Ao ser indagado de maneira bem Fellayiana por um rapaz que pede minha expulsão num fórum por ter tido comparado D. Fellay á Dom Rifan, resolvi respondê-lo em forma de postagem para que isso sirva para outros projetos de ditadores e sufocadores da verdade, filhotes ilustres de Menzingen.
Segue, abaixo, a resposta.
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Você deveria estar espantado com os modernistas/fellayistas, isso sim. Quanto a ser expulso, quem deveria ser expulso é aquele que:
- Sempre pregou a RUPTURA do demoníaco CVII para agora dizer que "espera que o mesmo possa fazer parte da Tradição"...
- ou que a sempre condenada e condenável "Liberdade Religiosa do Concílio seja, na verdade, muito, muito, muito limitada"...
- que "muitas coisas que condenávamos do Concílio, na verdade, não é em si do Concílio e sim de sua interpretação"...
- que veste a carapuça de uma 'excomunhão' falsa, nula, e portanto, sempre inexistente
- que ignora o conselho dos outros 3 bispos, colegas de consagração
- que ignora todos os conselhos e rejeições de Ordens Religiosas ligadas a Fraternidade (i.e Dominicanos, Beneditinos, Carmelitas, etc.)
- que ignora genuínos conselhos feitos até por um Padre do IBP que disse-lhes que se assinarem como ele mesmo fez, estarão amordaçados
- que não cumpre sua palavra de que tais "debates teológicos" seriam feitos por cartas e não pessoalmente
- que usurpou os estatutos da Fraternidade, aonde declaram que os Superiores eleitos deverão ser padres e não bispos
- que não hesita em dar entrevistas escandalosas á modernistas canais "católicos" (i.e Salt & Light- Canada 2009; CNS - EUA 2012)
- que não retorna correspondências de preocupados padres da FSSPX ao redor do globo
- que não respeita seu bispo sênior, chegando ao ponto de chamá-lo de "urânio, pois é perigoso tê-lo como também é perigoso descartá-lo num canto de estrada"
- que retira de seu website official americano (sspx.org) inúmeros artigos que expunham os perfídios judeus
- que silencia e exila os chamados padres de linha dura, repondo-os por marionetes liberais
- que não percebe que os inúmeros 'católicos' que no presente momento derramam lágrimas de alegria por suas atitudes, são os mesmos que sempre o atacaram (A turma neo-conservadora)
- que transformou sua revista (Angelus), assim como seus websites, em protótipos de uma FSSP da vida
- que possui, no momento, mais fotos/quadros de B16 a venda em sua livraria de St. Mary's do que do Arcebispo Lefebvre e São Pio X juntos (quiçá em vários outros lugares)
- que venda seus próprios olhos em relação ao patente e gritante modernismo de B16, um modernista muito mais perverso que seu antecessor; explico-me:
* JPII convocou toda corja religiosa em Assis, mas B16 chamou não só a corja religiosa como também os ateus(!) para sua abominação em Assis
* JPII beijou o Corão é verdade, mas B16 retirou o sapato ao entrar no mosque e rezou com gestos junto aos muçulmanos e voltado para Meca
* JPII era um verdadeiro bonachão, mas em questões morais foi firme; já B16 até defender o uso de camisinhas em certas circumstâncias defendeu
*JPII deixou o circo da mentira ser publicado em seu pontificado em relação á Fátima, mas as mentes por trás dessa catástrofe eram dos Cardeais Bertoni e Ratzinger
* JPII deixou que inúmeros golpes fossem disparados contra a Tradição (Ecclesia Dei, etc.), mas não podemos esquecer que era o responsável por tais condenações e ataques (Card. Joseph Ratzinger)
*Por fim, cabe-nos ainda perguntar: Quem o beatificou?
Bento XVI é o pior inimigo da Tradição, basta estudar sua história. E Dom Fellay sabe disso, mas creio que as mesmas *Lojas Maçonicas que ele denunciou no seio do Vaticano , conseguiu, de uma forma ou outra, atingí-lo. É a única explicação lógica, ao meu ver, para casos como esse e de todos os outros já executados pela Comissão Ecclesia Dei.
