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05/06/2012

O conselho foi dado, mas esse valeria até ser comprado!


Transcrevo, abaixo, parte do sermão do Padre Joseph Pffeifer aonde ele relata um conselho vindo da onde menos se espera: De uma pessoa, que ainda há pouco, assinava um acordo com Roma Modernista; Padre Laguérie, Superior do Instituto do Bom Pastor.

Eis o magnífico relato:

Você sabe que o Padre Laguérie, Superior do Instituto Bom Pastor, que foi fundado em 2006, telefonou há um mês atrás para o Padre Cacqueray. Padre Cacqueray é o Padre francês que esteve aqui (Filipinas). Em 2006, o Padre Laguérie estava em sua Igreja e ele não iria sair dela (mesmo querendo o acordo que, até então, a FSSPX era totalmente contra). Foi quando o Padre Cacqueray entrou em sua Igreja, sozinho. Ele caminhou até o corredor central rodeado por 250 pessoas que estavam ouvindo Padre Laguérie. Ele foi a frente de todas essas pessoas e disse ao Padre Laguérie, "Saia desta Igreja, esta Igreja é da FSSPX. Você não está seguindo nossas regras, já para fora! E vocês (fiéis), saiam!" Padre Laguérie, então, replicou: "Estou feliz porque você veio até a mim como um homem, falou comigo como homem e me condenou também como um homem. Eu vou sair." E ele saiu.

Seis anos mais tarde Padre Laguérie telefona para o Padre Cacqueray. "Padre, lembra de mim? Eu sou o Padre que você, de maneira correta, colocou para fora; como devia ser mesmo feito. E eu estou lhe dizendo, não faça um acordo com Roma! Eu fiz. Nós fizemos um acordo há seis anos atrás e agora eles estão esmagando-nos. Você viu o documeto de 23 de Março (2012) aonde o Cardeal Pozzo, o Palhaco (trocadilho do Padre Pffeifer ou Padre Laguérie), ordena-nos a viver segundo o espírito do Summorum Pontificum, que temos que aceitar a Missa Nova, que temos que incorporar o (Novo) Catecismo da Igreja Católica em nossos seminários, que temos que ensinar o Modernismo e esse lixo em nossos seminários. Estamos encurralados. Mas eles nos garantiram há seis anos atrás, "não exigimos nenhuma condição." Eu estou te ligando por causa do respeito que tenho por você, porque você me tratou como homem. Por isso estou lhe dizendo isso."




Então, Padre de Cacqueray, Superior Geral da FSSPX na França, passou a mensagem para Dom Fellay.

17/05/2010

A insônia do Papa


A radical incompreensão de Roma Conciliar em relação ao que o movimento Tradicional Católico representa, foi realçado mais uma vez em Paris, quarta-feira passada, quando o Cardeal Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e com os judeus, deu uma conferência a imprensa. A partir do relatório Reuters deixe-me citar o mais fielmente possível o que o Cardeal pensa, resumido em cinco proposições, e, em seguida, comentar.

1) As discussões doutrinárias, atualmente acontecendo a cada dois meses, entre quatro teólogos de Roma, e um bispo e três padres da Sociedade de São Pio X, não está sendo fácil.

2) O principal problema é o conceito de tradição. "Nós queremos uma tradição viva ou uma tradição petrificada? perguntou o Cardeal.

3) Ele disse que é favor desse diálogo com a FSSPX, mas que tem de ser nas condições de Roma e não nas da FSSPX.

4) Caso um acordo seja alcançado, a FSSPX terá que fazer concessões e aceitar as reformas Conciliares.

5) Sem um acordo, a FSSPX não terá status oficial, seus sacerdotes não serão reconhecidos como padres católicos, nem serão permitidos exercerem os seus ministérios.

(1) É claro que não é fácil conciliar 2 + 2 = 4 (Tradição e FSSPX), com 2 + 2 = 4 ou 5 (Concílio Vaticano II e Roma Conciliar). Estamos na presença de duas concepções profundamente diferentes de aritmética, assim como de duas concepções profundamente diferentes da Verdade Católica.

(2) 2 + 2 = 4 é verdade, imutável e inalterável, portanto, "tradicional". 2 + 2 = 4 ou 5 é uma nova aritmética, mais "viva" do que nunca, ainda que totalmente irreal, e por isso, de forma alguma, tradicional.

(3) Se alguém está discutindo a verdadeira aritmética, será no termo da verdadeira aritmética e não sobre os termos de quaisquer das partes que estão a discutir; mesmo que uma das partes se posicione nesses termos.

(4) Quem é que quer ou precisa chegar a um acordo em que 2 + 2 = 4 ou 5 (Vaticano II)? Somente os vendedores de fantasia que não se importam mais com a verdadeira aritmética!

(5) Se o "status oficial", o "reconhecimento como sacerdotes" e a "autorização pra ministrar" dependem da aceitação de que 2 + 2 pode ser 4 ou 5, então todos esses "status", "reconhecimento" e "permissão", estarão sendo comprados pelo preço da Verdade. Mas se eu vender a Verdade, como eu ainda poderei pregá-la? E se já não posso pregar a verdade, que tipo de padre poderei ser, com que tipo de ministério?

Portanto, para concluir, não é apenas na "tradição", mas na própria natureza da verdade que esses romanos e a FSSPX se separam. Alterando a verdade, esses romanos perderam a verdade, de fato eles estão, pelo menos objetivamente falando, assassinando-a, como Macbeth "assassina o sono" (II, 2). Com efeito, o artigo Reuters o Papa é citado como tendo dito que o problema da FSSPX anda "roubando seu sono". Santo Padre, acredito que a verdade está muito acima da FSSPX, que nada mais é que um dos seus pequenos e momentâneos defensores. Cada um de nós na FSSPX deseja-lhe todo tipo de bem, especialmente para dormir bem. Não é a FSSPX, mas a Verdade assassinada, que anda deixando-o acordado durante a noite.



Kyrie Eleison