22/02/2007

Comunhão na mão ?!?!


"Por reverência e em respeito a este Sacramento (comunhâo), nada o toca, a não ser o que é consagrado"
São Tomás de Aquino. -Summa, Pt III Q, Q2 Art. 3-









Vocês lembram quando os Católicos só comungavam ajoelhados???



Vocês lembram quando os Católicos só recebiam a comunhão na boca???




Vocês lembram quando somente os Sacerdotes administravam a Santa Comunhão???




Vocês lembram quando os Sacerdotes e Irmãs ensinavam ser um sacrilégio tocar a Santa Hóstia, e que isto era dever somente do Sacerdote ordenado???




Vocês lembram quando os Tabernáculos ficavam sempre no centro do Altar como ponto e foco primário???




---Provavelmente não!Mas isso não nos dá o direito de deixarmos nos levar pelos ventos do modernismo. Por isso devemos nos aprofundar no Tesouro Sagrado Católico, a sua Santa Doutrina de Sempre!!! ---




Por que o ajoelhar para receber a Comunhão desapareceu???




Por que os Tabernáculos desapareceram do foco central do Altar para aparecerem em "algum outro canto" da Igreja???




Por que as pessoas estão recebendo a Comunhão na mão???




Por que existem "ministros leigos" da Eucaristia???




Por que essas coisas foram mudadas???




Se essas coisas foram mudadas pelo amor dos "tempos modernos" e do "homem moderno", por que não vemos "esse povo moderno" entupindo nossas Igrejas???




Por acaso estamos tendo "problemas de superpopulação" em nossos Seminários, Mosteiros e Conventos???




A introducao dessas "novidades" aumentou o número de vocações na Igreja???




Essa introdução aumentou o número de convertidos no seio da Santa Igreja???




Por que há no Rito da Missa de sempre, tamanhas precauções tomadas contra a eventual profanação da Hóstia Sagrada???




Por que o Sacerdote lava os seus dedos depois de administrar a Sagrada Comunhão???




Por que o sacerdote raspa as minúsculas partículas para que as mesmas não caiam em nenhum lugar aonde poderão vir a ser profanada???




Por que quando Sagrada Hóstia era derrubada, o Padre cobría-a para depois da Missa, cuidadosamente limpar a área aonde caíra o Corpo de Cristo?


Por que estas rúbricas desapareceram?




Havia mais Fé na Presenca Real antes da "renovação"???




Havia um entendimento maior e mais profundo a apreciação do Sacramento como realmente e verdadeiramente sendo o Corpo, Sangue, Alma, e Divindade de Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho?




As antigas rúbricas eram simplesmente "muito escrupulosas"???




Seria alguma coincidência que a Adoração ao Santíssimo começou a murchar cada vez mais e mais com a apresentação da Comunhão na mão e com a invenção dos tais "ministros da Eucaristia"???




Teria o ensino Católico mudado em relação a TRANSUBSTANCIAÇÃO, isso é, a tranformação do pão e vinho no Corpo, Sangue, Alma, e Divindade de Jesus Cristo durante o Sacrifício da Missa?




Se o ensino não mudou, por que a atitude, espírito, rúbricas e práticas mudaram?




De onde surgiu a Comunhão na mão, sendo que ela, em nenhuma parte é proposta ou mesmo mencionada nos documentos do Vaticano II ???

Nem mesmo no CVII...!!!



Por que ainda isso realizou-se numa escala mundial mesmo depois do Papa Paulo VI em sua carta aos Bispos, "Domini de Memoriale", 1969, ter determinado que "Este método, "na língua" deveria ser mantido"...???



Se é suposto ser "opcional", por que as crianças em escolas e catecismos não são ensinadas nenhuma outra forma que seja além da mão???




Por que hoje em dia há uma nova postura de que "qualquer um pode administrar a Santa Comunhao" ???