(*em 2009 ele disse ter tido informações de que 4 Lojas moçônicas no Vaticano eram destinadas ao alto clero, já em 2011 ele disse que havia uma loja Maçônica no Vaticano destinada basicamente ao Clero Homosexual, em ambos os casos, tais afirmações, podem ser encontradas em vídeos no Youtube)
Se todas as evidências contra Menzigen e sua trupe ainda estiver obscura e incerta em sua confusa mente, lembre-se de como os protestantes, maçons e afins elogiaram e comemoraram o revolucionário concílio? Pois, olhe então, ao seu redor e veja quem são os que andam declarando amor á +Fellay, derramando lágrimas de alegria por tais "negociações"...
Por outro lado, os tradicionais derramam lágrimas de sangue.
Kyrie Eleison.
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01/06/2012
30/05/2012
21/05/2012
Elogios viciados
Sidney Silveira
Ensinam os grandes teólogos que o pecado possui três fontes principais: a ignorância, a paixão e a malícia. E, numa escala progressiva, o mal de culpa decorrente das ações humanas contrárias à lei natural, à reta razão e à lei divina possui uma gradação que culmina na malícia — a qual, de acordo com Santo Tomás, é pecado ex electione, ex industria e ex certa scientia. Em palavras chãs, é mais culpável o malicioso que o ignorante e o apaixonado.
O ignorante peca porque, no ato, lhe falta a ciência que impediria a ação má (sicut removens prohibens), e nestas ocasiões se diz que peca circunstancialmente por ignorância, sendo esta mais ou menos culpável na medida em que o ignorante possua maior ou menor condição de conhecer o que ignora. O apaixonado, por sua vez, sucumbe a um ímpeto instantâneo e transitório, fruto de maus hábitos adquiridos que o predispõem ora à incontinência, ora à intemperança — as quais cegam a inteligência. Por fim, o malicioso age com ciência certa do malefício que procura impingir ao próximo. Aqui, a inteligência não está obnubilada, enevoada ou impedida, ao realizar-se o ato propriamente humano, razão pela qual a responsabilidade é incomensuravelmente superior à dos outros dois casos.
À luz destes princípios, podemos obter um retrato seguro da responsabilidade moral daqueles que defendem um acordo político-prático entre a FSSPX e as autoridades que hoje comandam a Hierarquia da Igreja. A propósito, antes de tudo diga-se que, em sua imensa maioria, estes pró-acordistas de primeira hora desde sempre foram críticos severíssimos da FSSPX (à qual acusavam ora de cismática, ora de sectária, ora de sedevacantista, etc.), e o seu apoio ao acordo político dela com Roma não é outra coisa senão a confirmação de sua proverbial atitude anti-FSSPX. Assim, se agora elogiam a “coragem” de D. Fellay é porque este mudou radicalmente de posição, como ficou patente em sua carta aos demais bispos da FSSPX, veiculada mundo afora. É como se elogiassem o Flamengo por ter tido a “coragem” de virar Corinthians. Na verdade, odeiam o Flamengo e louvam o fato de ele querer deixar de ser o que sempre foi. Ao defenderem o acordo, defendem a si mesmos.
Tal louvação pró-acordista passa ao largo da única questão que realmente importa: a doutrinária, que no caso católico, por sua absoluta superioridade, é subordinante em relação a qualquer posição política defensável — a menos que concedêssemos que as verdades no âmbito da razão prática não são as reitoras do bom governo, que, como ensinara Santo Tomás, visa ao bem comum e não ao bem de alguns. Foi a questão doutrinária, e não a “política”, o que fez D. Marcel Lefevbre criar a FSSPX com o intuito de preservar íntegra a fé — fé que corria o risco de perder-se devido à sistemática demolição levada adiante pelos modernistas nas instâncias litúrgica, pastoral, estética, dogmática, etc. Uma verdadeira revolução cujos frutos são de uma escandalosa evidência.
