público desde então. Entretanto, os eventos das recentes semanas e do conselho de membros da Sociedade de St. Pius X persuadiram-me de minha responsabilidade para muita aflição causada. Á todas as almas que honestamente se escandalizaram com que eu disse perante Deus eu peço desculpas.

Como o Santo Papa disse, cada ato de injusta violência contra um homem fere toda a humanidade.

+Richard Williamson Londres 26 fevereiro 2009

24/02/2009

Triste cena: fotos de Monsenhor Williamson no aeroporto ao deixar a Argentina rumo á Inglaterra

"beati qui persecutionem patiuntur propter justitiam quoniam ipsorum est regnum cælorum"

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! "