20/03/2009

A necessidade da Religião - Parte V

Liddon, no Elemento de Religião, diz: " Moralidade separada da causa da religião é como um galho cortado de uma árvore; pode ser que aqui e acolá, devido as causas acidentais, mantenham sua cor verde por um tempo, mas sua chance de levar uma vida vigorosa é muito baixa. Também não é possível popularizar uma verdadeira moralidade, moralidade que lidará não só com causas, mas também com atos, sem revelar para o 'olho da alma' algo mais pessoal que uma lei abstrata."


A moralidade necessita da religião

Se religião não é a base da moralidade, o que vem a ser então?

Não é a utilidade
- pois o homem não é completamente sujeito á sociedade, e o bem da sociedade está longe de ser seu único fim desejado.

Não é o prazer - pois isso legalizaria a imoralidade e o crime.

Não é o fato de que a virtude é sua própria recompensa - pois muitas vezes a virtude anda aos trapos.

Não é a sanção interna da consciência - pois a experiência nos mostra como a entrega ao mau, facilmente aniquila a consciência.

Não são as sanções legais - pois isso não pode tocar a causa interna e os pensamentos.

Não é a opinião pública - pois ela é frequentemente corrupta, louvando homens ruins e acusando os de bem.

Somente Deus pode ler os mais profundos segredos das mentes e dos corações; somente Ele pode avaliar todo e qualquer motivo, somente Ele pode punir ou recompensar adequadamente e justamente, os bons e maus pensamentos, palavras e ações.

A moralidade divorciada de Deus, o Autor da lei moral, não pode ser sustentada. É como Cardeal Mercier costuma dizer: "É uma vã esperança esperar que a lei moral seja observada sem o recurso da idéia de Deus. Pois como pode a observação da lei moral ser suficientemente garantida, se o homem não tem a certeza que um Justo e Poderoso Deus irá, mais cedo ou mais tarde, estabelecer uma eterna harmonia entre virtude e felicidade de um lado, e vício e miséria do outro?"
É a submissão á Deus que faz o homem ser bom, rebelião contra Deus faz o homem ser ruim. Nenhum homem pode ser bom sem religião. Homens que querem ser realmente ruins perseguem a religião e tentam reprimí-la porque ela se opõe á seus maus desígnios.

Religião é uma forma de Justiça. Isso significa que ela está preocupada com o que é certo, e não meramente com o que é prazeroso, útil, consolador ou com que está na moda.


- Algumas falsas noções

Muitas pessoas olham para a religião como uma fonte de prazer para si próprias; eles até derivam certo divertimento dela. Para eles, a religião é um pouco mais que um passa-tempo, um hobby ou um luxo. Quando eles querem, eles praticam; quando não, negligenciam-a. Frequentemente eles mudam de religião em religião para satisfazerem seus desejos peculiares por este ou aquele divertimento ou fascinação.

Mas suas razões são as de obterem prazeres para si próprios. Isso é uma perverssão. Existem até Católicos que deixam de atender Missas aos Domingos porque "eles não retiram nenhum proveito da mesma". Essas pessoas não estão interessadas em cumprir suas obrigações perante Deus; eles querem Deus para serví-
los. Para eles, o centro do universo são eles mesmos. Quando as coisas vão mal, eles recorrem a Deus, quando vão bem, ignoram-O. Isso é um abuso de religião similar ao daqueles que procuram-na somente quando podem se beneficiar comercialmente, transformando-a numa espécie de raquete ou um bate-bola.

É perfeitamente verídico que a religião é frequentemente uma fonte de consolo e felicidade, mas isso é uma consequência, e não a razão para ser praticada! A razão para praticar a religião deve ser somente pela vontade de ser justo.
Os não-católicos dizem que os Católicos só atendem Missas porque são forçados a atender. A verdade é que as Igrejas Católicas estão *cheias (*1951) nas Missas aos Domingos porque o povo Católico tem sido consistentemente ensinado que é sua obrigação atendê-la aos Domingos. É correto estar presente lá para eles, e errado se não estiverem.

Portanto, assim sendo, a pessoa que vai á Igreja é melhor do que a que não vai, pois a que vai, discarrega seu débito á Deus de acordo com as leis de sua religião.

Um comentário:

Danilo Badaró disse...

Parabéns pelo seu trabalho. Com certeza, é uma grande contribuição para a Evangelização na rede.

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