Os malefícios dessa revolução perpetrada pelas autoridades atingiram todo o Corpo Místico e afastaram da fé muitos católicos, sobretudo os das gerações mais novas, que passaram a aprender dos neocatequistas oficiais algo que não é a fé — mas uma espécie da anti-fé: Deus não castiga; Adão e Eva são um mito; a Igreja de Cristo “subsiste” na Igreja Católica; os judeus são nossos primogênitos na fé; os muçulmanos adoram o mesmo Deus que os católicos; os dogmas evoluem; há salvação fora da Igreja; a salvação é universal, entre outras coisas porque Cristo verteu o seu sanguepor todos e não por muitos; o limbo é mera suposição sem base na Sagrada Escritura; a fé é um sentimento; todas as religiões são verdadeiras e, cada qual a seu modo, religam a Deus; Lutero foi um grande homem que combateu a corrupção da Igreja; o fiel católico deve confessar-se apenas uma vez ao ano; as Cruzadas são uma coisa de que a Igreja deve envergonhar-se; as sagradas espécies eucarísticas podem ser tocadas por qualquer um; a batina é pura e simples desnecessidade; não podemos rezar pela conversão dos judeus na Sexta-Feira Santa; e, como não poderia deixar de ser, Maomé é gente muito fina, pessoa respeitabilíssima, como dão a entender os documentos da Pontifícia Comissão para o Diálogo Inter-religioso.
Aqui se apresenta uma verdade deveras incômoda: com uma ou outra exceçãozinha acidental, todas estas coisas continuam a ser ensinadas intra muros da Igreja pós-conciliar, seja nos Seminários, nas comissões teológicas criadas para fomentar um interminável debate ou, ainda, de viva-voz pelas autoridades eclesiásticas. Mas os pró-acordistas — muitos dos quais interessados no crescimento de seus próprios grupos, estes sim, de caráter notadamente sectário — preferem imaginar que os Papas pós-conciliares são como maridos enganados: pessoas simplesmente traídas por seus subordinados; pessoas que estão de mãos “atadas” e nada ou quase nada podem fazer, como se em verdade de nada lhes servisse a Suprema Autoridade Apostólica participada a eles por Cristo. Conheço o vasto repertório de argumentos desse pessoal, que para se justificar chega a forjar comparações indevidas, totalmente impróprias, com momentos do passado na gloriosa história da Igreja.
O apoio público de gente com este perfil ao acordo da FSSPX com Roma está, portanto, viciado na raiz, pois não é outra coisa senão o fiel espelho de sua ojeriza àquilo que a FSSPX sempre foi e representou: uma resistência tradicional, doutrinária — sem concessões de nenhuma ordem — ao modernismo entronizado pelo Concílio Vaticano II. Modernismo este que, a propósito, “consagrou” o ecumenismo (e ainda hoje o apóia e difunde claramente); contaminou perigosamente a matéria dos sacramentos; gerou a Missa-mostrengo-carismática e todas as que dela derivaram; transformou o Catecismo num tratado fenomenológico intragável e quase incompreensível; atingiu em cheio as vocações; pôs em xeque dogmas multisseculares, comopor exemplo o do Limbo; passou a orientar o Magistério pelo consenso “plurânime” dos neoteológicos modernistas (como demonstrou o Pe. Álvaro Calderón em A Candeia Debaixo do Alqueire). Coloquemos aqui mil etcéteras para não enumerar ad infinitum os frutos dessa revolução que ainda está em curso, embora no atual momento contemple ela todas as vozes, inclusive as neconservadoras que, é claro, não ousem dizer um veemente e público “não” ao Vaticano II e ao Magistério que se lhe seguiu.
Ademais, erram os pró-acordistas por fazerem vista grossa ou ignorarem o seguinte princípio metafísico: o mais pode o menos, mas o menos não pode o mais. Tal princípio é universal no plano ontológico e, por conseguinte, impera na ordem prática, em que a política é ciência arquitetônica. Isto significa queuma política não pode transmudar-se de má em boa — como num passe de mágica — se não se apoiar em algo que, no plano noético, esteja acima dela: o conjunto de verdades fundamentais acerca da natureza humana (e de sua orientação teleológica a Deus), que, se defraudado, será fonte de males sem fim na ordem política. Neste contexto, qualquer acordo político-prático que jogue, de uma forma ou de outra, para debaixo do tapete as questões doutrinárias que são a razão de ser da FSSPX, e mais que isso, que orientaram a resistência católica à caudalosa tsunami modernista, pode perfeitamente receber o nome de negociata. Ou seja: um negócio bom para alguns, mas contrário ao interesse comum da Igreja, que é o bem das almas.