Teriamos nós criado um "círculo vicioso", ou uma situação de "causa e efeito" aonde mudanças radicais foram introduzidas, e como resultado vemos uma escassez vocacional, mais que, para piorar ainda mais introduzem mudancas como os "ministros leigos da eucaristia", para suprir a "crise da vocacao"???




Ainda no Catecismo de Trento encontramos as seguintes afirmações:




Corolário: Leigos não podem tocar nos vasos sagrados.


Ora, se os leigos não podem tocar nos vasos sagrados, pois estes são utilizados para o Sacrifício da Missa recebendo diretamente o Santíssimo Corpo de Cristo. Se não podem tocar nos vasos sagrados, o que dizer a respeito do Corpo de Cristo?


Assim, continua o catecismo:




De mais a mais, com intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-los: como também se proibiu, por lei eclesiástica, que, salvo grave necessidade, ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar em mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à feitura da Eucaristia. Em um trabalho sobre a comunhão na mão, realizado pelo Padre R. P. Giuseppe Pace, S. B. D http://www.unavox.it/032b.htm encontramos:




“È invece certamente falso che dalle origini in poi per mille anni ci sia stata in tutta la Chiesa, in Oriente e in Occidente, la consuetudine di deporre le sacre Specie nelle mani del fedele.”




--“Ao contrário, a alegação de que o uso da Comunhão na mão era o costume ordinário tanto na Igreja Ocidental como Oriental por mais de mil anos, é totalmente falsa.”--




Neste artigo o padre explica que a justificativa dos modernistas para difundir tal prática se baseia em um texto conhecido como Catequese Mistagógica, atribuída a São Cirilo, mas que na verdade é um apócrifo. Este autor ainda apresenta uma série de argumentos mostrando que a prática comum da Igreja sempre foi receber as santas espécies diretamente na boca:


“Temos ao invés os testemunhos de um costume totalmente oposto, ou seja, o costume ordinário de dispor as Sagradas Espécies diretamente sobre a língua do comungante e da proibição aos leigos de tocar as Sagradas Espécies com as próprias mãos. Somente em casos de necessidade extraordinária e em tempos de perseguição, nos assegura São Basílio, se podia derrogar a dita norma e era concedido aos leigos comungar com as próprias mãos (P. G., XXXII, coll. 483-486).




“Santo Eutiquiano, Papa de 275 al 283, para evitar que o Santíssimo Sacramento fosse profanado, proibia aos leigos até mesmo de portar as Sagradas Espécies aos doentes «Nullus præsumat tradere communionem laico vel femminæ ad deferendum infirmo» (Ninguém ouse entregar a comunhão a um leigo ou a uma mulher para porta-la a um enfermo) (P. L., V, coll. 163-168).”




“Já no Ocidente é indubitável que o próprio São Gregório Magno administrava desse modo a Santa Comunhão aos leigos, pois já bem antes do Concílio de Saragoza no ano 380, havia lançado a excomunhão contra aqueles que ousassem tratar a Santíssima Eucaristia como se estivessem em tempos de perseguição, ou seja, tempos em que ao fiel leigo era permitido tocar as espécies sagradas caso se encontrasse numa situação de necessidade (SAENZ DE AGUIRRE, Notitia Conciliorum Hispaniæ, Salamanca, 1686, pag. 495).

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(1)Hoje em dia, são dadas as justificativas mais estapafúrdias para aceitar comunhão na mão. O que era condenado ontem violentamente pode hoje se tornar uma situação aceitável e praticável? De fato, este é o sacrilégio da moda, e não se deve aceitar tal comportamento pelo fato de estar ele tão difundido: o erro repetido em número e no tempo não se torna aceitável. Não se negocia o Corpo de Cristo, por questões medíocres como o tamanho da fila, o cansaço dos fiéis, por “questões sanitárias” ou uma inovação litúrgica qualquer.

(1)Henri,ACM.






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Brother Pius [V]

2 comentários:

visitante disse...

és um idiota

Brother Pius [V] disse...

Idiotas são aqueles que, por falta de argumentos, só lhe restam infundados ataques pessoais...