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16/05/2012

O que devemos pensar sobre a Fraternidade São Pedro? (Série contradições)

Desde a introdução dos novos ritos sacramentais, Roma não havia permitido a nenhuma fraternidade ou congregação religiosa o uso exclusivo dos ritos antigos. Então, em 30 de junho de 1988, o arcebispo Dom Lefebvre consagrou quatro bispos para garantir a sobrevivência do sacerdócio e dos sacramentos tradicionais e especialmente da missa tradicional em latim. De repente, no prazo de dois dias, o Papa João Paulo II reconheceu (Ecclesia Dei Afflicta, 02 de julho de 1988), a “legítima aspiração” (ao tradicionalismo) daqueles que não apoiassem a posição de Dom Lefebvre e ofereceu dar a eles o que sempre houvera recusado ao arcebispo. Cerca de dez padres da FSSPX aceitaram esta “boa vontade” e se separaram para fundar a Fraternidade São Pedro (FSSP).
A Fraternidade São Pedro está fundamentada sobre princípios mais do que questionáveis, pelas seguintes razões:

1. Ela admite que a Igreja Conciliar tem o poder para:

• desaparecer com a missa de todos os tempos (já que o Novus Ordo Missae não é outra forma dela),

• concedê-la somente a aqueles que aceitem as românticas orientações da mesma Igreja Conciliar (na vida, crença, estruturas),

• declarar não-católicos aqueles que negam tal poder por palavra ou ação (Uma interpretação de “Todos devem estar cientes de que a adesão formal ao cisma [de Dom Lefebvre] é uma ofensa grave contra Deus e inflige pena de excomunhão.” Ecclesia Dei Afflicta), e,

• professar-se de certa maneira em comunhão com quem quer que se chame “cristão”, e ainda assim declarar-se fora da comunhão com os católicos cujo único crime é o de quererem permanecer católicos (Vaticano II, por exemplo, Lumen Gentium, § 15; Unitatis Redintegratio § 3º)


2. Na prática, os padres da Fraternidade, tendo recorrido a um bispo do Novus Ordo disposto a permitir os ritos tradicionais e disposto a ordenar seus candidatos, são forçados a abandonar a luta contra a nova religião que está sendo instalada:

• eles rejeitam o Novus Ordo Missae somente pelo fato de não ser sua “espiritualidade” e reivindicam a missa tradicional em latim somente em virtude de seu “carisma”, reconhecido pelo papa,

• eles procuram estar em boa relação com os bispos locais, elogiando-os ao menor sinal de espírito católico e silenciando sobre seus desvios modernistas (a menos talvez no caso de uma diocese onde eles não tenham esperanças de conseguir algo), ainda que por fazê-lo, acabem incentivando esses bispos em seu caminho errado, e

• observe, por exemplo, a aceitação de todo o coração pela Fraternidade do (Novo) Catecismo da Igreja Católica, a aceitação de professores do Novus Ordo em seus seminários, e aceitação dissimulada da ortodoxia do Vaticano II.

Eles são, portanto, católicos conciliares e não católicos tradicionais.

Sendo assim, assistir às suas missas significa:

• aceitar o compromisso sobre o qual eles se baseiam,

• aceitar a direção tomada pela Igreja conciliar e a consequente destruição da Fé e das práticas católicas, e

• aceitar, em particular, a solidez legal e doutrinária do Novus Ordo Missae e do Vaticano II.

É por isso que um católico não deve assistir às suas missas.



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Retirado e traduzido do Site do Distrito dos EUA (FSSPX)

http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1303

29/04/2012

Bispo Williamson em alta definição... dos erros modernos!

É com prazer que disponibilizo aos leitores do blog, uma séria de vídeos legendados para o Português; a começar com ninguém menos que: Dom Williamson!

25/06/2011

O que devemos pensar do Novo Catecismo da Igreja Católica (1992)?


Essa pergunta ilustra as fundamentais diferenças entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e os "tradicionalistas" conciliares ou conservadores. Esses últimos são frequentemente vistos defendendo tanto a Missa em Latin, como o "novo" Catecismo; mas não atacam abertamente nem o Novus Ordo Missae nem o Vaticano II. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por outro lado, defende o Catecismo Tradicional e consequentemente a Missa Tradicional em Latin, e, portanto, ataca o Novus Ordo Missae, Vaticano II e o "novo" Catecismo; pois todos esses minam, em maior ou menos grau, nossa imutável fé Católica.

Conservadores defendem o (novo)Catecismo da Igreja Católica por sua reafirmação dos ensinos silenciados ou rejeitados pelos escandalosos catecismos modernistas; já a FSSPX o rejeita porque tal catecismo é uma tentativa de formalizar e propagar os ensinos do Vaticano II. O Papa João Paulo II concorda com isso:

O Catecismo, também, foi indispensével (1), para que toda a riquesa do ensino da Igreja seguindo o Concílio Vaticano II pudesse ser preservado numa nova síntese e ser dado uma nova direção.(2)

Basta-nos considerar as 806 citações no novo catecismo retiradas do Vaticano II, um número que alcança a média de uma citação a cada três parágrafos e meio ao longo dos 2,865 parágrafos do catecismo.

As novidades do Vaticano II aparecem, particurlamente, nos parágrafos abaixo:

* Infectado com a dignidade do homem (§§225; 369; 1700; 1929...),

* a tal ponto que devemos ter esperanças quanto a salvação de todos os batizados (§§1682ff),

* ou mesmo não-Católicos (§818)

* ou daqueles que cometam suicídio (§2283),

* e de todos os não-batizados, seja adultos (§847),

* ou bebês (§1261)

* no qual é a base de todos os direitos (§§1738; 1930; 1935) incluindo o da liberdade religiosa (§§2106ff)

*e o motivo de toda moralidade (§1706; 1881; 2354; 2402; 2407; etc.),

* o comprometimento com o ecumenismo (§820f; 1399; 1401) porque todas as religiões são instrumentos de salvação (§§819; 838-843; 2104),

* colegialidade (§§879-885),

* ênfase exacerbada no apostolado dos fiéis (§§873; 1547; 1140ff, etc.),

Agora, assim como aquele que rejeita um só artigo de Fé perde a Fé, assim também ocorre com o professor que erra em um só ponto e se mostra falível, pondo assim o seu ensino em questão.

Assim como o Concílio Vaticano II não é autoridade para se mencionar mesmo aonde se propõe o ensino Católico (pois não se faz infalivelmente, nem claramente), esse catecismo não é uma autoridade do credo Católico por causa dos modernos desvios que ele contém.

Aqueles que defendem esse catecismo estão apoiando as inovações do Vaticano II.



(1) i.e., assim como no novo CDC 1983
(2) Papa João Paulo II, Crossing the Threshold of Hope, London, Jonathen Cape, 1994, p. 164.

Most questions asked about the Society of St. Pius X, (pags. 57 e 5); Angelus Press.