A posição do Mosteiro da Santa Cruz, de Friburgo (RJ) — que é a mesma dos três bispos da Fraternidade que chamaram D. Fellay à responsabilidade de não pôr em perigo a obra de defesa da Tradição construída por D. Lefevbre — parece-nos a mais sensata, prudente e doutrinariamente sã, na hora presente: não se pode apoiar um acordo que deixe para segundo plano as questões atinentes à doutrina católica de sempre. Fazer isto é ter da política uma concepção segundo a qual a verdade é apenas um detalhe, e não o vetor decisivo dapraxis humana.
O elogio a um acordo meramente prático-político entre Roma e a FSSPX, como se apontou acima, é viciado. É na verdade um auto-elogio, quando saído da boca de críticos históricos da Fraternidade. Mas se algumas dessas pessoas agem assim por ignorância, paixão ou malícia (ou ainda uma mescla dos três), é algo que não há como saber. E por isso não nos cabe julgar.
Malgrado saibamos que a conseqüência prática desse erro crucial do seu apostolado seja trabalhar pela disseminação em larga escala de uma obtusa obediência a erros que, em si, são verdadeiros crimes contra a fé. E estimular uma omissão grandemente culpável.
Indaguemos, por fim, o seguinte: quem realmente está carecendo da “visão sobrenatural" da fé, D. Fellay ou os três outros bispos consagrados por Marcel Lefevbre?
P.S. Nos últimos sete anos, embora tenha travado contato com gente de primeira linha, bondosa, profunda, leal e honesta, infelizmente conheci entre católicos alguns dos piores espécimes humanos com que deparei em toda a minha vida. Detratores, maledicentes, mentirosos, pessoas escudadas em grupelhos, covardes, incapazes de verdadeira amizade, opiniáticos que nunca estudaram seriamente teologia e acham que podem adentrar o terreno de uma discussão doutrinal, apenas porque leram algo do Magistério ou deram ouvidos ao guru do dia. Alguns são semi-analfabetos funcionais que posam de apologetas, e não deixo de pensar nessas horas que a Igreja — quando o seu Magistério velava pela unidade da doutrina — produzia às pencas apologetas de talento retórico, profundidade filosófica e conhecimento (teórico e prático) da fé. Agora, sujeitos que não escrevem lé com cré acreditam ser guardiões da fé.
Tal fenômeno, infelizmente, não se observa apenas entre leigos; tive contato com padres ditos amigos da tradição capazes de fofocas e calúnias monstruosas, cegos em sua ambição de assumir um papel de proa na atual crise da Igreja e de arregimentar seguidores custe o que custar — atacando seus colegas de batina de forma soez e tentando calar os leigos conhecedores da doutrina, numa flagrante impostura clericalista (não há como não lembrar, aqui, o seguinte: em sua acirrada polêmica contra o herege Siger de Brabante, Santo Tomás jamais usou contra ele o “argumento” de ser leigo). Em suma, não tenho, e não mais quero ter, nenhum tipo de contato pessoal com essa gente. Se porventura me encontrarem nalguma Missa ou evento, por favor passem direto. Não preciso da sua simpatia nem dos seus maus conselhos. E não me peçam para citar nomes, porque neste caso as pessoas não importam, mas o que fazem.
Já pedi sacramentalmente perdão a Deus porque, no passado, antes da minha conversão, houve algumas poucas ocasiões em que freqüentei prostitutas, além de ter tido uma vida moralmente irresponsável, no que tange a relacionamentos amorosos, coisa de que muitíssimo me arrependo, razão pela qual entendo perfeitamente o "tarde Te amei, Senhor", de Agostinho. Seja como for, conhecer prostitutas serviu-me para constatar o seguinte — vejo-o agora claramente: entre elas não vi, nem de longe, a malícia dessa gente pseudotradicional que, durante os dias da semana, detrata irresponsavelmente o seu próximo, peca contra a verdade e joga na lama a honra alheia, para no domingo comungar com a cara mais lavada deste mundo, numa falsa boa consciência de dar dó.
Não à toa disse Cristo que as meretrizes irão preceder a fariseus desta estirpe no reino dos céus.
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16/05/2012
O que devemos pensar sobre a Fraternidade São Pedro? (Série contradições)
Desde a introdução dos novos ritos sacramentais, Roma não havia permitido a nenhuma fraternidade ou congregação religiosa o uso exclusivo dos ritos antigos. Então, em 30 de junho de 1988, o arcebispo Dom Lefebvre consagrou quatro bispos para garantir a sobrevivência do sacerdócio e dos sacramentos tradicionais e especialmente da missa tradicional em latim. De repente, no prazo de dois dias, o Papa João Paulo II reconheceu (Ecclesia Dei Afflicta, 02 de julho de 1988), a “legítima aspiração” (ao tradicionalismo) daqueles que não apoiassem a posição de Dom Lefebvre e ofereceu dar a eles o que sempre houvera recusado ao arcebispo. Cerca de dez padres da FSSPX aceitaram esta “boa vontade” e se separaram para fundar a Fraternidade São Pedro (FSSP).
A Fraternidade São Pedro está fundamentada sobre princípios mais do que questionáveis, pelas seguintes razões:
1. Ela admite que a Igreja Conciliar tem o poder para:
• desaparecer com a missa de todos os tempos (já que o Novus Ordo Missae não é outra forma dela),
• concedê-la somente a aqueles que aceitem as românticas orientações da mesma Igreja Conciliar (na vida, crença, estruturas),
• declarar não-católicos aqueles que negam tal poder por palavra ou ação (Uma interpretação de “Todos devem estar cientes de que a adesão formal ao cisma [de Dom Lefebvre] é uma ofensa grave contra Deus e inflige pena de excomunhão.” Ecclesia Dei Afflicta), e,
• professar-se de certa maneira em comunhão com quem quer que se chame “cristão”, e ainda assim declarar-se fora da comunhão com os católicos cujo único crime é o de quererem permanecer católicos (Vaticano II, por exemplo, Lumen Gentium, § 15; Unitatis Redintegratio § 3º)
2. Na prática, os padres da Fraternidade, tendo recorrido a um bispo do Novus Ordo disposto a permitir os ritos tradicionais e disposto a ordenar seus candidatos, são forçados a abandonar a luta contra a nova religião que está sendo instalada:
• eles rejeitam o Novus Ordo Missae somente pelo fato de não ser sua “espiritualidade” e reivindicam a missa tradicional em latim somente em virtude de seu “carisma”, reconhecido pelo papa,
• eles procuram estar em boa relação com os bispos locais, elogiando-os ao menor sinal de espírito católico e silenciando sobre seus desvios modernistas (a menos talvez no caso de uma diocese onde eles não tenham esperanças de conseguir algo), ainda que por fazê-lo, acabem incentivando esses bispos em seu caminho errado, e
• observe, por exemplo, a aceitação de todo o coração pela Fraternidade do (Novo) Catecismo da Igreja Católica, a aceitação de professores do Novus Ordo em seus seminários, e aceitação dissimulada da ortodoxia do Vaticano II.
Eles são, portanto, católicos conciliares e não católicos tradicionais.
Sendo assim, assistir às suas missas significa:
• aceitar o compromisso sobre o qual eles se baseiam,
• aceitar a direção tomada pela Igreja conciliar e a consequente destruição da Fé e das práticas católicas, e
• aceitar, em particular, a solidez legal e doutrinária do Novus Ordo Missae e do Vaticano II.
É por isso que um católico não deve assistir às suas missas.
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Retirado e traduzido do Site do Distrito dos EUA (FSSPX)
http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1303
A Fraternidade São Pedro está fundamentada sobre princípios mais do que questionáveis, pelas seguintes razões:
1. Ela admite que a Igreja Conciliar tem o poder para:
• desaparecer com a missa de todos os tempos (já que o Novus Ordo Missae não é outra forma dela),
• concedê-la somente a aqueles que aceitem as românticas orientações da mesma Igreja Conciliar (na vida, crença, estruturas),
• declarar não-católicos aqueles que negam tal poder por palavra ou ação (Uma interpretação de “Todos devem estar cientes de que a adesão formal ao cisma [de Dom Lefebvre] é uma ofensa grave contra Deus e inflige pena de excomunhão.” Ecclesia Dei Afflicta), e,
• professar-se de certa maneira em comunhão com quem quer que se chame “cristão”, e ainda assim declarar-se fora da comunhão com os católicos cujo único crime é o de quererem permanecer católicos (Vaticano II, por exemplo, Lumen Gentium, § 15; Unitatis Redintegratio § 3º)
2. Na prática, os padres da Fraternidade, tendo recorrido a um bispo do Novus Ordo disposto a permitir os ritos tradicionais e disposto a ordenar seus candidatos, são forçados a abandonar a luta contra a nova religião que está sendo instalada:
• eles rejeitam o Novus Ordo Missae somente pelo fato de não ser sua “espiritualidade” e reivindicam a missa tradicional em latim somente em virtude de seu “carisma”, reconhecido pelo papa,
• eles procuram estar em boa relação com os bispos locais, elogiando-os ao menor sinal de espírito católico e silenciando sobre seus desvios modernistas (a menos talvez no caso de uma diocese onde eles não tenham esperanças de conseguir algo), ainda que por fazê-lo, acabem incentivando esses bispos em seu caminho errado, e
• observe, por exemplo, a aceitação de todo o coração pela Fraternidade do (Novo) Catecismo da Igreja Católica, a aceitação de professores do Novus Ordo em seus seminários, e aceitação dissimulada da ortodoxia do Vaticano II.
Eles são, portanto, católicos conciliares e não católicos tradicionais.
Sendo assim, assistir às suas missas significa:
• aceitar o compromisso sobre o qual eles se baseiam,
• aceitar a direção tomada pela Igreja conciliar e a consequente destruição da Fé e das práticas católicas, e
• aceitar, em particular, a solidez legal e doutrinária do Novus Ordo Missae e do Vaticano II.
É por isso que um católico não deve assistir às suas missas.
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Retirado e traduzido do Site do Distrito dos EUA (FSSPX)
http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1303
30/01/2009
Arcebispo Lefebvre e Vaticano II

O Concílio à luz da tradição?
Por John Vennari
Agora que os “excomunhões” foram retiradas dos quatro Bispos da FSSPX, seria sábio exprimir novamente a posição da FSSPX a respeito do Concílio Vaticano II.
Pouco depois do Bispo Bernard Fellay, superior geral da Sociedade St. Pio X, ter tido uma audiência confidencial com o Papa Bento XVI em agosto, 2005, Bispo Fellay fez o seguinte comentário: “Bento XVI apontou que só se pode haver um modo de pertencer à Igreja Católica: i.e., tendo o espírito do Vaticano II interpretado à luz da tradição, querendo dizer, com as intenções dos Padres do Concílio e a letra do texto. Esta é uma perspectiva que nos amedronta.” 1
É compreensível que a FSSPX ache isso amedrontador, pois é questionável se o Vaticano II pode ser interpretado à luz da tradição. Eu sou um dentre os muitos que acreditam que não pode realìsticamente ser feito, nem penso que deva ser tentado. Parece-me impossível separar os verbosos e ambíguos textos do Vaticano II do espírito revolucionário que inspirou os textos - um espírito não-Católico do liberalismo que foi condenado por cada Papa antes do Vaticano II.
De fato, aqueles “conservadores” que negam que os vários pontos de Vaticano II constituam uma ruptura com tradição e com declarações Magisteriais precedentes - pelo menos pela ambigüidade, pelas implicações e pelas omissões - falharam em não escutarem os movedores e balançadores do Concílio que abertamente os reconheciam.
Yves Congar, um dos artesões da reforma, relembrou com boa satisfação que “a Igreja obteve, pacificamente, sua revolução de outubro.”
O mesmo Padre declarou que a 'Declaração da Liberdade Religiosa' do Vaticano II é contrária ao Syllabus do Papa Pius IX. A respeito do Artigo 2 da declaração, disse: “Não se pode negar que um texto como este diga materialmente algo diferente da Syllabus de 1864, e até quase o oposto das proposições 15 e 77-79 desse documento.”
As indicações tais como estas conduzem o Padre Gregory Hesse observar frequentemente, “como eu poderia aceitar os documentos que nenhum Papa ou Bispo do século XIX assinariam?”
Contudo, todo grupo tradicionalista que é "reconciliado” com Roma pós-Conciliar tem que concordar em aceitar o Vaticano II; um ato que eu acredito ser suicida, porque sempre neutralizam o grupo em sua luta contra o Concílio e seu progressivismo destrutivo. Eu não tenho conhecimento de nenhuma exceção. Por exemplo, eu não conheço nenhum “aprovado” grupo Tridentino que publicou os livros ou os livretos equivalentes a Iota Unum, Si Si No No, ou 'They Have Uncrowned Him' do Arcebispo Lefebvre.
O que é escrito aqui não é pretendido ser um tratamento definitivo se o Vaticano II pode ou não ser interpretado à luz de Tradição.2 Eu penso, entretanto, ser de valor endereçar a noção que os católicos tradicionais não devem hesitar aceitar o Vaticano II à luz da tradição, dado que o tradicionalista Arcebispo Lefebvre assinou os documentos do Concílio. Logo, seguindo esse raciocínio, não se pode ter muitos erros em seus textos.
Os fatores, entretanto, são um pouco mais complexos, que eu demonstrarei em quatro rápidos pontos:
1) O Arcebispo e o Grupo Internacional de Padres no Vaticano II lutaram contra a orientação liberal do Vaticano II durante todo o Concílio, e sim, eles foram bem sucedidos em fazer os documentos melhores do que seriam caso não intervissem. A questão básica, entretanto, é que Arcebispo Lefebvre estava bem ciente do espírito liberal que tomou conta do Concílio mesmo antes dele começar.3
2) O Arcebispo Lefebvre, como muitos outros prelados naquele tempo, sentiu-se sob uma pressão moral em assinar os documentos. Arcebispo Lefebvre era um homem com uma longa carreira de serviços prestados ao papado. Ele era Delegado Apostólico na África (de língua Francesa) e tinha trabalhado próximo ao Papa Pio XII. À luz desta devoção filial a Santa Sé, o Arcebispo disse que se viu “moralmente obrigado a assinar” o documento já que o Papa havia assinado.4
3) Anos após o Vaticano II, ele disse que naquela altura do Concílio, de alguma forma, ele se encontrava demasiadamente otimista. Aqui ele se refere a uma declaração que fez ao final do Vaticano II. Em 1965, imediatamente antes da quarta e última sessão, ele publicamente declarou sua crença que apesar do que havia se passado no Concílio, e apesar do “magisterium” progressista no Concílio, no qual havia causado tanto dano, “A Igreja na pessoa do sucessor de Pedro ainda não substituiu o Magistério tradicional com este novo, e nem a Igreja de Roma… A maioria dos Cardeais e especialmente os Cardeais da Cúria,… não olham para o novo magistério. Nem a colegialidade nem a mal-concebida liberdade religiosa, aonde ambas são contrárias à doutrina da Igreja, sucederão.”
Em outras palavras, ele nunca sonhou que o liberalismo desastroso inerente no Vaticano II seria realmente promovido pelo Papa e pela Cúria Romana como a política da Igreja.
Mais de duas décadas passadas, ao reler suas palavras de 1965, o Arcebispo Lefebvre disse, “Eu admito que o otimismo que eu mostrei a respeito do Concílio e do Papa era mal fundado. ” 5
4) Até o dia de sua morte, nunca consentiu formalmente aceitar o Vaticano II “à luz da tradição” .6 Ele lutou firmamente contra a revolução do Vaticano II sem compromissar até seu último suspiro.Isso é um bom modelo para nós.
___
Notes:
1 2005 DICI Interview.
2 I treat this topic in much more detail in my talks: “Vatican II: The Best Council the Protestants Ever Had; “The Tiber Flows Into the Tiber: Who was Really Responsible for the Progressivist Takeover of Vatican II?”, and “The Oath Against Modernism vs. the ‘Hermeneutic of Continuity'” (on DVD and CDs respectively)
3 For an in depth look at Archbishop Lefebvre’s activities at Vatican II, as well as the many problems with the Council, see The Biography of Marcel Lefebvre, Bernard Tissier de Mallerais [Kansas City: Angelus Press, 2004], particularly Chapter 12: “In the Turmoil of the Council” and Chapter 13 “Herald of Christ the King”.
4 Ibid, p. 312.
5 Ibid., p. 331.
6 Though Archbishop Lefebvre had signed the 1988 Protocol, he felt uneasy from the moment he signed it and withdrew his signature within 24 hours, never to sign another.
Fonte original: Catholic Family News
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